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Mercado em alta, pressão sobre alavancados e sinais de ajuste institucional

  • janeiro, 16


A sexta-feira foi marcada por um avanço moderado do Ibovespa, que subiu 0,26% e ampliou os ganhos do mês para 2,76%, em um pregão que combinou boas notícias pontuais com alertas estruturais importantes.

O destaque positivo ficou com a Vamos Locação, que avançou 7,61%, enquanto a Smartfit liderou as quedas do dia, recuando 8,17%, refletindo a sensibilidade de empresas alavancadas em um ambiente de juros elevados por mais tempo.


No plano institucional, uma decisão do ministro Flávio Dino chamou atenção ao proibir parlamentares de indicarem emendas para entidades comandadas por parentes. A medida, que em outros países soaria quase óbvia, ganha relevância no Brasil por atacar diretamente uma distorção histórica na alocação de recursos públicos. O movimento foi bem recebido pelo mercado como um sinal, ainda que pontual, de maior rigor institucional.


No setor financeiro, o Banco Central voltou a agir com firmeza. A liquidação da DTVM da Reag, envolvida na operação Compliance Zero, e da Advanced Corretora de Câmbio, que operava com patrimônio negativo, reforçou a mensagem de tolerância zero com estruturas fragilizadas.

Em paralelo, o BRB passou a buscar gestoras de crédito para captar recursos via DPGE2, enquanto cresce a percepção de que um aporte do governo do Distrito Federal pode se tornar inevitável para estabilizar a instituição. O caso evidencia como o ambiente de juros altos funciona como um verdadeiro “moedor” de alavancagem, especialmente para players com estruturas mais frágeis.
Essa mesma lógica aparece no movimento da CSN, que avalia a venda da CSN Cimentos como forma de reduzir sua alavancagem em até R$ 18 bilhões. A decisão ilustra uma tendência cada vez mais comum: empresas priorizando desalavancagem e fortalecimento do balanço em detrimento de expansão agressiva, num cenário em que o custo do capital segue elevado.


A economia real também trouxe sinais de desaceleração. A produção de veículos caiu 15,8% em dezembro frente a novembro, segundo a Anfavea, reforçando a leitura de que a atividade industrial sente o peso do crédito mais caro. Ainda assim, o setor público segue funcionando como amortecedor: a União honrou R$ 11,08 bilhões em dívidas garantidas de estados e municípios ao longo de 2025, evitando rupturas fiscais mais agudas em entes subnacionais.


No agronegócio, o dia foi mais positivo. As exportações de carne bovina para países árabes bateram recorde em 2025, enquanto dados do IBGE mostraram que a safra atual é mais que o dobro do volume registrado em 2012, reforçando o papel estrutural do agro como gerador de divisas e estabilidade externa.


No cenário internacional, dois movimentos ajudaram a moldar o humor dos mercados. De um lado, os Estados Unidos e Taiwan fecharam um acordo para reduzir tarifas e destravar investimentos bilionários no setor de semicondutores, com empresas taiwanesas prometendo aportar até US$ 500 bilhões em solo americano. De outro, Donald Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre chips de IA, reforçando que a disputa tecnológica seguirá no centro da geopolítica global. No mercado de commodities, o petróleo caiu 4% após declarações de Trump aliviarem temores sobre a oferta iraniana.


O dia termina com uma fotografia clara: enquanto o índice avança e renova gradualmente a confiança, os bastidores mostram um mercado cada vez mais seletivo. Empresas alavancadas sofrem, instituições frágeis são pressionadas e o capital passa a privilegiar balanços sólidos e setores com geração de caixa consistente. Em um ambiente assim, mais do que acompanhar o índice, entender quem consegue atravessar esse ciclo faz toda a diferença.

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