MCall | 29/09/2025: Toyota paralisa produção, NFL confirma jogos no Brasil e pobreza cai na Argentina
A última semana de setembro começou com um misto de desafios econômicos e sinais de alívio em alguns mercados. O Ibovespa encerrou a semana passada em leve queda de 0,29%, refletindo a cautela dos investidores diante de dados internos mais fracos e incertezas no cenário internacional. Mesmo com a alta acumulada de 2,85% no mês, o mercado segue atento a fatores estruturais que podem impactar a economia brasileira no curto prazo.
No Brasil, o destaque fica por conta da Toyota, que anunciou férias coletivas para 5.700 funcionários após a destruição de sua principal fábrica de motores por um vendaval. A paralisação interrompeu toda a cadeia produtiva da montadora no país e pode afetar o desempenho do setor automotivo no trimestre. O varejo também foi tema de discussão após empresas começarem a adotar o modelo de escala 5×2, em um debate que reacende a discussão sobre produtividade e jornada de trabalho no país — ainda superior à média de outras economias desenvolvidas. No campo esportivo, a NFL confirmou a realização de pelo menos três jogos no Maracanã a partir de 2026, marcando um passo importante na internacionalização da liga. Já no setor aéreo, a Latam anunciou a expansão de sua malha com até 30 novos destinos domésticos, e o país registrou déficit de US$ 4,7 bilhões nas contas externas em agosto, reforçando sinais de desequilíbrio nas transações correntes.
No agronegócio, o governo anunciou R$ 12 bilhões em crédito rural com juros entre 6% e 10% ao ano, em uma tentativa de impulsionar a produção em meio a custos elevados e margens apertadas. A BrasilAgro informou que, apesar do grande volume de ativos sob estresse ofertados pelos bancos neste ciclo, nenhum atendeu aos seus critérios de aquisição — um sinal de seletividade crescente no setor.
No cenário global, a principal notícia veio da Argentina: a taxa de pobreza caiu para 31,6% no primeiro semestre, a menor desde 2018, impulsionada por medidas emergenciais e efeitos temporários de programas de assistência. A melhora, contudo, ainda não elimina os desafios fiscais e sociais do país. Em outra frente, a Coreia do Sul indicou que não poderá honrar um pacote de US$ 350 bilhões prometido em parceria com Donald Trump, sinalizando limitações fiscais até mesmo entre economias desenvolvidas.
O início da semana, portanto, mistura sinais de recuperação e alerta: enquanto alguns indicadores melhoram, o setor produtivo e as contas externas brasileiras pedem atenção redobrada.