Os últimos dias foram marcados por fortes movimentações no mercado financeiro, com destaque para o prejuízo da Petrobras, o aumento da desaprovação do governo Lula e o crescimento das tensões comerciais entre EUA e Europa. Além disso, o BNDES registrou um lucro expressivo, mas sua crescente injeção de crédito levanta preocupações sobre os impactos na economia.
Petrobras tem prejuízo e mercado reage mal
A Petrobras anunciou um prejuízo de R$ 17 bilhões no quarto trimestre de 2024, com queda de 70% no lucro líquido anual. O mercado reagiu de forma negativa, e as ações da empresa chegaram a cair 7% no after-market dos EUA. O resultado traz incertezas sobre a distribuição de dividendos e pode aumentar a pressão sobre a companhia.
Desaprovação de Lula passa dos 60% em estados-chave
A nova pesquisa da Genial/Quaest mostra que a desaprovação do governo Lula superou 60% em seis estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul. O dado mais relevante, no entanto, foi a deterioração da avaliação do presidente no Nordeste, uma de suas principais bases eleitorais.
BNDES: lucro forte, mas expansão do crédito acelera
O BNDES registrou um lucro de R$ 26,4 bilhões em 2024, ao mesmo tempo em que promoveu a maior injeção de crédito de sua história, somando R$ 276,5 bilhões – o equivalente a 2,4% do PIB. Embora esse percentual ainda esteja próximo da média histórica (2%), a aceleração do crédito levanta preocupações sobre os impactos na alavancagem de alguns setores da economia.
Cosan tem prejuízo de R$ 9 bi com Vale e Raízen
A Cosan sofreu um prejuízo bilionário de R$ 9 bilhões devido a apostas erradas na Vale e na Raízen. Apesar do impacto negativo, o empresário Rubens Ometto afirmou no evento do BTG que “ainda estou aqui”, demonstrando confiança na recuperação da companhia.
Tesla enfrenta queda de 45% nas vendas na Europa
A Tesla viu suas vendas despencarem 45% no mercado europeu, com destaque negativo para a Alemanha, onde Elon Musk tentou interferir no cenário político. A postura do empresário pode estar dificultando a aceitação da marca em países com alta polarização política.
Trump ameaça taxar produtos da União Europeia
Donald Trump voltou a elevar as tensões comerciais ao ameaçar uma tarifa de 25% sobre produtos da União Europeia. Se essa medida for implementada, pode desencadear uma retaliação do bloco europeu, afetando diversos setores da economia global.
Novidades no mercado de private equity
O setor de private equity também teve movimentações importantes:
• A fintech Capim captou US$ 27 milhões para se consolidar como principal solução de pagamento para dentistas.
• A Buser levantou R$ 30 milhões com a 4Equity Media Ventures para fortalecer sua marca no setor de transportes.
Conclusão
O cenário econômico segue tenso, com sinais de desaceleração no Brasil e no exterior. A queda da Petrobras, os desafios da Cosan e a expansão do crédito pelo BNDES são pontos de atenção. No mercado global, a queda da Tesla na Europa e a possível guerra comercial entre EUA e UE adicionam mais volatilidade ao cenário. Investidores devem monitorar esses movimentos de perto para entender os impactos em seus portfólios.