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MCall | 18 de dezembro – quinta-feira de ruído fiscal, judicializações e novas fontes de arrecadação

  • dezembro, 18


A quinta-feira foi marcada por mais um pregão de cautela no mercado brasileiro, com o Ibovespa recuando 0,79% e aprofundando a perda acumulada no mês. O movimento refletiu um ambiente ainda carregado de incertezas fiscais, ruídos regulatórios e sinais claros de aumento da intervenção estatal em setores estratégicos.

No centro das atenções esteve novamente o setor elétrico. O governo sinalizou que pode judicializar o impasse envolvendo a proposta da Axia na Eletrobras, especialmente em relação à estrutura de dividendos com ações preferenciais. A possibilidade de mais uma disputa judicial reforça a percepção de insegurança jurídica e reacende o debate sobre o papel do Estado em empresas com capital pulverizado, aumentando o prêmio de risco exigido pelos investidores.

O Congresso também avançou em uma agenda de aumento de arrecadação. Foi aprovado um projeto que corta isenções tributárias, amplia a tributação sobre fintechs, juros sobre capital próprio e apostas online, além de liberar R$ 22,45 bilhões no Orçamento de 2026. O movimento reforça a leitura de que, diante da fragilidade do arcabouço fiscal — já dado como “morto” por lideranças industriais —, a estratégia do governo segue baseada em elevação de impostos, e não em controle estrutural de gastos.

Nesse contexto, chama atenção o crescimento acelerado das apostas online. As bets já representam 23% de toda a arrecadação das Loterias Caixa, consolidando-se como uma nova e relevante fonte de receita para o Estado. O dado evidencia não apenas uma mudança de comportamento do consumidor, mas também o apetite do governo em capturar essa base tributária em expansão.

No ambiente corporativo, o destaque ficou para a compra da Vital pela Orizon, em um negócio de R$ 3 bilhões, avaliado a 5,7 vezes o Ebitda. A operação mostra que, mesmo em um cenário macroeconômico desafiador, há espaço para consolidações relevantes, especialmente em setores ligados à infraestrutura e sustentabilidade. Em contrapartida, a Unigel segue pressionada, com a recuperação judicial de R$ 17 bilhões colocando em risco o controle da família Slezynger sobre a companhia.

O Brasil também registrou um recorde positivo no turismo, ao receber 9 milhões de estrangeiros em um único ano, reforçando a resiliência do setor de serviços e seu potencial de geração de divisas.

No cenário internacional, a Argentina avançou na flexibilização da política cambial em busca de reforçar suas reservas, enquanto grandes investidores voltaram a vender bitcoin, pressionando o mercado de criptoativos. O petróleo subiu mais de 2% após medidas dos Estados Unidos envolvendo a Venezuela, e a inflação no Reino Unido recuou para 3,2%, aumentando a expectativa de corte de juros. Já a Fitch rebaixou o rating da Colômbia para BB, citando preocupações com a trajetória da dívida.

O dia reforçou um pano de fundo conhecido: um mercado sensível à combinação de incerteza fiscal, maior intervenção do Estado e busca constante por novas fontes de arrecadação. Em um ambiente assim, o investidor segue exigindo cautela, seletividade e atenção redobrada aos riscos regulatórios e macroeconômicos.

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