Bom dia.
Se 2027 parecia distante, agora vem com um alerta vermelho: o próprio governo reconheceu que não terá recursos para bancar a estrutura pública naquele ano. O recado veio embutido nas projeções fiscais e expõe um desafio que pode dominar os próximos ciclos eleitorais.
Enquanto isso, nos mercados globais, big techs enfrentam investigações e processos, a China vende criptoativos apreendidos e o setor elétrico brasileiro vai pesar (ainda mais) no bolso do consumidor.
Vamos aos destaques desta terça-feira:
Alerta fiscal: 2027 sem dinheiro para o básico
A nova projeção orçamentária do governo federal reconhece que não há espaço no teto de gastos para manter a máquina pública funcionando a partir de 2027. Apesar da sinalização de superávit em 2026, o cenário seguinte exige ajustes — ou cortes profundos.
Energia mais cara, com dose de ironia
O governo anunciou que as contas de luz subirão 1,4% com a reforma do setor elétrico. A proposta isenta do aumento os consumidores com uso de até 80 kWh — cerca de 60 milhões de brasileiros.
O curioso é que a justificativa inclui a “futura caducidade” de subsídios às renováveis. A pergunta é: por que não esperar esses subsídios acabarem antes de aumentar a tarifa?
Negócios da semana
• A Rede D’Or vendeu sua fatia na GSH, especializada em bancos de sangue, por R$ 650 milhões para a CVC Capital.
• A Ebrasil, dona de três termelétricas no Nordeste, se tornou acionista relevante da Brava Energia, com 5,29% das ações.
Brasil: apostas, remédios e recuos
• O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi indiciado pela PF por envolvimento em esquema de apostas.
• A Anvisa agora exige receita retida para compra de canetas de emagrecimento como o Ozempic.
• O empresário Lírio Parisotto desistiu da cadeira na Hypera, após decisão do Cade suspender direitos políticos da EMS.
E uma curiosidade cultural: sertanejo segue como o ritmo mais ouvido tanto por lulistas quanto por bolsonaristas, segundo levantamento da Quaest. O Brasil continua dividido… mas com a mesma trilha sonora.
Do Agro
• O preço do algodão atingiu o maior patamar em um ano, impulsionado por demanda externa e menor oferta.
• A China está reduzindo o peso dos EUA no seu suprimento de alimentos, com ou sem tarifaço — uma estratégia que pode redesenhar o comércio agrícola global.
Cenário internacional: tensão, estratégia e criptos
• O governo dos EUA impôs sanções contra refinarias chinesas que continuam comprando petróleo do Irã.
• A China, por sua vez, começou a vender criptomoedas apreendidas, em ações pontuais de governos locais para reforçar os cofres públicos.
• Enquanto isso, Trump diz ver “grande progresso” nas negociações tarifárias com o Japão — o que pode ser só mais um capítulo do clássico “coloque o bode na sala, cobre caro pra tirar e declare vitória”.
Big Techs sob pressão
• Zuckerberg negou em depoimento que a Meta seja um monopólio, diante das críticas sobre domínio de mercado.
• O Google enfrenta um processo de £ 5 bilhões no Reino Unido, por suposto abuso de posição nas buscas online.
Private Equity & Inovação
A Coodex, startup brasileira de inteligência artificial para processos industriais, captou US$ 5,5 milhões com a i2L Capital. A empresa desenvolve soluções para automação em fábricas e setores de base, e quer escalar com foco em exportação