Na política e economia, Simone Tebet declarou que o próximo presidente do Brasil terá dificuldades para governar sob o atual arcabouço fiscal, gerando discussões sobre a sustentabilidade das regras fiscais vigentes. Enquanto isso, uma auditoria na Previ levantou suspeitas sobre a compra de ações da Vibra, e a entidade também decidiu flexibilizar regras que favorecem a nomeação de sindicalistas para conselhos de empresas.
O mercado corporativo também trouxe movimentações relevantes. A Natura registrou um forte tombo após mais um resultado decepcionante, aumentando as incertezas sobre sua recuperação. Já Alexandre Birman e Roberto Jatahy, acionistas da Azzas 2154, estão em processo de separação societária. Em paralelo, a Granja Faria está próxima de fechar uma fusão e aquisição de US$ 1 bilhão nos Estados Unidos, contando com o apoio do BTG.
No cenário internacional, Ucrânia e Rússia demonstram sinais de um primeiro passo rumo a um cessar-fogo, o que poderia amenizar os impactos da guerra sobre a economia global. Já nos Estados Unidos, a família Trump negocia a compra de uma fatia da Binance, enquanto o fundador da exchange busca um acordo judicial. No mercado de criptomoedas, a Foxbit lançou a BRL1, uma stablecoin atrelada ao real, com o objetivo de facilitar transações entre corretoras de criptoativos.
A movimentação no setor de fusões e aquisições também foi intensa. A SLC Agrícola (SLCE3) anunciou a compra de 40 mil hectares de terras na Bahia e em Minas Gerais da Mitsui, em um negócio avaliado em R$ 913 milhões.
No Brasil, a XP precisou se posicionar após um relatório controverso derrubar suas ações. A empresa negou qualquer irregularidade em seu modelo de negócios, que foi comparado a um esquema piramidal, e reforçou que o lucro vem da tesouraria. Além disso, a privatização da Copasa segue no radar, com a Sabesp e a Aegea avaliando participação no processo, enquanto o governo mineiro pretende manter apenas 10% de participação na companhia. Já no setor automotivo, a produção de veículos cresceu 14,8% no primeiro bimestre de 2024, atingindo 392,9 mil unidades, conforme dados da Anfavea.
No agronegócio, o governo anunciou um reforço nos orçamentos da Embrapa e da Conab para fortalecer o setor. No entanto, o mercado de máquinas agrícolas ainda enfrenta incertezas para 2025, com desafios relacionados à demanda e ao financiamento.
No cenário global, o ouro ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 3 mil por onça troy, impulsionado pelo aumento da demanda dos Bancos Centrais, especialmente da China, Rússia e Polônia. No setor automotivo, a família Porsche avalia vender parte de sua participação na Volkswagen, o que levanta questionamentos sobre a estratégia da companhia no longo prazo. Na China, o governo lançou mais um pacote econômico para estimular o consumo, incluindo aumentos salariais e incentivos à natalidade. No Canadá, Mark Carney assumiu como o 24º primeiro-ministro do país, substituindo Justin Trudeau. E na Europa, a Grécia recebeu da Moody’s o grau de investimento pela primeira vez em 15 anos, um marco importante após a longa crise da dívida.
Por fim, no setor de private equity, a agtech Grão Direto captou R$ 90 milhões com a Kaszek para expandir suas soluções tecnológicas voltadas ao mercado de grãos. Já a fintech mexicana Plata levantou US$ 160 milhões em uma rodada Série A e alcançou o status de unicórnio, com um valuation de US$ 1,5 bilhão.