O destaque do dia vai para o crescimento exponencial das verbas acima do teto constitucional pagas a membros do Judiciário. De acordo com novo levantamento, os chamados supersalários somaram R$ 10,5 bilhões em 2024 — um salto de 49,3% em relação ao ano anterior. A pressão sobre o teto se intensifica, especialmente em um momento de esforço fiscal declarado pelo governo.
Na B3, a tentativa de aprimorar a governança das empresas do Novo Mercado enfrentou forte resistência. Das 152 companhias consultadas, 74 rejeitaram todas as propostas de mudança nas regras, 70 aceitaram parcialmente e apenas 8 aprovaram integralmente. A reação mostra como o avanço em transparência e governança ainda encontra obstáculos estruturais no mercado de capitais brasileiro.
Do lado da indústria petrolífera, a ANP divulgou que a produção de petróleo no Brasil subiu 10,9% em maio, atingindo um recorde de 3,68 milhões de barris por dia — com 2,21 milhões saindo da Petrobras. O setor energético segue em alta também nos derivados: a Petrobras anunciou redução de 2,1% no preço do querosene de aviação (QAV) nas refinarias.
Já no campo da segurança cibernética, um ataque a provedores de infraestrutura bancária do tipo “banking as a service” no Brasil levou à perda de mais de R$ 1 bilhão. A fragilidade no setor de tecnologia financeira volta ao centro das discussões sobre regulação e proteção de dados.
O ministro Fernando Haddad também declarou que pretende cortar R$ 15 bilhões em gastos tributários até o fim de 2025, buscando reduzir o rombo fiscal. A agenda de ajuste ainda depende de articulação no Congresso e apoio político para avançar.
No agronegócio, o governo anunciou os detalhes do Plano Safra 2025/2026 para grandes produtores: R$ 516,2 bilhões estarão disponíveis em crédito rural. Em contrapartida, o preço do azeite, pressionado por questões climáticas globais, não deve voltar aos patamares anteriores à crise — segundo um dos principais produtores do setor.
No exterior, a Oracle fechou um contrato gigantesco de US$ 30 bilhões por ano, o que pode quadruplicar sua receita em nuvem. Para se ter uma ideia, o faturamento total da empresa em 2023 foi de US$ 57,4 bilhões. Com apenas um cliente, a receita da divisão de nuvem pode saltar mais de 50%.
Visa e Mastercard, por sua vez, estão reagindo à ameaça representada pelas stablecoins, que movimentam US$ 250 bilhões globalmente. As gigantes de pagamentos estão testando soluções que garantam competitividade frente ao avanço das criptos.
Na Europa, a Suécia decidiu recuar após seis anos da implementação de uma “taxa extra climática” sobre voos. A medida, que buscava conter emissões aéreas, perdeu apoio popular e político frente ao aumento nos custos de mobilidade e ao baixo impacto ambiental comprovado.