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Inflação em queda… com cautela

  • agosto, 04

Na última segunda-feira, 4 de agosto de 2025, o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, registrou a décima revisão seguida para baixo na projeção da inflação em 2025.

A estimativa do IPCA caiu de 5,09% para 5,07%  . Essa continuidade na queda sinaliza um movimento gradual de desaceleração nos preços, ainda que o índice permaneça acima do teto da meta estabelecida pelo CMN.

Perspectivas para os próximos anos

Para 2026, a previsão também teve recuo, passando de 4,44% para 4,43%  . Já as expectativas para 2027 e 2028 permanecem estáveis, em 4,00% e 3,80%, respectivamente  .

PIB e câmbio em estabilidade

O crescimento do PIB para 2025 segue inalterado em 2,23% pela quarta semana consecutiva  . Já o câmbio deve fechar 2025 em R$ 5,60 por dólar, sem alterações desde a última leitura  .

Juros sem alívio

A previsão para a taxa Selic segue firme em 15% ao ano para o fim de 2025, sem sinal de corte no curto prazo  .


O que esses números dizem?

1. Inflação recua, mas ainda é alta:
O fato de a inflação estar em queda por dez semanas consecutivas indica uma tendência de controle dos preços. No entanto, o patamar de 5,07% continua acima da meta máxima, sugerindo que o Banco Central enfrentará desafios até alcançar a zona de conforto inflacionária.

2. Crescimento econômico lento e constante:
O PIB de 2,23% representa um ritmo moderado de expansão. Esse desempenho sugere que, embora haja uma recuperação, ela permanece contida e sujeita a choques externos ou internos.

3. Juros em patamar elevado:
A Selic em 15% mantém o crédito caro, impactando empresas e consumidores. Apesar disso, a persistência da taxa sugere que o Banco Central aposta em disciplina fiscal e estabilidade cambial para reduzir a inflação.


Impactos para diferentes públicos


– Consumidores: poder de compra ainda limitado; reajustes e preços sob pressão.
– Empresas: custo de financiamento elevado dificulta investimentos e expansão.

– Investidores: renda fixa segue atraente; ações e crédito sofrem com juros altos.
Políticos e gestores Cautela nos gastos públicos para evitar impactos inflacionários.

O que esperar adiante?

A continuidade da queda gradual da inflação sugere um cenário de controle, mas ainda distante da meta do CMN. Em contrapartida, juros elevados e câmbio estável indicam que o mercado está apostando na cautela como política monetária e fiscal.

Apesar da trajetória positiva no Índice de Preços, a economia brasileira segue sob pressão — seja pelo câmbio firme, taxas de juros restritivas ou crescimento econômico moderado. O mercado segue atento às próximas decisões do Copom e às variáveis que envolvem o contexto externo.

Conclusão


O boletim de hoje, 4 de agosto de 2025, reforça um movimento consistente de desaceleração da inflação, mas sem trégua nos juros. O crescimento modesto do PIB e a estabilidade cambial revelam um cenário de transição — ainda desalinhado com as metas ideais, mas bem direcionado. Fique de olho nas próximas edições do Focus para acompanhar se essa trajetória se mantém ou se o ritmo desacelera.

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