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Inadimplência dispara, empresas pressionadas e crédito entra em zona de alerta

  • fevereiro, 26

O mercado brasileiro encerrou o pregão com leve queda de 0,13%, em um dia marcado por sinais claros de deterioração nas condições financeiras domésticas. Apesar de o índice ainda acumular ganhos relevantes no mês, o pano de fundo mostra aumento do risco de crédito, compressão de margens corporativas e fragilidade crescente de empresas alavancadas.

O principal dado do dia foi o avanço da inadimplência, que atingiu 5,5% em janeiro — o nível mais alto desde 2017. O indicador reflete o efeito defasado de juros elevados sobre famílias e empresas, com impacto direto na qualidade das carteiras bancárias e na capacidade de consumo. Em ambientes de crédito restritivo, a desaceleração econômica tende a se retroalimentar, elevando o risco sistêmico.

Os sinais de estresse corporativo ficaram evidentes no setor varejista. O GPA levantou dúvidas relevantes sobre sua continuidade operacional após registrar prejuízo no quarto trimestre, reforçando o diagnóstico de que modelos de negócios com margens apertadas e alta alavancagem são particularmente vulneráveis ao custo elevado de capital no Brasil.

A pressão sobre grandes grupos também aparece na Raízen, cujos credores solicitaram uma capitalização que pode chegar a R$ 25 bilhões. A magnitude do pedido evidencia preocupação com a estrutura financeira da companhia e reforça a tendência recente de transferências de ativos ou controle de empresas endividadas para grupos com balanços mais robustos.

Outro movimento relevante veio do Banco do Brasil, que pediu adiamento na devolução de R$ 1,8 bilhão ao Tesouro Nacional após queda significativa no lucro. O pedido sinaliza deterioração na rentabilidade e possivelmente maior necessidade de preservação de capital diante do cenário de risco crescente.

No campo institucional, a Câmara aprovou o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, um passo importante para a integração econômica, embora o tratado ainda dependa de aprovação em diversos parlamentos europeus e no Senado brasileiro. Se implementado, o acordo pode ampliar mercados para exportações e reduzir tarifas em setores estratégicos.

Entre os fatores que pressionam a renda das famílias, chamou atenção o crescimento dos gastos com apostas online: cerca de 30% dos apostadores desembolsam mais de R$ 1.000 mensais, um valor significativo em um contexto de crédito caro e renda comprimida.

No exterior, o ambiente foi mais favorável aos ativos de tecnologia. A Nvidia reportou receita recorde de US$ 62,3 bilhões, com crescimento anual expressivo impulsionado pela demanda por infraestrutura de inteligência artificial. O resultado confirma a concentração global de investimentos em semicondutores e data centers, pilares da atual corrida tecnológica.

Nos Estados Unidos, as taxas de hipoteca recuaram ao menor nível em quase quatro anos, sinalizando condições financeiras mais favoráveis ao setor imobiliário e potencial suporte à atividade econômica.

Em síntese, o dia foi marcado por um contraste entre a força estrutural de setores ligados à tecnologia global e o aumento das fragilidades internas da economia brasileira. A combinação de inadimplência elevada, pressão sobre empresas endividadas e lucros mais fracos aponta para um ambiente de crédito mais seletivo e potencialmente mais restritivo nos próximos meses, exigindo cautela redobrada por parte de investidores e gestores.

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