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Estatais no vermelho, China avança no alumínio brasileiro e IA pressiona ações de tecnologia

  • fevereiro, 02

O primeiro pregão de fevereiro começou sob pressão no mercado acionário: o Ibovespa encerrou a sessão em queda de 0,97%, mesmo com o índice acumulando alta sólida no acumulado do mês até aqui, impulsionado por fluxo estrangeiro e expectativas de juros mais baixos no Brasil. O movimento refletiu uma combinação de dados corporativos domésticos preocupantes e desdobramentos no cenário internacional.

No noticiário corporativo e macroeconômico brasileiro, um dos pontos centrais foi o resultado financeiro das empresas estatais: estatais fecharam 2025 com um déficit de R$ 5,9 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O resultado evidencia os desafios de eficiência e sustentabilidade fiscal enfrentados por empresas ligadas ao setor público, em um ambiente de contas públicas ainda fragilizado.

Surge também uma potencial alavanca fiscal no horizonte: bancos brasileiros demonstraram interesse em redirecionar recursos de compulsório — o dinheiro que os bancos são obrigados a manter retido no Banco Central — para ajudar a recompor o caixa do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), reduzindo ou adiando a necessidade de um aporte extra estimado em cerca de R$ 55 bilhões, em um movimento que poderia aliviar a pressão sobre as contas públicas.

Na esfera industrial e de recursos naturais, um megadeal chamou a atenção: o grupo chinês Aluminium Corporation of China (Chinalco), em conjunto com a mineradora anglo-australiana Rio Tinto, tornou-se um dos principais produtores de alumínio no Brasil ao adquirir cerca de 67% da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) por quase R$ 5 bilhões, aproximando-se também de uma possível retirada da empresa da listagem na B3. O movimento reforça a estratégia chinesa de expandir sua presença global em commodities diante da limitação de crescimento interno e destaca a relevância estratégica do setor de metais para a transição energética global.

No front político e econômico, a taxa de desemprego de 2025 encerrou o ano em 5,6%, o menor patamar da série histórica, um indicador positivo para o mercado de trabalho e para a economia doméstica. Entretanto, a capacidade de consumo e investimento das famílias brasileiras continua sob escrutínio em meio a um cenário de juros elevados e inflação ainda acima de alguns parâmetros de conforto.

A tensão regulatória também permeou o noticiário institucional: o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a retirada de sigilo de depoimentos de figuras centrais do caso Master — incluindo o ex-presidente do BRB e um ex-diretor do Banco Central — reforçando o foco da Justiça em esclarecer os desdobramentos daquela crise bancária e suas repercussões para o sistema financeiro nacional.

No plano internacional, houve movimentações importantes na política monetária dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump escolheu Kevin Warsh, ex-governador do Federal Reserve, como seu indicado para a presidência do banco central americano, substituindo Jerome Powell, com uma decisão que ainda depende da confirmação pelo Senado. A escolha de Warsh — visto como alguém que pode equilibrar prioridades entre inflação e crescimento — provocou movimento de queda nos mercados globais e fortalecimento do dólar americano nos mercados de balcão.

Ainda no cenário global, os preços de metais preciosos sofreram volatilidade significativa. O ouro e a prata, que chegaram a registrar quedas pronunciadas após a indicação de Warsh e dados de inflação nos EUA, refletem a sensibilidade dos mercados a mudanças nas expectativas de política monetária e ao clima de risco geopolítico e econômico que ainda prevalece.

No setor de tecnologia, o mercado também reagiu de forma negativa a perspectivas sobre o impacto da inteligência artificial (IA) nos modelos de negócios tradicionais de software como serviço (SaaS). Empresas do setor viram revisões de expectativas de lucro, com movimentos que pressionaram ações como a da SAP, que chegou a recuar cerca de 15% na Bolsa de Nova York à medida que investidores questionam o futuro das receitas em um ambiente onde a IA redefine padrões de produtividade e competição.

No agronegócio brasileiro, um mix de fatores marcou o dia: enquanto o consumo de café registrou queda em 2025, a receita do setor ainda se beneficiou de preços mais altos, e a Indonésia habilitou novos frigoríficos brasileiros para exportar carne bovina, ampliando o alcance do produto nacional em mercados importantes.

No plano geopolítico, a relação entre os EUA, a Índia e a Venezuela também ganhou destaque: Trump afirmou que a Índia comprará petróleo da Venezuela em vez do Irã, em um movimento que pode alterar fluxos de energia e alianças estratégicas na Ásia e no Oriente Médio.

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