Dólar em queda no primeiro pregão de 2025 mesmo sem atuação do Banco Central

No primeiro dia de negociações de 2025, o dólar apresentou queda em relação ao real, encerrando o pregão com uma leve desvalorização, mesmo sem intervenções diretas do Banco Central (BC). O movimento foi interpretado como uma correção após uma abertura em alta, enquanto o volume de negociações permaneceu abaixo da média mensal, refletindo um mercado ainda cauteloso. Cenário de queda do dólar O dólar à vista registrou uma queda de 0,29%, fechando a R$ 6,1625. Durante o pregão, a moeda oscilou entre uma mínima de R$ 6,1517 e uma máxima de R$ 6,2267. Nos contratos futuros para fevereiro, a desvalorização foi de 0,31%, encerrando em R$ 6,1855. O volume total negociado somou US$ 12,4 bilhões, bem abaixo da média registrada em dezembro, de US$ 17 bilhões. A sessão foi marcada por uma combinação de fatores que mantiveram o mercado em compasso de espera. A ausência de notícias impactantes sobre a economia global ou doméstica impediu movimentos mais expressivos no câmbio. Além disso, a volatilidade foi limitada pela percepção de que o cenário fiscal brasileiro ainda apresenta incertezas significativas, o que mantém os investidores receosos. Impactos internacionais e internos Na parte da manhã, o dólar iniciou o dia em alta, refletindo preocupações com dados econômicos da China que indicaram uma desaceleração em seu crescimento. Esse fator afeta diretamente o Brasil, principal exportador de commodities, podendo reduzir o superávit comercial. Contudo, essas preocupações foram sendo diluídas ao longo do dia, já que o mercado global em geral já havia precificado os impactos da desaceleração chinesa. Por outro lado, questões estruturais como a possível adoção de políticas protecionistas nos Estados Unidos continuam no radar dos analistas. Questão fiscal em foco A questão fiscal continua sendo o principal fator de preocupação para o mercado de câmbio. Dúvidas sobre como o governo irá ajustar as contas públicas e os entraves políticos, como o embate entre Judiciário, Executivo e Congresso, têm potencial para influenciar diretamente o valor do dólar no curto prazo. Ausência de intervenções do BC A baixa do dólar ocorreu sem intervenções do Banco Central, algo que chamou atenção. Apesar disso, analistas acreditam que a atuação anterior do BC para conter a volatilidade cambial continua a influenciar psicologicamente o mercado. Perspectivas para 2025 O câmbio em 2025 dependerá da evolução do cenário fiscal e de como o governo lidará com os desafios de ajuste nas contas públicas. Além disso, fatores externos, como a política monetária global e o crescimento das economias desenvolvidas, também influenciarão o comportamento do dólar frente ao real. Embora a expectativa seja de uma valorização mais moderada da moeda americana, o ambiente continua incerto, exigindo atenção redobrada dos investidores.

MCall | 26/12/2024: O susto do dólar

Cotação do Dólar No último pregão, da segunda-feira (23), a moeda norte-americana registrou alta de 1,86%, cotada a R$ 6,1851, chegando a atingir a máxima de R$ 6,2010 durante o dia. A alta ainda é motivada por incertezas fiscais e revisões nas estimativas econômicas. O Banco Central leiloou US$ 7 bilhões para conter a alta da moeda americana. Essa intervenção ocorreu em meio a preocupações com o cenário fiscal brasileiro. Confiança da Indústria O Índice de Confiança da Indústria (ICI) no Brasil subiu em dezembro, após três quedas consecutivas, indicando uma melhora na percepção dos empresários sobre o setor industrial. China Aprova Lei de Imposto sobre Valor Agregado A China aprovou uma nova lei de imposto sobre valor agregado (IVA), que entrará em vigor em 2026. Essa medida faz parte das reformas fiscais do país para simplificar o sistema tributário e estimular a economia. Calendário do Bolsa Família 2025 O governo brasileiro divulgou o calendário de pagamentos do Bolsa Família para 2025. Os beneficiários podem consultar as datas para se programarem e garantirem o recebimento do benefício. Dívida Pública Brasileira A Instituição Fiscal Independente (IFI) elevou a estimativa para a dívida pública brasileira, prevendo que ultrapassará 86% do PIB até o final do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa projeção aumenta as preocupações sobre a sustentabilidade fiscal do país.

MCall | 24/12/2024: Feliz Natal!

Brasil • Corte em emendas: Flávio Dino ordenou a suspensão de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares, destacando restrições orçamentárias. • Gleisi Hoffmann em evidência: Líder do PT pode ser testada como possível candidata presidencial, indicando movimentações dentro do partido para 2026. • EMS e Hypera (HYPE3): EMS adquiriu 6% da Hypera, ampliando sua participação no setor farmacêutico. • Tarifa de Itaipu: O governo brasileiro precisará desembolsar R$ 2,5 bilhões para evitar aumentos tarifários decorrentes de negociações recentes com o Paraguai, que foram criticadas como mal executadas. • Setor energético: • Petrobras cancelou a venda de dois campos à Brava Energia (BRAV3). • EDP Brasil vendeu 90% de sua participação em uma linha de transmissão à Actis por R$ 2,37 bilhões. Negócios • Prosus compra Decolar: A dona do iFood adquiriu a plataforma de viagens por US$ 1,7 bilhão, expandindo sua atuação na América Latina. • FII SHPH11 no Higienópolis: O fundo imobiliário da Rio Bravo aumentará sua fatia no Shopping Higienópolis para 51,4%, se consolidando como controlador do ativo. • Orizon e Gás Verde: A joint venture focará na produção de biometano a partir de resíduos urbanos, fortalecendo a transição para energia limpa. Agro • PIB da soja e biodiesel: Previsão de queda de 6% no setor em 2024, refletindo desafios econômicos e climáticos. • Grupo Rio Claro: Empresa do setor agrícola entrou em recuperação judicial com dívidas de R$ 20 milhões, destacando as dificuldades enfrentadas pelo setor. Mundo • Fusão no setor automotivo: Honda e Nissan firmaram um acordo preliminar para fusão, possivelmente com a Mitsubishi, criando a terceira maior montadora do mundo em volume de vendas. • Bitcoin e MicroStrategy: A empresa de Michael Saylor comprou US$ 561 milhões em Bitcoin, acumulando 444.262 unidades ao preço médio de US$ 62.257 cada. • Groenlândia novamente no radar dos EUA: Donald Trump sugeriu que a compra da ilha é vital para a segurança nacional, reacendendo uma proposta controversa de seu mandato. Destaques mostram consolidações no setor privado e tensões políticas e econômicas no Brasil e no exterior, sinalizando um cenário global de transições estratégicas.

MCall | 23/12/2024: Lula reúne ministros para pacificação com o mercado

Brasil • Lula e o mercado: O presidente reuniu os 38 ministros para pregar pacificação com o mercado e divulgou um vídeo ao lado de Gabriel Galípolo (próximo presidente do BC) defendendo a autonomia da instituição. O mercado reagiu bem, em um momento que busca maior previsibilidade econômica. • Comentário: Estratégia para evitar ruídos e alinhar expectativas antes do final do ano. • DPVAT rejeitado novamente: Após recriação e rejeição, o seguro obrigatório foi revogado. A tentativa de rebatizar como SPVAT não passou no Congresso, frustrando planos estaduais. • Seguro contra calote (CDS): O custo de proteção contra um default da dívida brasileira alcançou o maior nível em 19 meses, indicando aumento de percepções de risco no mercado. • Outros destaques: • Haddad: Impacto fiscal do pacote de ajuste deve ser R$ 1 bilhão menor após mudanças no Congresso. • Petrobras: Expansão de 30% no processamento da refinaria Abreu e Lima. • Suzano: Estuda adquirir a Clearwater Paper, dos EUA, para fortalecer operações globais. Agro • Conflito nas ferrovias: Disputas entre tradings de grãos e a Rumo Logística sobre tarifas e transporte chegaram ao governo federal, impactando o escoamento da safra. • Pedro Merola: A empresa agrícola suspendeu pagamentos e pode entrar em recuperação judicial. Mundo • Novo Nordisk em queda: As ações da fabricante do Ozempic despencaram -17,83% após fracasso nos testes de um novo medicamento para obesidade. • Comentário: O caso exemplifica a volatilidade do setor farmacêutico, com forte dependência de inovações bem-sucedidas. • Peso argentino valorizado: Com Javier Milei no governo, a recuperação da moeda local tornou o Brasil mais acessível para turistas argentinos. Private Equity • Oura Health: A fabricante de anéis inteligentes recebeu US$ 75 milhões da Dexcom, com valuation de US$ 5 bilhões. • Solubio: Especializada em defensivos biológicos, a empresa captou R$ 100 milhões da Aqua Capital para reforçar o caixa e expandir operações. O contexto reflete a volatilidade econômica e política local, somado a tendências globais em tecnologia, saúde e agronegócio.

MCall | 12/12/2024: SELIC chega a 12%

Economia e Política Monetária • Copom: Aumentou a Selic em 1%, elevando a taxa para 12,25% ao ano. O Banco Central já sinaliza mais dois aumentos de mesma magnitude. • Banco Central: O Senado aprovou os indicados de Lula, consolidando maioria do governo na diretoria da instituição. • Inflação nos EUA: Acelerou para 2,7% no acumulado de 12 meses em novembro, indicando persistência de pressões inflacionárias. Negócios • LVMH: Comprou 20% da rede hoteleira de luxo Les Domaines de Fontenille, ampliando presença nesse mercado. • Granado: Entrou no segmento de “beleza limpa” com a aquisição da marca Care. • Nippon Life: Adquiriu a seguradora americana Resolution Life por US$ 8,2 bilhões, em um movimento estratégico para expandir sua atuação global. Brasil • Saúde de Lula: O presidente passará por novo procedimento para tratar sangramento no cérebro, com forte impacto no mercado financeiro, possivelmente relacionado a especulações sobre uma desistência de reeleição. • Supermercados: Carrefour e Pão de Açúcar realizam cortes significativos, mesmo com a proximidade das festas de fim de ano. As demissões são reflexo de ajustes para contenção de despesas. • Transportes: A CSN apresentou proposta de R$ 742,5 milhões para adquirir 70% da Tora Transportes. • Aviação: A Eslováquia negocia a compra de aviões C-390 da Embraer, fortalecendo a presença brasileira no setor de defesa. Agro • Fiagro: Paraná lança o primeiro fundo estatal com R$ 2 bilhões para financiar o agronegócio local. • FIDC: São Paulo inova ao criar um fundo estruturado para financiar o agro via mercado de capitais. Mundo • Tesla: As ações atingiram uma máxima histórica, elevando a fortuna de Elon Musk para US$ 400 bilhões, graças também à valorização da SpaceX. • Philadelphia Eagles: O time da NFL foi avaliado em US$ 8,3 bilhões após a venda de 8% de suas ações. • Arábia Saudita: Foi escolhida como sede da Copa do Mundo de 2034.