MCall | 28/07/2025: Diesel dos EUA domina importações, Intercement troca de mãos e Milei corta impostos no agro

Credores da Intercement compraram crédito do Banco do Brasil e assumirão o controle da empresa. Em outro movimento relevante, o Carrefour vendeu sua operação na Itália por US$ 1,17 bilhão, reforçando sua estratégia de reestruturação global. A B3 estuda ampliar o horário de negociação de criptomoedas, com o objetivo de, futuramente, operar 24 horas por dia, alinhando-se à dinâmica dos mercados internacionais. Nas importações brasileiras de diesel, os Estados Unidos ultrapassaram a Rússia em julho, respondendo por 45% do volume, contra 35% dos russos. O país registrou um déficit de US$ 5,1 bilhões nas contas externas em junho. Com o risco de tarifas adicionais nos Estados Unidos, a Weg já planeja alterar suas rotas de exportação. No setor imobiliário, a proibição de aluguel por temporada em imóveis populares em São Paulo deve afetar a demanda por estúdios. Ainda nesta semana, o Rio de Janeiro inaugurará a maior usina termelétrica do Brasil, localizada em São João da Barra. No cenário agrícola, o presidente argentino Javier Milei anunciou a redução do imposto de exportação sobre soja e carne, buscando aliviar a carga tributária dos produtores. Empresas de café dos Estados Unidos também pressionam por isenção tarifária sobre o produto. No ambiente internacional, Estados Unidos e União Europeia fecharam um acordo para impor tarifas de 15% sobre produtos do bloco europeu. A União Europeia, em contrapartida, se comprometeu a comprar US$ 750 bilhões em energia, investir US$ 600 bilhões em território americano e adquirir grandes volumes de equipamentos militares. A Justiça dos Estados Unidos aprovou um crédito de US$ 1,6 bilhão para a Azul, que segue em recuperação judicial. Paralelamente, senadores americanos acusaram Donald Trump de abuso de poder contra o Brasil, enquanto o próprio ex-presidente declarou que, embora goste do dólar forte, acredita que a moeda fraca permite “ganhar muito mais”.

MCall | 25/07/2025: FGTS bilionário, tarifas em alta e Brasil na mira

No Brasil, a sexta-feira foi marcada por embates políticos e movimentações econômicas expressivas. O presidente Lula endureceu o tom com os EUA sobre as tarifas de importação: “Se Trump estiver trucando, vai tomar um seis”, disse. Enquanto isso, o governo anunciou que o FGTS deve distribuir cerca de R$ 13 bilhões de lucro aos trabalhadores, reforçando o poder de compra de milhões de brasileiros. O Ministério da Fazenda pediu que aliados da antiga gestão Bolsonaro “saiam do caminho” para facilitar as negociações com os americanos, acusando-os de atrapalhar os diálogos diplomáticos. O país também bateu recorde de arrecadação federal em junho, com R$ 234,6 bilhões, alavancado por IOF e apostas esportivas. Em meio à tensão, empresas se movimentam: a Raízen vendeu 55 usinas de energia por R$ 600 milhões, enquanto Yellowstone, Jive e Queiroz Galvão criaram bloco de controle na Brava Energia. Nos Estados Unidos, Donald Trump confirmou tarifa de 50% a países com os quais, segundo ele, “a relação não tem sido boa” — o Brasil, embora não citado diretamente, está claramente na linha de fogo. Os impactos já aparecem: as exportações do agro brasileiro aos EUA caem antes mesmo da aplicação oficial da sobretaxa, que já pressiona os preços da carne no mercado interno. Em resposta, o governo brasileiro tenta acelerar um acordo comercial com o México como forma de mitigar os danos. Internamente, o Banco Central revelou que dados de 46,8 milhões de chaves PIX foram expostos em vazamento ligado ao CNJ, gerando preocupações com segurança digital e privacidade. No cenário global, a tensão geopolítica ganha novo capítulo: a França anunciou que reconhecerá o Estado Palestino em setembro, medida duramente criticada por Israel, mas que elevará o número de países apoiando a causa para mais de 140. A União Europeia também se move, aprovando a possibilidade de retaliar com tarifas produtos norte-americanos que somam até € 93 bilhões. Apesar do ambiente instável, o Banco Central Europeu manteve os juros estáveis em 2% ao ano, adotando cautela diante do cenário inflacionário e da desaceleração global.

MCall | 24/07/2025: Socorro ao agro, leilão bilionário e novas alianças comerciais

O Brasil dá sinais de reação à crise provocada pelo tarifaço dos EUA. O governo anunciou o descongelamento de R$ 20,6 bilhões para reforçar o Orçamento e aprovou na Câmara um projeto que viabiliza leilões de óleo e gás com potencial de arrecadar mais R$ 20 bi. Para conter os impactos no comércio exterior, São Paulo criou uma linha de crédito subsidiado de até R$ 20 milhões por exportador, com juros de 0,27% ao mês + IPCA. No setor privado, o iFood negocia a compra da Alelo por R$ 5 bilhões, o que pode consolidar seu domínio no mercado de delivery e vale-refeição/alimentação. Já no ensino, o alerta vem do MEC: quase 70% dos polos EAD correm risco de fechar. Nos Estados Unidos, Trump firmou um novo acordo com o Japão, que aceitará tarifa de 15% em produtos exportados, e ameaça impor tarifas mais altas a países que se recusarem a abrir seus mercados aos americanos. Um acordo semelhante está sendo negociado com a União Europeia, o que ampliaria o isolamento comercial do Brasil. A Casa Branca ainda avalia prorrogar a trégua nas tarifas com a China por mais 90 dias, enquanto o mercado americano segue aquecido: o Switch 2 bate recorde com 1,6 milhão de unidades vendidas, e o fenômeno de brinquedos “Labubu” triplicou a receita da Pop Mart, elevando a fortuna do CEO para US$ 20 bilhões. No mundo dos investimentos, o Brasil nadou contra a maré e retirou R$ 156 milhões de fundos de criptomoedas, enquanto no exterior o uso desses ativos continua em expansão. O setor agro vive dias de ajuste: o tarifaço pode provocar perdas de até US$ 5,8 bilhões no agronegócio brasileiro, que, por outro lado, comemora a reabertura dos mercados de frango na Albânia e Turquia. No hemisfério sul, a Argentina avança na indústria do arroz, ganhando espaço perdido pelo Brasil, e o Patria lidera financiamento de oleoduto de US$ 2 bilhões no país vizinho, em parceria com grandes bancos.

MCall | 23/07/2025: Exportações travadas, cortes na carne e tensão global sobre tarifas

No Brasil, as exportações correm contra o tempo — ou melhor, corriam: com o prazo logístico encerrado, as empresas não têm mais como enviar mercadorias aos EUA antes da entrada em vigor do tarifaço, encerrando a tentativa de driblar o novo imposto. O impacto já se reflete: a compra de carne brasileira pelos EUA despencou 80% em 3 meses. Enquanto isso, o governo comemora aumento de receitas e descongela R$ 20,6 bilhões para novos gastos, ainda que críticas internas cresçam quanto aos juros altos do consignado CLT. No front político, Brasília cogita novos nomes para a presidência da CVM e prepara a inauguração de um escritório de representação tributária em Pequim, para aprofundar os laços com a China. Nos Estados Unidos, a ala trumpista assume o protagonismo: Eduardo Bolsonaro revelou que o governo Trump já avaliava o tarifaço antes de anunciá-lo, o que levanta suspeitas e fortalece o pedido da AGU por investigação de insider trading. Em paralelo, grandes empresas começam a se reposicionar: a Coca-Cola vai lançar uma versão com açúcar de cana (supostamente sob pressão política), e o JP Morgan estuda aceitar criptoativos como garantia para empréstimos — um marco considerando que, há menos de um ano, seu CEO comparava o Bitcoin à bolha das tulipas. Ainda nos negócios, a Totvs comprou a Linx da Stone por R$ 3 bi, enquanto a Stone deve vender o Reclame Aqui. No cenário global, a União Europeia ameaça reagir ao tarifaço dos EUA com um pacote suspenso de €21 bilhões em tarifas, cujo prazo vence em 6 de agosto. A Argentina surpreendeu positivamente com um crescimento econômico de 5% em maio, completando sete meses consecutivos de alta, enquanto a tensão geopolítica voltou a subir com os EUA enviando armas nucleares ao Reino Unido pela primeira vez em 17 anos. Ainda no agro, o Brasil avisou que não aceitará reabrir o acordo com o Mercosul, e a produção interna de ureia promete atender 35% da demanda em dois anos. Para completar, a “guerra tarifária” se estende: as Filipinas pagarão 19% para acessar o mercado americano, enquanto os EUA seguem favorecendo seus próprios aliados.

MCall | 22/07/2025: Tarifaço avança, Brasil no foco e ativos digitais ganham novo impulso

No Brasil, as tensões institucionais seguem em alta. Após uma entrevista concedida por Jair Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes deu 24 horas para que sua defesa explique possíveis descumprimentos de medidas cautelares — com risco de prisão caso não se manifeste. Paralelamente, a AGU pediu investigação sobre suposto insider trading no mercado de câmbio, envolvendo a antecipação da medida tarifária imposta pelos EUA. Mesmo com o Congresso entrando em recesso, o ambiente político permanece turbulento. No setor privado, incorporadoras têm comprado antigas agências bancárias para driblar a escassez de terrenos, e o governo estuda um plano de apoio a empresas impactadas pelas tarifas. Enquanto isso, agências internacionais apontam que a taxa de 50% sobre exportações brasileiras pode ser mantida. Nos EUA, os reflexos do “Tarifa Brasil” continuam repercutindo em diferentes setores: importadores americanos de suco de laranja questionam a legalidade da medida na Justiça, enquanto pecuaristas comemoram e pressionam por proibição da carne brasileira. O mercado de criptoativos segue em alta: a Trump Media acumula US$ 2 bilhões em bitcoin e a Block (empresa de Jack Dorsey) foi incluída no índice S&P 500, um marco simbólico.

MCall | 21/07/2025: Bolsonaro alvo da PF, cripto ultrapassa US$ 4 tri e tensão comercial se agrava

O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao centro das atenções após ser alvo de uma nova operação da Polícia Federal, que determinou o uso de tornozeleira eletrônica. A ofensiva causou repercussão política imediata e acentuou a percepção de instabilidade, especialmente entre empresários que já se mostravam preocupados com as dificuldades em negociar exceções ao “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos. A proposta em avaliação por empresas americanas seria listar produtos brasileiros — como o café — que não possuem equivalente nos EUA, permitindo que escapem das novas alíquotas. Enquanto isso, o governo Lula segue pressionado por críticas ao aumento de impostos desde a posse, mesmo com algumas notícias positivas no fiscal, como a saída de quase 1 milhão de famílias do Bolsa Família, que deve gerar economia de R$ 470 milhões em um mês. No mundo dos negócios, o movimento corporativo segue intenso: a Rede D’Or prepara uma oferta pelo Grupo Fleury, avaliado em R$ 6,9 bilhões — com o Bradesco, dono de 24,9% da empresa, indicando apoio à possível fusão. Em outra frente, a Chevron venceu a disputa legal contra a Exxon e seguirá com a aquisição da Hess, avaliada em US$ 53 bilhões, enquanto a britânica Reckitt vendeu marcas de cuidados domésticos por US$ 4,8 bilhões à Advent. Já na esfera regulatória, o presidente da CVM anunciou sua renúncia após três anos no cargo, alegando motivos pessoais. Nos aeroportos, o fluxo de alta renda segue firme: novos investimentos em terminais têm ampliado as salas VIP — reforçando o contraste com o clima de incerteza política. Globalmente, o destaque é o avanço das criptomoedas: o valor de mercado dos ativos digitais ultrapassou a marca de US$ 4 trilhões, impulsionado por decisões estratégicas em grandes economias. Os EUA regulamentaram o uso de stablecoins, marco importante que promete consolidar a presença desses ativos no sistema financeiro. Ao mesmo tempo, Donald Trump anunciou planos para abrir o mercado de previdência americana a investimentos em cripto, o que pode gerar uma nova onda de adoção institucional. Ainda nos Estados Unidos, Trump entrou com um processo bilionário contra o Wall Street Journal e Rupert Murdoch, estimado em “pelo menos” US$ 10 bilhões. Na China, o Banco Central manteve as taxas de juros inalteradas em julho, como esperado. E, no front diplomático, o Canadá quer fechar um acordo com o Mercosul para reduzir sua dependência dos EUA, enquanto a União Europeia endurece novas medidas contra a Rússia. Já no setor agro, o Brasil voltou a exportar aves ao Kuwait — que, por sua vez, proibiu a compra dos EUA — e relembrou os 50 anos da geada negra que devastou a cafeicultura nacional.

Supremo restabelece aumento do IOF e suspende parte vetada pelo Congresso

Na última quarta-feira (16 de julho de 2025), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu revalidar o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que elevou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A medida havia sido barrada pelo Congresso — em uma votação expressiva de 383 a 98 — mas foi retomada unilateralmente pelo ministro Reddit. O que muda com a decisão Contexto político O que é o IOF O IOF é um tributo federal incidente sobre operações de crédito, câmbio, seguros e modalidades financeiras. Ele pode ser ajustado por decreto quando utilizado com finalidades econômicas específicas, como controle de capital e incentivos, conforme previsto na Constituição (art. 153, §1º) Reddit. Decisão controversa A decisão de Moraes gerou forte polêmica: Por que isso é relevante para você Resumo rápido Item Detalhes Aumento do IOF Validado pelo STF “Risco sacado” Suspenso Receita esperada Cai de R$ 31,2 bi para cerca de R$ 27,7 bi em 2026 Reação do Congresso Votou contra, criticou medida Justificativa do Executivo Defesa dos mecanismos de governo Conclusão A decisão de Alexandre de Moraes restabelece o poder do Executivo para ajustar tributos via decreto, ainda que com restrições pontuais. É um episódio emblemático para a dinâmica entre os três Poderes da República e terá impacto direto no custo das operações financeiras no Brasil. Para os consumidores, é hora de atenção redobrada em empréstimos e financiamentos.

MCall | 18/07/2025: IOF, agro, techs e tarifas — Brasil entra em rota de colisão com os EUA

O novo IOF finalmente foi detalhado: deve render R$ 11,5 bilhões em receitas, aliviando a pressão fiscal do governo — ao menos no curto prazo. A novela, no entanto, ainda não acabou: a Receita informou que a cobrança retroativa não é obrigatória, deixando brechas e incertezas jurídicas no caminho. E apesar da alta na alíquota do câmbio, o Bitcoin ficou fora do escopo, o que deve favorecer o uso de stablecoins atreladas ao dólar nas operações internacionais — um movimento que pode enfraquecer ainda mais o real no longo prazo. No Congresso, uma sequência de decisões com forte impacto: o Senado aprovou, em votação simbólica, o reajuste para militares, enquanto a Câmara passou uma pauta bomba liberando R$ 30 bilhões ao agro — com uso do Fundo Social para quitar dívidas. Já entre a população, 85% rejeitam aumento no número de deputados, segundo nova pesquisa. No mundo dos negócios, o “trade eleitoral” já começou, segundo o Bank of America, com gestores antecipando posições baseadas em cenários políticos. No Brasil, Lula elevou o tom e prometeu taxar as big techs americanas, enquanto Trump divulgou nova carta em defesa de Bolsonaro. O clima entre os países segue tenso. E, para completar, o ex-presidente americano agora promete que a Coca-Cola usará açúcar de cana dos EUA, adicionando mais lenha ao protecionismo eleitoral. A Uber investiu US$ 300 milhões na Lucid Motors, mirando o futuro dos táxis-robôs — enquanto aqui, a Petrobras avalia voltar ao varejo de combustíveis, em tentativa de conter os preços e aliviar o custo político. A dúvida é se isso inclui alguma reaproximação com a Vibra Energia, ex-BR Distribuidora, cujo contrato de uso da marca Petrobras vence em 2029. E falando em negócios, a própria Vibra está negociando com a Cosan a compra da Moove, o que poderia ampliar sua atuação em lubrificantes. Ainda no Brasil, Lula também abriu crédito extraordinário de R$ 3,3 bi para ressarcir aposentados vítimas de fraudes no INSS — uma conta que, no fim, cai direto no colo do contribuinte. E o FMI manteve a projeção de crescimento em 2,3%, mas alerta: a dívida pública brasileira pode atingir o pico só em 2029. No agro, a escalada tarifária dos EUA segue derrubando previsões: o setor pecuário pode perder até US$ 1,3 bi, e Trump mira o etanol brasileiro. Em contrapartida, a Câmara aprovou o uso do Fundo Social para ajudar os produtores rurais, e um dado chama atenção: os polinizadores respondem por até 25% do valor da produção agrícola brasileira — um lembrete do peso ambiental e estratégico da biodiversidade. 🌎 No mundo: a China restringe exportações de tecnologias para carros elétricos, uma resposta direta ao cerco tecnológico liderado por EUA e UE. Alemanha vetou o aumento do orçamento europeu para € 2 trilhões. A tensão chegou até o Canal do Panamá, onde a China ameaça bloquear um acordo portuário se sua gigante de transporte não for incluída. E, em uma nota curiosa, Trump foi diagnosticado com insuficiência venosa crônica — uma notícia médica que não deve interferir na sua movimentação eleitoral, mas certamente entrará no noticiário. 📉 Resumo do dia: Brasília avança com IOF e libera verbas bilionárias para o agro. O Brasil desafia as big techs dos EUA, enquanto Trump segue inflamando o comércio global. Negócios e eleições caminham juntos — e o clima geopolítico só esquenta.

MCall | 17/07/2025: Brasil mira dividendos, EUA questionam Pix e Trump amplia ofensiva tarifária

A agenda fiscal segue no centro dos holofotes: Arthur Lira, decidiu isentar a tributação de dividendos distribuídos até 31 de dezembro deste ano, uma medida que deve acalmar parte do mercado financeiro e investidores. Em paralelo, a concialiação sobre o IOF terminou sem acordo, e a decisão final ficará nas mãos de Alexandre de Moraes. A Receita Federal também apertará o cerco em 2025, com nova força-tarefa mirando ganhos com apostas, Airbnb e uso de prejuízos fiscais — evidência de que o governo buscará novas fontes de arrecadação em meio ao cenário fiscal delicado. Nos EUA, o Pix entrou oficialmente no radar da investigação que acusa o Brasil de práticas comerciais desleais. A ofensiva protecionista se intensifica: Trump promete enviar cartas tarifárias a 150 países, sinalizando que o embate global está apenas começando. Eduardo Bolsonaro também endossou a tensão: sugeriu boicote a negociações comerciais e maior rigor em análises econômicas sobre o país. Ainda no mercado financeiro, Peter Thiel comprou 9% da BitMine, indicando uma aposta robusta na expansão do ecossistema Ethereum. Na economia real, o Ibama suspendeu a análise de um projeto de R$ 196 bilhões no pré-sal, o que pressiona a agenda ambiental e energética. Lula assinou o decreto da BR do Mar, retomando o incentivo à navegação de cabotagem. A dívida bruta do Brasil preocupa o Tesouro, que vê impacto negativo do fiscal e da inflação. E a comissão da Câmara aprovou isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil, mas com risco futuro, já que o valor não é indexado e pode perder efetividade. No agro, o tarifaço pode custar até US$ 2 bilhões nas exportações de café, enquanto o governo vai adquirir 110 mil toneladas de arroz para reforçar estoques. Na Argentina, Milei apertou os controles monetários após enxurrada de pesos, mas o país celebrou seis meses seguidos de superávit fiscal. Na Europa, a França quer cortar feriados e congelar gastos, e a crise de moradia na Espanha atinge níveis históricos. Nos negócios, a Aura Minerals estreou na Nasdaq com captação de US$ 200 milhões, e no mundo dos VCs, Quartzo e Invisto anunciaram fusão. No segmento de private equity, a Blackstone fará aporte de US$ 25 bilhões em data centers e energia, e a argentina Puna Bio, focada em biodefensivos, recebeu investimento da fundação de Bill Gates — mostrando que o capital de risco segue firme, mesmo em tempos de incerteza. 📉 Resumo do dia: Brasil reage com isenções e reforço fiscal, EUA endurecem tom, Trump globaliza tarifaço e o mercado de tecnologia e clima segue sendo prioridade para os grandes investidores.

MCall | 16/07/2025: Lira abre caminho para carga tributária recorde — e tensão fiscal se soma à pressão global

A proposta de reforma tributária avançou com Lira eliminando o teto da alíquota agregada, que agora pode chegar a 41%. A mudança acende alerta em setores produtivos, em meio ao impacto ainda incerto do tarifaço de Trump. O clima político esquentou também no Judiciário: a Procuradoria listou crimes que podem somar até 43 anos de prisão para Bolsonaro, que segue sob pressão intensa. Apesar da turbulência, a aprovação de Lula subiu, segundo Atlas/Bloomberg, impulsionada por percepção positiva sobre sua reação à política tarifária de Trump — que é vista como injusta por grande parte dos brasileiros. Mais da metade, inclusive, defende retaliação. Alckmin afirmou que a proposta comercial enviada aos EUA em maio ainda não teve resposta, o que reforça o desgaste na relação bilateral. Enquanto isso, a Embraer estima impacto de R$ 20 bilhões até 2030 com o tarifaço — os EUA compram a maior parte dos jatos da empresa. A Philco já sentiu: demitiu 800 funcionários em Manaus após queda nas vendas. O lado fiscal trouxe um movimento relevante: a Previ decidiu aplicar R$ 2 bi em títulos públicos após sair da BRF. Já no agro, os pedidos de recuperação judicial dispararam 45% no 1º tri de 2025, e o governo autorizou a equalização de taxas para 25 instituições no Plano Safra 25/26. A SLC investirá R$ 900 milhões em irrigação no oeste baiano, apostando na retomada. No exterior, a economia chinesa cresceu 5,2% no segundo trimestre, desafiando as tarifas americanas. O comércio global acelerou, segundo a OMC, com destaque para a América do Norte, que antecipou importações. E a Opep prevê um desempenho melhor da economia global no segundo semestre. Nos negócios da nova economia: O Pentágono fechou um acordo de US$ 200 milhões com a IA de Musk. O Google assinou um contrato de US$ 3 bi por energia hidrelétrica para atender a demanda de IA. A Apple investiu US$ 500 milhões em terras raras com fornecedor apoiado pelos militares americanos. No setor financeiro, a Mastercard declarou que stablecoins ainda têm um longo caminho para se tornarem viáveis em pagamentos diários. E nos EUA, a inflação de junho acelerou, mas o núcleo veio abaixo do esperado — um dado misto que deve influenciar as próximas decisões do Fed. 📉 Resumo do dia: Carga tributária pode subir, Lula ganha fôlego, tensão com os EUA cresce e IA segue remodelando os negócios globais.