Como o câmbio molda silenciosamente seu dia a dia

Muitas vezes tratamos o dólar apenas como um indicador de viagens internacionais ou compras no exterior. Mas a realidade é que o comportamento da moeda americana impacta diretamente seu custo de vida, seu poder de investimento e sua capacidade de preservar riqueza. Entendendo o mecanismo: Quando o dólar se valoriza frente ao real: Em contrapartida, um dólar mais fraco pode: O que isso significa para o investidor: Estruturar uma carteira que contemple exposição cambial é uma maneira eficiente de balancear riscos e oportunidades. Exemplos de estratégias: O câmbio é um dos fatores mais silenciosos — e mais potentes — na vida financeira de quem investe. Ignorar sua influência é uma vulnerabilidade. Incorporá-lo estrategicamente é abrir novas possibilidades de crescimento e proteção. Seu futuro financeiro agradece o planejamento que você faz hoje.

MCall | 02/05/2025 — iFood investe pesado em gestão de restaurantes e mira 10% da receita com nova vertical

Bom dia. Maio começa com movimentações relevantes no setor de tecnologia, novos capítulos na disputa pelo Banco Master e aquisições estratégicas de empresas brasileiras no exterior. No centro do destaque, o iFood comprou três empresas de sistemas de gestão de restaurantes e mira transformar essa vertical em 10% da receita total da empresa em até três anos. Vamos aos destaques desta sexta-feira: iFood quer dominar a gestão de restaurantes Em movimento estratégico, o iFood adquiriu a Opdv, a Saipos e a 3S Checkout, empresas que fornecem sistemas de gestão para restaurantes. A ideia é clara: construir uma vertical sólida de tecnologia para o setor e fazer com que ela represente 10% da receita da companhia até 2027. WEG compra nos EUA A WEG anunciou a compra da americana Heresite Protective Coatings, especializada em revestimentos industriais, por R$ 54 milhões. A aquisição reforça a presença da empresa no segmento de soluções anticorrosão para ambientes extremos. J&F no Banco Central? Interesse no Master esquenta Joesley Batista esteve no Banco Central para conversar com Gabriel Galípolo, em meio ao crescente interesse da J&F em adquirir ativos do Banco Master. O grupo avalia integrar partes do Master ao PicPay ou ao banco Original, mas há entraves com ativos já negociados com o BRB. Brasil: dados mistos na economia real Do Agro Mundo: fusões, disputas e tecnologia em alta Private Equity & IA A Zapia, startup uruguaia de inteligência artificial para chatbots, captou US$ 7 milhões com a Prosus (controladora do iFood). A rodada vai permitir que a empresa mantenha seu serviço gratuito para usuários, fortalecendo a base na América Latina.

O seu dinheiro está VERDADEIRAMENTE seguro?

Quando falamos em gestão patrimonial, um dos conceitos mais citados — e paradoxalmente menos praticados — é a diversificação. Durante muito tempo, muitos investidores brasileiros concentraram seus ativos no mercado local. Era compreensível: taxas de juros atrativas, oportunidades em renda fixa, um mercado imobiliário pulsante. Mas o mundo mudou. A volatilidade política, as oscilações cambiais e as incertezas econômicas exigem uma postura mais sofisticada: expor parte do patrimônio a mercados internacionais. Investir fora do país não é apenas uma questão de “acesso a oportunidades” — é sobre proteção sistêmica. E isso se torna ainda mais urgente quando observamos os dados mais recentes da ANBIMA: 📊 Cerca de 23 milhões de brasileiros fizeram apostas em 2024. E 16% deles — aproximadamente 4 milhões de pessoas — acreditam que apostas são uma forma de investimento financeiro. Ou seja, enquanto parte da população confunde apostas com investimento, outra parcela ainda aposta alto em manter todo seu patrimônio concentrado em um único país. Quando diversificamos internacionalmente: Imagine um investidor exposto apenas ao mercado nacional em um cenário de forte desvalorização do real. Todo seu poder de compra internacional é corroído, enquanto quem diversificou para ativos dolarizados preserva — e muitas vezes amplia — seu patrimônio. Estratégias recomendadas: O mundo não está estático. Nem seu planejamento financeiro deveria estar. 🌍 Em tempos em que o “investimento” virou sinônimo de risco mal calculado para muitos, diversificar globalmente é uma escolha consciente — e necessária — para quem deseja proteger, crescer e perpetuar patrimônio com inteligência. Se você ainda não globalizou sua carteira, talvez seja a hora de repensar sua estratégia

MCall | 30/04/2025 — 4 milhões confundem bets com investimento, alerta Anbima

Bom dia. O último dia útil de abril fecha o mês com números curiosos, sinais de reaproximação entre China e EUA e uma rodada de dados que apontam para mudanças nos fluxos de capital estrangeiro ao Brasil. No destaque de hoje, um levantamento da Anbima mostra que 4 milhões de brasileiros acreditam que apostas (bets) são uma forma de investimento. O dado preocupa e acende o alerta sobre educação financeira no país. Vamos aos principais destaques desta terça-feira: Bets como “investimento”? Quatro milhões acreditam que sim Segundo pesquisa da Anbima, 4 milhões de pessoas consideram apostas esportivas uma forma de investimento. A falta de distinção entre jogo e alocação de capital revela um grave problema de educação financeira — e deve ganhar atenção nas discussões regulatórias com o avanço das plataformas de bet no país. ETF de ações argentinas estreia na B3 A Bolsa brasileira passou a negociar o primeiro ETF composto exclusivamente por empresas argentinas. A novidade chega num momento em que o governo Milei tenta atrair investidores estrangeiros e reconquistar confiança no ambiente institucional da Argentina. Negócio da semana A Salta, maior rede de educação básica do Brasil, comprou a rede Antares, de Fortaleza, incorporando 10 escolas e 5 mil alunos ao grupo. A aquisição fortalece a presença da empresa no Nordeste. Mercado imobiliário segue firme O crédito imobiliário com recursos da poupança cresceu 16% no 1º trimestre, segundo a Abecip. Apesar dos juros ainda elevados, a demanda por habitação permanece aquecida — especialmente em faixas de renda mais altas. Fluxo volta à Bolsa brasileira Pela primeira vez em quatro anos, o número de cotas do EWZ — o principal ETF de ações brasileiras negociado em Nova York — aumentou. É um sinal de que investidores estrangeiros voltaram a comprar Brasil, após anos de saídas líquidas. Infraestrutura ainda sem tração Apesar das promessas, nenhuma emissão de debêntures de infraestrutura foi realizada neste ano. Juros altos, incertezas fiscais e o trauma da Lava Jato seguem afastando investidores desse tipo de papel. Movimentos no Brasil corporativo Agro e logística Mundo: sinais de distensão tarifária Inovação, fintechs e IA

MCall | 29/04/2025 — Descontos a aposentados disparam e Lupi é pressionado por omissão

Bom dia. Os escândalos envolvendo o INSS continuam gerando ondas em Brasília. O volume de descontos a aposentados e pensionistas disparou 119% em 2024, e crescem as pressões sobre o ministro Carlos Lupi, que teria sido alertado sobre irregularidades desde o ano passado. No cenário global, IA e blockchain avançam com força, enquanto sinais de recessão nos EUA começam a se tornar mais claros. Vamos aos destaques desta terça-feira: INSS: descontos disparam e omissão de Lupi entra no foco Relatórios mostram que os descontos nos benefícios do INSS saltaram 119% neste ano, atingindo aposentados e pensionistas com cobranças questionáveis. A situação se agrava com a revelação de que o ministro Carlos Lupi foi alertado sobre as irregularidades ainda em 2023 e pouco (ou nada) foi feito. O caso agora envolve pressão política, investigações e possíveis pedidos de responsabilização. Saiu negócio Brasil: crédito e consumo em alta Movimentos do Agro Mundo: inovação, recessão e geopolítica Private Equity & Inovação A Credituz, fintech voltada a crédito imobiliário para grupos marginalizados, captou R$ 31 milhões em seed money para expandir sua operação. Foco em impacto social com viabilidade econômica.

MCall | 28/04/2025 — Apple acelera saída da China e BC reafirma política contracionista

Bom dia. A última semana de abril começa intensa: no Brasil, o ex-presidente Collor foi preso por ordem de Alexandre de Moraes, o escândalo no INSS segue reverberando e o Banco Central reforça que não vê espaço para cortes agressivos na Selic. No mundo, Apple acelera sua transição da China para a Índia, e a guerra tarifária continua afetando empresas e consumidores. Vamos aos destaques desta segunda-feira: Collor preso e mais turbulência no cenário político O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão do ex-presidente Fernando Collor, no âmbito de investigações de corrupção e lavagem de dinheiro. O caso marca mais um episódio de endurecimento do Judiciário em processos envolvendo figuras históricas da política brasileira. Fundador do Nubank defende mais dias de presencial David Vélez, fundador do Nubank, afirmou que deseja aumentar o número de dias presenciais no trabalho. A tendência reflete um movimento mais amplo em grandes empresas, que começam a ajustar a política de home office para equilibrar produtividade e colaboração. Banco Central reafirma tom contracionista O diretor do Banco Central declarou que a política monetária brasileira segue contracionista, apesar dos sinais de desaceleração da inflação. A fala reforça a ideia de que não haverá pressa em cortar juros de forma agressiva, frustrando parte das expectativas de mercado. Fraude no INSS e denúncias de omissão Documentos revelam que o ministro Carlos Lupi foi alertado sobre descontos irregulares no INSS já em 2023, mas medidas efetivas não foram tomadas. O caso amplia a crise política e aumenta a pressão sobre a gestão da Previdência. Outros destaques no Brasil Movimentações corporativas Do Agro Mundo: guerra comercial e ajustes estratégicos Bitcoin e reservas Private Equity & Investimentos

MCall | 25/04/2025 — Lula confirma candidatura para 2026 e fraudes do INSS geram rombo bilionário

Bom dia. A sexta-feira começou com declarações políticas de peso e desdobramentos sérios no escândalo das fraudes do INSS, que já pressiona o governo por crédito extraordinário bilionário. No exterior, EUA batem recorde de arrecadação com tarifas, enquanto a China endurece a retórica. E no Brasil corporativo, Carrefour encara pressão inesperada dos minoritários. Vamos aos destaques: Lula se diz “candidatíssimo” em 2026 Durante encontro com deputados, o presidente Lula confirmou que será candidato à reeleição em 2026, afastando rumores sobre uma possível retirada da disputa. A sinalização antecipa o tom político para o segundo semestre e reorganiza a estratégia de partidos da base e oposição. Fraude no INSS: prejuízo bilionário e pressão sobre o orçamento Com perdas estimadas em R$ 6,3 bilhões, o esquema de fraudes no INSS mobiliza a base do governo. O PSOL solicitou crédito extraordinário para cobrir o rombo, enquanto o Executivo suspendeu acordos de desconto sindical diretamente na folha de aposentados — um dos focos do esquema. No Resumo de ontem, mostramos passo a passo para saber se você foi vítima da fraude e como solicitar ressarcimento. Reformas fiscais? Só não agora, diz Tebet A ministra Simone Tebet afirmou que “a janela de oportunidade para reformas fiscais não é agora”, reconhecendo que o clima político e a fragmentação no Congresso não favorecem medidas estruturais. O mercado reage com ceticismo diante do adiamento. Carrefour enfrenta surpresa na votação sobre deslistagem A proposta da matriz francesa para comprar a operação brasileira do Carrefour teve 52,5% dos votos à distância contrários, segundo apuração parcial. O resultado definitivo será na AGE, e ainda pode ser revertido, mas o susto já foi dado. Sinal claro de descontentamento entre minoritários. Negócios e movimentos relevantes Do Agro Mundo: tarifas, tensões e desacordos Private Equity & Inovação

MCall | 24/04/2025 — Fraude no INSS derruba presidente e Capital One cria gigante dos cartões

A quinta-feira chega com o mercado ainda digerindo movimentações no setor público e grandes fusões no exterior. No Brasil, o escândalo no INSS levou à saída do presidente do órgão, enquanto no mundo corporativo, a compra da Discover pelo Capital One movimenta o setor financeiro global. Vamos aos destaques do dia: Presidente do INSS é demitido após operação contra fraudes Alessandro Stefanutto foi exonerado do comando do INSS, após a deflagração de uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de fraudes no órgão. A saída ocorre em um momento delicado para o governo, que já enfrenta desgaste em áreas estratégicas. Trocas no Ministério das Comunicações Após a recusa de Pedro Lucas Fernandes, o governo confirmou que Fernando Siqueira, atual presidente da Telebras, assumirá o Ministério das Comunicações. A nomeação ocorre em meio a críticas sobre a articulação política e a dificuldade de preenchimento de cargos-chave. Fusão histórica no setor financeiro dos EUA As autoridades americanas aprovaram a compra da Discover pelo Capital One, por US$ 35 bilhões. A união cria a maior emissora de cartões de crédito dos Estados Unidos, em um momento de intensa transformação no setor de pagamentos e crédito. Na Europa, destaque para a fusão entre as seguradoras Helvetia e Baloise, que resulta na segunda maior companhia do setor na Suíça. STF discute imposto sobre herança A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal admitiu repercussão geral sobre a tese que discute cobrança de IRPF sobre herança e doações. O julgamento pode afetar o planejamento patrimonial de milhares de brasileiros. Mercado de capitais ainda em marcha lenta A bolsa brasileira registrou o pior início de ano para ofertas de ações desde 2004, com apenas uma oferta subsequente até agora. Juros altos, incertezas fiscais e o impacto das tarifas globais têm mantido os investidores na defensiva. Empresas em recuperação e novas apostas no mercado de energia Do Agro Cenário global: techs pressionadas e PIB em queda Na política monetária Trump declarou que não pretende demitir Jerome Powell, presidente do Fed, mas admitiu que a fala anterior foi “só pra ver se ele obedece”. A relação entre política e independência dos bancos centrais segue instável.

MCall | 23/04/2025 — Brasil despenca em ranking industrial e petróleo em queda pressiona arrecadação

Bom dia. Entre tensões globais, dados econômicos desconfortáveis e até apostas bizarras em criptomoedas sobre o futuro do papado, a quarta-feira traz uma enxurrada de acontecimentos que conectam Brasília, Arábia Saudita, Wall Street e o Vaticano. No meio disso, o Brasil enfrenta mais uma rodada de más notícias sobre competitividade — e o petróleo, que sustentava parte da arrecadação, entra em modo de alerta. Aqui vão os destaques: Brasil em último lugar em ranking de competitividade industrial Um levantamento global posicionou o Brasil na última colocação entre as maiores economias quando o tema é competitividade industrial. O dado preocupa em meio à busca por reindustrialização, atração de investimentos e reposicionamento global — e reforça o tamanho do desafio à frente. Petróleo em queda e efeito fiscal no radar Com a queda do preço internacional do petróleo, economistas soam o alarme: a arrecadação federal pode cair em níveis que tornam a manutenção da máquina pública ainda mais frágil. O paralelo com o cenário de 2014–2016, que culminou na crise do governo Dilma, voltou às mesas de análise. Negócios e bastidores políticos Registros oficiais (e não tão oficiais) Saiu negócio Do Agro Mundo em movimento Ciência, saúde e tecnologia

MCall | 22/04/2025 — Petrobras reduz preço do diesel e mercado reage à nova rodada de cortes e dividendos

Bom dia. A Petrobras voltou ao centro das atenções nesta segunda-feira: entre corte de preços no diesel, aprovação de dividendos e discussões sobre subsídios no setor elétrico, a estatal domina as manchetes. Enquanto isso, o varejo sofre mais um baque, o Pix registra crescimento expressivo nas fraudes e o mercado global segue tentando reequilibrar as peças num mundo cada vez mais volátil. Aqui vai o que você precisa saber: Petrobras: diesel mais barato e R$ 9,1 bi em dividendos A partir de sexta-feira (dia 18), a Petrobras vai reduzir o preço do diesel em R$ 0,12 por litro nas refinarias. Ao mesmo tempo, a assembleia de acionistas aprovou a distribuição de R$ 9,1 bilhões em dividendos referentes ao 4º trimestre de 2024. O movimento ocorre em meio à pressão política por preços mais baixos, mas também sinaliza que a companhia ainda tem espaço para manter sua política de retorno ao acionista. Conta de luz mais cara Com a nova proposta de reforma do setor elétrico, as contas de luz devem subir 1,4%. A promessa do governo é que o reajuste será compensado quando caducarem subsídios a energias renováveis — mas até lá, o consumidor vai pagar mais. Fraudes com Pix crescem 70% em 2024 O uso do Pix não para de crescer — e as fraudes também. Segundo o Banco Central, as perdas com golpes aumentaram 70% no acumulado do ano, reforçando o alerta para a necessidade de mais educação financeira e tecnologia antifraude. Negócios e aquisições Brasil: mais um varejista em crise O grupo St Marche entrou com pedido de recuperação extrajudicial, com dívidas de R$ 528 milhões. Mais um capítulo da crise no varejo alimentar — que já atingiu Americanas, Marisa e outros nomes relevantes. E nos bastidores do mercado bancário, o Banco Master enviou carta ao FGC avaliando eventual apoio do fundo em operações emergenciais. O movimento é mais um sinal de que a transação com o BRB segue cercada de incertezas. Do Agro Cenário internacional Private Equity & Startups