Café em alta, lucro robusto do BNDES e tarifas pressionando mercados globais

No Brasil, a agenda econômica ganhou força com a divulgação do lucro de R$ 13,3 bilhões do BNDES no primeiro semestre, sinalizando o impacto positivo das operações do banco em meio a um cenário de incertezas fiscais e comerciais. Ao mesmo tempo, o governo estuda alternativas para mitigar os efeitos do tarifaço, incluindo a redução da carga horária de trabalho e a postergação temporária de encargos trabalhistas, numa tentativa de preservar empregos e dar fôlego às empresas. Entre os destaques setoriais, o custo da cesta básica caiu em 15 capitais, enquanto big techs pressionaram o Banco Central ao acusar o Pix de gerar concorrência desleal. No agronegócio, o café atingiu o maior valor em três meses na bolsa de Nova York, refletindo preocupações climáticas e oferta mais restrita, o que traz alívio a produtores brasileiros. Já a soja segue no radar: mesmo com forte pressão dos agricultores dos EUA, a China ainda não deve ampliar suas compras do grão americano, mantendo espaço para exportadores do Brasil. Além disso, o setor acompanha de perto as negociações em torno da securitizadora Virgo, que busca alternativas para lidar com sua crise de credibilidade e solvência. No cenário internacional, os Estados Unidos sinalizaram que podem cassar vistos de estrangeiros já dentro do país, medida que pode afetar até 55 milhões de pessoas e preocupa setores de turismo e negócios. A pressão tarifária também se intensifica: o Walmart alertou que as tarifas do governo Trump estão encarecendo sua cadeia de suprimentos, já que um terço de seus produtos depende de importações da China, México, Vietnã e Índia. No front geopolítico, a guerra na Ucrânia voltou a escalar após a Rússia lançar seu maior ataque aéreo do mês, reforçando a percepção de riscos globais que continuam a pesar sobre mercados e investidores.

Tarifas pressionam mercados, governo brasileiro busca alternativas e tensões geopolíticas crescem

No Brasil, a combinação de tarifas internacionais e incertezas regulatórias começa a pesar sobre diferentes setores da economia. O setor madeireiro já sente os efeitos do tarifaço, com férias coletivas para 1,4 mil funcionários e mais de 100 demissões desde julho. No agronegócio, o impacto também é visível: as recuperações judiciais cresceram 60% no segundo trimestre, totalizando 388 empresas, mesmo antes do efeito pleno das barreiras comerciais. Além disso, o governo tenta negociar com o Congresso mudanças nas regras das LCAs para atrair apoio da bancada ruralista a uma nova taxação, enquanto investigações do Cade sobre cartel na soja podem resultar em multas bilionárias. No setor corporativo, as tensões aumentam após a decisão do ministro Flávio Dino sobre a aplicação da Lei Magnitsky, que deixou bancos e grandes instituições em alerta e deve ser discutida pelo STF em ação relatada pelo ministro Cristiano Zanin. Ao mesmo tempo, a Oncoclínicas avalia converter dívida em equity para reduzir alavancagem, enquanto grandes instituições financeiras como Itaú BBA, Kinea e XP suspenderam operações com a securitizadora Virgo. Entre os negócios globais, a Salesforce anunciou a compra da Regrello por US$ 2,14 bilhões para acelerar a integração de inteligência artificial em suas plataformas. No cenário internacional, os Estados Unidos ampliaram tarifas para mais de 400 produtos de aço e alumínio, elevando a arrecadação tarifária esperada em mais de US$ 300 bilhões, segundo o Tesouro, com impacto direto em setores industriais globais. As tensões geopolíticas também escalaram, com Donald Trump enviando três destroieres à Venezuela, enquanto Nicolás Maduro mobilizou 4,5 milhões de milicianos em resposta. Apesar do ambiente tenso, a S&P reafirmou a nota de crédito “AA+” dos EUA, citando justamente a força da receita tarifária. Fora do eixo EUA-Venezuela, a Índia decidiu suspender temporariamente tarifas sobre o algodão, num movimento para aliviar custos internos em meio à volatilidade global.

Mercado reage à venda bilionária de David Vélez, inadimplência no agro preocupa e Softbank aposta na Intel

No Brasil, a notícia de que David Vélez, fundador do Nubank, vendeu cerca de R$ 2 bilhões em ações do banco movimentou o mercado financeiro. A operação representa 3% de sua posição na instituição, mas não altera seu papel como principal acionista. Enquanto isso, a Raízen voltou ao centro das atenções: após despencar nos últimos dias, suas ações dispararam até 16% diante da possibilidade de um investimento da Petrobras. Já a PRIO sofreu queda de mais de 3% com a paralisação da produção no Campo de Peregrino pela ANP, o que deve pressionar ainda mais o caixa da companhia. No setor de infraestrutura, os data centers vêm ganhando protagonismo, movimentando mais de R$ 10 bilhões ao ano no mercado imobiliário, enquanto a Cosan negocia ativos portuários estratégicos em São Luís e no Sudeste. No agronegócio, a inadimplência disparou e acendeu alerta nos bancos. O setor, que vinha sendo sustentado por forte demanda externa, agora enfrenta riscos crescentes de crédito. Além disso, o preço da carne nos Estados Unidos atingiu R$ 130 por quilo, com risco de alta ainda maior diante de tarifas adicionais e de problemas sanitários no México — fatores que podem mexer com a balança de exportações brasileiras. No cenário internacional, o Softbank confirmou garantia de compra de 2% da Intel, num movimento de cerca de US$ 2 bilhões, reforçando seu apetite por tecnologia. A BHP também concluiu a venda de minas de cobre no Brasil por US$ 465 milhões, enquanto a Petrobras fechou contrato de R$ 3,2 bilhões com a OceanPact para navios de apoio. Já nos bastidores da política, Donald Trump iniciou tratativas para uma possível reunião entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, enquanto sua aprovação segue em 40%, o menor nível do mandato. No front econômico, a Moody’s elevou a projeção de crescimento da América Latina de 2,1% para 2,2%, sinalizando resiliência da região em meio à volatilidade global.

Mercado reage a tensões políticas, Brasil busca novos parceiros comerciais e Zelensky abre espaço para negociações de paz

No Brasil, o clima político voltou a pesar após os Estados Unidos cancelarem o visto da esposa e da filha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, integrante da cúpula do PT. No campo econômico, o agro brasileiro continua ampliando presença internacional, com destaque para o México, que nos últimos quatro anos abriu mercado para 22 novos produtos nacionais, movimento que ganha força em meio às barreiras impostas por Donald Trump. Paralelamente, o governo Lula tenta blindar no Congresso seu plano contra o tarifaço norte-americano, enquanto negocia a retomada de um acordo comercial com o Canadá, suspenso desde 2021. No mercado doméstico, o setor imobiliário de luxo em São Paulo segue em alta, movimentando mais de R$ 7 bilhões, e a família Maggi, referência no agronegócio, diversifica seus investimentos ao apostar em mineração de ouro no Mato Grosso. Nos Estados Unidos, Donald Trump voltou a atacar a credibilidade da previdência social, alegando que o sistema mantém registros de 135 mil pessoas com mais de 160 anos. Ele afirmou que sua gestão eliminou milhões de registros fraudulentos e milhares de imigrantes ilegais da base previdenciária. No cenário financeiro, os investidores mantêm a aposta em um corte de 25 pontos-base na taxa de juros pelo Federal Reserve em setembro, reforçando expectativas de alívio monetário no curto prazo. Na Europa, o destaque foi a fala inédita do presidente Volodymyr Zelensky, que admitiu a possibilidade de negociar cessões territoriais como caminho para encerrar o conflito com a Rússia, sinalizando mudança de postura após anos de resistência. Já na Alemanha, uma transformação cultural preocupa o setor cervejeiro: a Geração Z tem rejeitado o consumo de álcool, colocando em risco uma tradição centenária que sustenta 1.500 cervejarias locais.

Brasil enfrenta pressão fiscal, empresas buscam fôlego e China avalia resgatar setor imobiliário

No Brasil, o destaque econômico foi a crise da Raízen, que viu suas ações despencarem 12,5% após confirmar que está em negociações para receber aporte de capital. A empresa, que acumula dívida de R$ 49 bilhões e projetos de alto risco, pode ver a Cosan diluída na entrada de um novo sócio. O Banco do Brasil também decepcionou ao registrar queda de 60% no lucro, revisando projeções e reduzindo dividendos, o que acendeu alerta no mercado bancário. No cenário político-comercial, Donald Trump classificou o Brasil como “péssimo parceiro” e criticou tarifas, reacendendo tensões com Washington. Nos Estados Unidos, os olhos estão voltados para a aguardada reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin, marcada para o Alasca, embora o Kremlin tenha sinalizado que não haverá assinatura de acordos. No setor agroalimentar, a Granja Faria suspendeu exportações de ovos aos EUA por conta de tarifas, compensando com aumento de preços no mercado americano. A região também acompanha a crescente relevância das stablecoins de dólar, que lideram as compras de criptomoedas na América Latina, sinalizando demanda por alternativas de proteção cambial. Na China, o governo estuda usar empresas estatais para intervir no combalido setor imobiliário, que acumula 408 milhões de metros quadrados de imóveis vagos — uma área superior à de Belo Horizonte. A medida busca conter a sobreoferta e evitar impacto sistêmico na economia, que já sofre com a desaceleração do consumo e tensões comerciais com os EUA. No cenário geopolítico, a Ucrânia garantiu US$ 1,5 bilhão da Europa para aquisição de armamentos norte-americanos, reforçando sua capacidade militar em meio à guerra. Enquanto isso, Cuba registrou um marco econômico: pela primeira vez desde a abertura, o setor privado ultrapassou o Estado nas vendas internas.

Mercado financeiro e tensões globais: crédito contra tarifaço, petróleo em excesso e Bitcoin recordista

No Brasil, o governo anunciou oficialmente o plano de resposta ao tarifaço imposto pelos EUA, que inclui uma linha de crédito de R$ 30 bilhões, compras governamentais e suspensão temporária de impostos para determinados setores. No comércio, as vendas caíram 0,1% em junho, marcando o terceiro recuo consecutivo e aumentando a pressão sobre varejistas listadas na Bolsa. A Petrobras avançou na exploração da Margem Equatorial ao obter permissão para testes de emergência, passo considerado decisivo antes da licença final. No cenário corporativo, a Raízen anunciou a venda de R$ 15 bilhões em ativos para reduzir endividamento, enquanto dados do governo revelaram que o Brasil acumula déficit de mais de US$ 28 bilhões no comércio e serviços com os EUA em 2024. Nos Estados Unidos, a política externa ganhou destaque com a revogação dos vistos de dois ex-integrantes do Mais Médicos, sob alegação de envolvimento direto na implementação do programa. No setor de energia, a Agência Internacional de Energia (IEA) projetou que o mundo enfrentará, em 2026, uma sobreoferta de petróleo ainda maior que a registrada na pandemia, o que pressiona países produtores a acelerar novos projetos de exploração. Já o Bitcoin quebrou um novo recorde histórico ao superar US$ 123 mil, refletindo o apetite global por ativos digitais diante de um ambiente de juros ainda elevados e incertezas geopolíticas. Na China, a fusão de US$ 16 bilhões que criou o maior estaleiro do mundo reforça a estratégia de ampliar competitividade industrial frente aos EUA, tanto no setor comercial quanto militar. A China State Shipbuilding, responsável inclusive pelo primeiro porta-aviões do país, amplia sua capacidade de atender à crescente demanda naval global. No setor de investimento, a Eve, subsidiária da Embraer dedicada a eVTOLs, captou US$ 230 milhões com apoio do BNDES, enquanto o fundo de pensão canadense CDPQ anunciou planos de investir ao menos US$ 1 bilhão por ano no Brasil em áreas como energia, transporte e infraestrutura digital. Esses movimentos mostram que, apesar das tensões comerciais e estratégicas, capital e inovação continuam fluindo em ritmo acelerado.

Mercados e geopolítica: inflação controlada, crédito para exportadores e sinais de trégua comercial

No Brasil, a inflação de julho avançou 0,26%, puxada principalmente pelo aumento na conta de energia elétrica, que contribuiu com +0,12 p.p. no índice, enquanto alimentos — especialmente carne e arroz — ajudaram a conter a alta. O presidente Lula sancionou a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos e anunciou um pacote de R$ 30 bilhões em crédito para exportadores como primeira medida de alívio ao tarifaço imposto pelos EUA. No mercado corporativo, o BTG Pactual disparou mais de 13% após sinalizar interesse em novas aquisições e a Braskem voltou ao radar com bancos retomando negociações com o fundo IG4 após impasse com o empresário Nelson Tanure. Já no agro, a tarifa de 50% sobre carne bovina nos EUA tende a favorecer grandes processadoras como JBS e Marfrig. Nos Estados Unidos, o cenário corporativo ganhou atenção com o aumento recorde no ritmo de recompra de ações por empresas listadas, indicando excesso de liquidez e confiança nos próprios papéis — ou, para alguns analistas, falta de alternativas de investimento. No front comercial, a prorrogação da trégua tarifária com a China resultou em suspensão de tarifas por parte de Pequim, sinalizando que ambos buscam reduzir custos e evitar escalada nas tensões. Na China, além de responder positivamente à extensão da trégua com os EUA, Pequim reforçou laços diplomáticos e econômicos com o Brasil, com Xi Jinping defendendo que os dois países liderem um exemplo de “autossuficiência” para o Sul Global. No setor de tecnologia, um fato inusitado: a Perplexity AI, startup de inteligência artificial com apenas três anos, fez uma oferta não solicitada de US$ 34,5 bilhões para comprar o Google Chrome — um valor relativamente modesto frente ao tamanho da Alphabet, mas que surge em um momento delicado, já que a empresa enfrenta risco de desmembramento por processos antitruste. Esses movimentos mostram que, apesar de sinais de distensão em algumas frentes comerciais, as grandes disputas tecnológicas e estratégicas continuam moldando o tabuleiro global.

Mercados sob pressão: tarifas, recuos no transporte aéreo e ajustes no comércio global

No Brasil, o setor de serviços registrou em julho o pior desempenho em quatro anos, sinalizando enfraquecimento da atividade econômica. A Azul anunciou o encerramento de operações em 14 cidades, afetando principalmente regiões do Nordeste e do Sul, enquanto a Americanas retomou o processo de venda da rede Natural da Terra, com expectativa de receber propostas até o fim do mês. O ambiente competitivo do mercado financeiro também ganhou destaque com o aporte de R$ 100 milhões do Citi, UBS e Morgan Stanley na CSD BR, nova concorrente da B3. No campo político-econômico, o Ministério da Fazenda trabalha em um plano de contingência para amenizar os impactos do tarifaço norte-americano, após o cancelamento de uma reunião bilateral com os EUA por razões políticas. Nos Estados Unidos, Donald Trump prorrogou por mais 90 dias a trégua tarifária com a China, mesmo em meio a pressões para que o país asiático quadruplicasse as compras de soja norte-americana — fator que impulsionou em quase 3% a cotação do grão. Ao mesmo tempo, o presidente afirmou que não haverá tarifas sobre importações de ouro, contrariando rumores anteriores, e negou qualquer possibilidade de acordo para envio de chips avançados da Nvidia à China. Entre os movimentos corporativos, chamou atenção a compra dos direitos de transmissão do UFC pela Paramount por US$ 7,7 bilhões e a articulação para a oferta de ações da Fannie Mae e Freddie Mac, empresas do setor imobiliário sob tutela governamental desde a crise de 2008. Na China, as negociações comerciais seguem em compasso de espera, enquanto o país observa o fortalecimento da posição norte-americana nas commodities agrícolas e nos semicondutores. A pressão de Washington para aumentar as compras de soja, somada às restrições já existentes no setor de tecnologia, mantém o clima de tensão nas relações bilaterais. No cenário global de commodities, a interrupção das atividades em uma das maiores minas de lítio do mundo fez disparar os preços do metal, ampliando a volatilidade no mercado de insumos para baterias e veículos elétricos. Esse conjunto de fatores reforça que, apesar de algumas tréguas pontuais, a disputa por hegemonia econômica e tecnológica continua a redesenhar cadeias de produção e comércio em escala mundial.

MCall | 11/08/2025: Guerra comercial avança: tarifas, exportações e rearranjos na indústria marcam o cenário global

No Brasil, os impactos das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump já começam a reconfigurar setores inteiros. A Taurus, fabricante de armamentos, decidiu transferir parte de sua linha de montagem para os Estados Unidos para contornar barreiras comerciais. No agronegócio, gigantes como Bunge e Mosaic sentem o peso das novas taxações, enquanto a carne bovina brasileira alcança recorde de exportações, impulsionada pela valorização do produto nos mercados concorrentes. No setor industrial, a chilena Arauco anunciou investimento de US$ 1 bilhão para escoar a produção de celulose do Mato Grosso até o Porto de Santos, quase toda voltada à exportação, evidenciando a estratégia de manter presença global mesmo em ambiente de incerteza comercial. Nos Estados Unidos, o destaque foi o acordo que permitirá à Nvidia e à AMD retomar a venda de chips para a China, mediante pagamento de 15% das receitas ao governo norte-americano. A medida, que afeta inclusive o chip H20 — desenvolvido para driblar restrições anteriores —, reacende o debate entre segurança nacional e competitividade industrial. Paralelamente, Washington aplicou tarifas sobre barras de ouro, provocando reações no mercado financeiro. A política comercial mais dura de Trump continua a gerar ajustes em cadeias de fornecimento, forçando empresas de diversos setores a reconsiderar seus fluxos de produção e distribuição. Na China, Pequim limitou a promoção de stablecoins, em tentativa de reduzir a volatilidade e controlar o apetite dos investidores locais por ativos digitais. As restrições ocorrem enquanto o país lida com os efeitos indiretos das tarifas norte-americanas e busca acelerar sua capacidade tecnológica doméstica, em especial no setor de semicondutores. Em meio a esse ambiente, o comércio global de commodities também se adapta: o setor cafeeiro brasileiro estuda triangular exportações por meio da União Europeia para acessar o mercado americano, contornando a tarifa de 50% imposta aos grãos nacionais. O quadro reforça que, entre tarifas, negociações estratégicas e reposicionamentos industriais, a geopolítica comercial segue redesenhando o mapa da economia mundial.

Trump taxará chips em 100%, SP pune postos que compram de sonegadores.

No Brasil, a tensão comercial ganha força com a decisão do governo de acionar os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC), após o aumento das tarifas norte-americanas sobre chips semicondutores brasileiros. As novas taxas, que chegaram a até 50%, impactam diretamente as exportações do setor de tecnologia e alimentam preocupações sobre uma escalada protecionista. Em paralelo, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o Brasil está em diálogo com parceiros estratégicos para garantir a continuidade do fornecimento de combustíveis, após novas sinalizações de instabilidade nos fluxos internacionais. A medida é preventiva, visando proteger o abastecimento interno diante de riscos logísticos e geopolíticos. Nos Estados Unidos, a política comercial externa voltou ao centro das atenções com as medidas protecionistas adotadas pelo ex-presidente Donald Trump, que pretende aplicar tarifas de até 60% sobre produtos chineses e de 50% para o Brasil, como parte de sua plataforma de campanha para 2024. A movimentação sinaliza um endurecimento das relações comerciais e levanta temores sobre uma possível fragmentação das cadeias globais de suprimento. O Federal Reserve, por sua vez, segue monitorando o mercado de trabalho e a inflação, com os dados mais recentes indicando resiliência no emprego, mas mantendo cautela quanto ao cronograma de possíveis cortes de juros. Na China, o foco recai sobre a desaceleração da demanda industrial e a fragilidade do setor imobiliário, fatores que continuam pesando sobre a recuperação econômica do país. A decisão de Pequim de restringir ainda mais a exportação de terras raras, insumos fundamentais para a indústria de tecnologia global, foi interpretada como uma resposta estratégica às barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos e seus aliados. A medida reforça o clima de incerteza no comércio internacional e intensifica a disputa por controle de cadeias críticas de produção em meio à crescente rivalidade geopolítica.