MCall | 03/07/2025: Brasileiros pagam R$ 2 tri em impostos, STF condena bolsonarista e Microsoft anuncia demissões

Os brasileiros já pagaram mais de R$ 2 trilhões em impostos desde o início do ano, o que representa uma alta de 11% em relação ao mesmo período de 2024. Esse montante arrecadado ilustra tanto a recuperação de parte da atividade econômica quanto o impacto de uma carga tributária persistente sobre a população e as empresas. No Congresso, o debate sobre a reforma tributária continua, mas a pressão sobre o contribuinte permanece intensa. Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal condenou a 17 anos de prisão um homem envolvido nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, notório por ter pego a bola autografada de Neymar durante a invasão ao Palácio do Planalto. A sentença reforça a disposição do Judiciário de punir exemplarmente os envolvidos na tentativa de golpe. No cenário internacional, os Estados Unidos olham para o Brasil com novos olhos: o governo americano tem buscado incentivar o turismo brasileiro em meio à desaceleração do setor. No mercado financeiro, o CEO da São Carlos Participações afirmou que os ativos da empresa estão subvalorizados e que a ação não reflete o valor real do portfólio. Já os investidores estrangeiros mostram otimismo: o Brasil registra a maior entrada de capital na B3 desde 2022. Em contraste, a Microsoft anunciou que fará mais uma rodada de demissões, cortando 9 mil empregos globalmente. A gigante da tecnologia segue em reestruturação, apesar do bom desempenho em segmentos como nuvem e inteligência artificial. No Brasil, o Banco Central confirmou um ataque hacker a uma empresa que presta serviços para o setor bancário. As perdas podem chegar a R$ 1 bilhão. A fragilidade do sistema preocupa, especialmente diante da sofisticação dos golpes e da falta de alertas em tempo hábil. Outra notícia preocupante foi a saída do fundo canadense CPP Investments da operação de private equity na América Latina. Um dos investidores mais relevantes do setor

MCall | 02/07/2025: Supersalários, Produção de Petróleo, Hackers e Plano Safra

O destaque do dia vai para o crescimento exponencial das verbas acima do teto constitucional pagas a membros do Judiciário. De acordo com novo levantamento, os chamados supersalários somaram R$ 10,5 bilhões em 2024 — um salto de 49,3% em relação ao ano anterior. A pressão sobre o teto se intensifica, especialmente em um momento de esforço fiscal declarado pelo governo. Na B3, a tentativa de aprimorar a governança das empresas do Novo Mercado enfrentou forte resistência. Das 152 companhias consultadas, 74 rejeitaram todas as propostas de mudança nas regras, 70 aceitaram parcialmente e apenas 8 aprovaram integralmente. A reação mostra como o avanço em transparência e governança ainda encontra obstáculos estruturais no mercado de capitais brasileiro. Do lado da indústria petrolífera, a ANP divulgou que a produção de petróleo no Brasil subiu 10,9% em maio, atingindo um recorde de 3,68 milhões de barris por dia — com 2,21 milhões saindo da Petrobras. O setor energético segue em alta também nos derivados: a Petrobras anunciou redução de 2,1% no preço do querosene de aviação (QAV) nas refinarias. Já no campo da segurança cibernética, um ataque a provedores de infraestrutura bancária do tipo “banking as a service” no Brasil levou à perda de mais de R$ 1 bilhão. A fragilidade no setor de tecnologia financeira volta ao centro das discussões sobre regulação e proteção de dados. O ministro Fernando Haddad também declarou que pretende cortar R$ 15 bilhões em gastos tributários até o fim de 2025, buscando reduzir o rombo fiscal. A agenda de ajuste ainda depende de articulação no Congresso e apoio político para avançar. No agronegócio, o governo anunciou os detalhes do Plano Safra 2025/2026 para grandes produtores: R$ 516,2 bilhões estarão disponíveis em crédito rural. Em contrapartida, o preço do azeite, pressionado por questões climáticas globais, não deve voltar aos patamares anteriores à crise — segundo um dos principais produtores do setor. No exterior, a Oracle fechou um contrato gigantesco de US$ 30 bilhões por ano, o que pode quadruplicar sua receita em nuvem. Para se ter uma ideia, o faturamento total da empresa em 2023 foi de US$ 57,4 bilhões. Com apenas um cliente, a receita da divisão de nuvem pode saltar mais de 50%. Visa e Mastercard, por sua vez, estão reagindo à ameaça representada pelas stablecoins, que movimentam US$ 250 bilhões globalmente. As gigantes de pagamentos estão testando soluções que garantam competitividade frente ao avanço das criptos. Na Europa, a Suécia decidiu recuar após seis anos da implementação de uma “taxa extra climática” sobre voos. A medida, que buscava conter emissões aéreas, perdeu apoio popular e político frente ao aumento nos custos de mobilidade e ao baixo impacto ambiental comprovado.

MCall | 01/07/2025: apostas, queda do dólar, plano safra e estratégia de Bitcoin

A arrecadação com apostas e jogos de azar no Brasil ultrapassou a marca de R$ 3 bilhões somente em 2025. Os dados reforçam o impacto fiscal da regulamentação do setor, enquanto o país se vê às voltas com outras fontes de receita e discussões sobre tributos. No ambiente corporativo, os acionistas do Grupo Soma chegaram a um novo acordo de governança, sinalizando avanços importantes para a estabilidade do grupo. Em outra frente, a Mapa Capital firmou um entendimento com bancos para adquirir debêntures da Casas Bahia, buscando dar fôlego à varejista em meio a dificuldades de mercado. Lá fora, Donald Trump voltou a dar o tom sobre política monetária ao afirmar que vai indicar alguém ao comando do Fed que “queira cortar os juros”. A fala teve impacto imediato nos mercados, somada ao avanço de uma nova usina nuclear em Nova York, a primeira em 15 anos. A energia nuclear também retorna ao radar do mercado de capitais com a expectativa de um novo IPO do setor nos EUA. A estratégia de grandes investidores com Bitcoin segue agressiva: uma nova compra de R$ 2,9 bilhões eleva a reserva de criptomoedas para 597.325 BTC, ampliando o movimento institucional no ativo. O dólar fechou o primeiro semestre com queda acumulada de 12%, enquanto o Ibovespa subiu 15%. Foi o pior desempenho semestral do dólar frente às demais moedas em 52 anos, o que refletiu na entrada de capital estrangeiro e na retomada de confiança de investidores. Enquanto isso, o governo sinalizou que irá ao STF para manter os decretos que alteraram o IOF, judicializando a disputa com o Congresso, que já havia derrubado a medida. A relação entre os poderes se tensiona ainda mais após a queda de braço fiscal. No setor industrial, o Cade deu 60 dias para que a CSN apresente um plano de venda de ações da Usiminas, refletindo a pressão por ajustes de mercado. Já no setor de telecomunicações, jornais espanhóis informaram que a Telefónica está aberta à venda de até 20% da Vivo. O governo confirmou o valor de R$ 89 bilhões para o Plano Safra 2025/2026, destinado à agricultura familiar. A expectativa é de que os recursos apoiem produtores em meio à safra recorde. Ainda assim, o déficit em armazenagem continua a preocupar: o país armazena apenas 59% da sua produção atual. A Apple estuda integrar o ChatGPT ou modelos da Anthropic à Siri, dando mais um passo rumo à inteligência artificial generativa em dispositivos pessoais. A possível mudança pode alterar significativamente a dinâmica dos assistentes virtuais. No Reino Unido, a economia cresceu 0,7% no primeiro trimestre de 2025, indicando uma leve retomada em meio a cenário global ainda instável.

MCall | 30/06/2025: Brasil mira Mundial de Clubes, Cosan compra Bamin, OTAN sobe meta militar

A corrida para sediar o Mundial de Clubes de 2029 começou oficialmente, com o Brasil entre os três países que demonstraram interesse formal em receber o evento. Enquanto isso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, evitou cruzar com Lula em agendas conjuntas e fez uma viagem de última hora para inaugurar uma praça no interior, chamando atenção da imprensa política. No mundo dos negócios, a Cosan assinou um acordo para comprar a Bamin, mineradora que acumula uma dívida de US$ 5,5 bilhões. A aquisição pode reposicionar a Cosan no setor de mineração e logística. Nos Estados Unidos, Donald Trump encerrou negociações comerciais com o Canadá, sinalizando que sua política de “tarifas recíprocas” pode ter novos alvos. Em paralelo, a OTAN aprovou uma meta ambiciosa de aumentar os gastos com defesa para 5% do PIB de seus países-membros até 2035, elevando a tensão global e as pressões fiscais. A Argo e a Replan uniram forças e formaram a terceira maior administradora de compras corporativas do Brasil, criando uma nova gigante no setor B2B. Apostas em alta: aposentados e jovens são os grupos que mais apostam no Brasil, segundo levantamento da Paag. Em 2025, as apostas e jogos de azar já renderam mais de R$ 3 bilhões à União, sinalizando que o setor, além de lucrativo, exige atenção regulatória. A B3 anunciou que passará a oferecer contratos futuros de juros de países como México, EUA e União Europeia. A novidade abre portas para maior diversificação e sofisticação dos investidores brasileiros, mas requer cautela e conhecimento. Enquanto isso, o orçamento da Marinha sofreu um corte drástico, acendendo alertas sobre a segurança nacional. No cenário macroeconômico, o Banco Central reduziu a probabilidade de a inflação estourar o teto da meta em 2025 para 68%. Já o desemprego recuou para 6,2% no trimestre encerrado em maio, segundo o IBGE, indicando melhora no mercado de trabalho. As tensões no Oriente Médio continuam impactando os mercados de grãos e podem representar um custo de até R$ 5 bilhões para o Brasil, principalmente pela alta dos seguros e dificuldades logísticas. Por outro lado, o país obteve um avanço importante: a JBS teve a primeira planta habilitada para vender carne ao Vietnã, ampliando a presença brasileira na Ásia. Donald Trump declarou à Fox News que já tem um grupo de bilionários prontos para comprar o TikTok nos EUA e reiterou que colocará alguém no comando do Fed que seja favorável ao corte imediato dos juros. Em uma movimentação distinta, Warren Buffett bateu recorde pessoal ao comprar US$ 6 bilhões em ações da própria Berkshire Hathaway, reforçando sua confiança na empresa em tempos turbulentos para os mercados globais.

MCall | 27/06/2025: IOF, inflação, Brics e nova disputa geopolítica

O Congresso derrubou um decreto presidencial pela primeira vez em 33 anos e anulou o aumento do IOF. A decisão movimentou o mercado e gerou dúvidas sobre quem já pagou o imposto, além de forçar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a apresentar três possíveis caminhos para a questão. A medida acontece num momento em que o IPCA-15 mostra desaceleração, subindo 0,26% em junho, puxado pela queda na energia elétrica. Ainda assim, o acumulado no ano segue pressionado, com alta de 5,27%, bem acima da meta de 3%. No cenário internacional, Xi Jinping desistiu de vir à cúpula dos Brics no Rio, repetindo a ausência de Vladimir Putin. Já nos EUA, a disputa pela Prefeitura de Nova York esquenta com a liderança de um candidato muçulmano e socialista, o que vem assustando Wall Street. O “efeito Trump” continua impactando os mercados globais de fusões e aquisições, que registraram a maior baixa em duas décadas. Em paralelo, o CEO da BlackRock Brasil declarou que fugir do universo cripto “não faz sentido”, sinalizando mudanças importantes na visão institucional sobre ativos digitais. A Revolut, rival do Nubank e maior fintech da Europa, comprou a unidade do BNP Paribas na Argentina e avança no continente latino-americano. O Supremo Tribunal Federal decidiu que redes sociais podem ser responsabilizadas por postagens de terceiros após notificação extrajudicial. A decisão muda o entendimento do Marco Civil da Internet, que previa responsabilização apenas após ordem judicial. Também no Brasil, a movimentação nos aeroportos superou a marca de 10 milhões de passageiros pelo terceiro mês consecutivo, de acordo com a Anac. A China importou farelo de soja da Argentina pela primeira vez, buscando equilibrar sua dependência dos EUA. Enquanto isso, os preços dos alimentos recuaram pela primeira vez após nove meses de alta. O Brasil, por sua vez, acelerou a produção de biocombustíveis à base de milho, beneficiado pelo aumento da mistura de etanol na gasolina. Trump afirmou que EUA e China chegaram a um acordo comercial na quarta-feira. Ainda não há detalhes, e o mercado observa se será algo amplo ou específico demais. A Amazon perdeu o líder de IA generativa da AWS em meio à crescente disputa por talentos em inteligência artificial — que já faz Zuckerberg atuar pessoalmente no recrutamento. Por fim, Trump declarou que já tem quatro possíveis nomes para substituir Jerome Powell no comando do Fed, e a Nike informou que as tarifas americanas aumentam seus custos em US$ 1 bilhão.

MCall | 26/06/2025: Brasil lidera fuga de milionários, Shell negocia compra da BP e crédito extraordinário de R$ 2,1 bi é anunciado

O Brasil lidera a fuga de milionários na América Latina, segundo dados divulgados nesta semana, refletindo um ambiente econômico e político de crescente incerteza. Entre as medidas econômicas anunciadas pelo governo, está o aumento da mistura de etanol na gasolina de 27% para 30%, o que deve gerar uma redução estimada de R$ 0,11 no preço por litro do combustível. Para ressarcir investidores locados por conta de medidas emergenciais no mercado financeiro, o governo anunciou um crédito extraordinário de R$ 2,1 bilhões. No cenário internacional, a tensão geopolítica se intensificou. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, informou que não comparecerá à Cúpula dos Brics no Rio de Janeiro por receio de ser preso. Xi Jinping também cancelou sua presença, sendo representado pelo primeiro-ministro chinês. Enquanto isso, o ministro do Irã confirmou que instalações nucleares do país foram “gravemente danificadas” por ataques dos Estados Unidos. Ainda na política brasileira, o Senado confirmou a decisão da Câmara e derrubou o decreto que aumentava o IOF. O placar foi simbólico: 383 votos a 98, com apoio expressivo de partidos que integram a base governista — um recado claro à condução da política econômica. No setor energético, a Rede D’Or fechou com a chinesa CGN o maior contrato de autoprodução de energia solar do setor de saúde no Brasil, com até 165 MW no Ceará. E Uber e Loggi anunciaram uma parceria estratégica para entregas em todo o território nacional. A crise no setor de energia renovável também ganhou destaque. Com excesso de oferta, as fontes eólica e solar enfrentam sua pior crise no país, pressionadas por gargalos na transmissão e baixa demanda. Na frente agro, a “mãe de todas as safrinhas” traz um desafio logístico: escoar e comercializar um volume recorde de milho. A JBS, por sua vez, segue sua expansão e caminha para uma receita histórica de US$ 100 bilhões após sucesso em Nova York. Lá fora, a Shell iniciou tratativas para comprar a British Petroleum (BP), em uma movimentação de consolidação no setor de energia, aproveitando o atual ciclo de baixa. Em Nova York, a vitória de um candidato socialista nas primárias causou forte reação em Wall Street, preocupada com propostas como congelamento de aluguéis, transporte gratuito e tarifas sobre o setor financeiro. Por fim, o “efeito Trump” continua a sacudir os mercados: a instabilidade gerada pelas novas políticas comerciais dos EUA levou o mercado global de fusões e aquisições ao seu menor nível em 20 anos.

MCall | 25/06/2025: Corte no seguro rural, Nobel para Trump e Brasil entre crises e recordes

O governo brasileiro anunciou um corte expressivo no orçamento destinado ao seguro rural, reduzindo quase pela metade os recursos para a política que protege produtores contra perdas climáticas. A medida chega em um momento delicado para o agro, setor diretamente afetado por eventos extremos e cuja importância para o PIB nacional é incontestável. A notícia contrasta com o bom momento para as exportações: após o controle da gripe aviária, 17 países retiraram os embargos ao frango brasileiro, sinalizando uma reabertura dos mercados. Em paralelo, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve elevar a mistura de etanol na gasolina de 27% para 30%, reforçando o papel da bioenergia, que já representa 30% da matriz energética nacional, segundo estudo da FGV. Na política, o Congresso Nacional corre contra o tempo para aprovar o aumento no número de deputados. A medida, ainda controversa, é defendida por parlamentares que alegam desequilíbrio na representatividade populacional entre estados, mas enfrenta resistência da opinião pública. Enquanto isso, o governo tenta implementar iniciativas para aliviar as contas públicas: o valor das devoluções do INSS caiu de R$ 6,3 bilhões para R$ 2,1 bilhões após a revisão de critérios, e um novo programa federal permitirá que hospitais privados troquem dívidas por atendimento no SUS. No setor financeiro, o BNDESPar — braço de participações do BNDES — anunciou que voltará a investir em renda variável, com um plano de alocação de R$ 10 bilhões. A decisão reforça o papel estratégico do banco no mercado de capitais. Já no mundo dos criptoativos, Hashdex e Buena Vista uniram forças para lançar um ETF que combina bitcoin e ouro, uma proposta que busca unir inovação com reserva de valor tradicional. No exterior, Bancos Centrais de países do G20 criticaram as stablecoins, afirmando que elas ainda têm desempenho ruim como moeda de troca — uma crítica que reacende o debate sobre a regulamentação dos ativos digitais. Em outra frente corporativa, a Amazon ordenou que seus funcionários se mudem para outras cidades, como parte de uma reestruturação interna que visa otimizar a alocação de equipes. No Brasil, a C&A encerrou sua parceria com o Bradesco e assumirá integralmente sua operação de serviços financeiros, num movimento que reflete a tendência de empresas ampliarem sua autonomia no setor financeiro. Na aviação, a Anac suspendeu de forma definitiva as operações da Voepass, encerrando as atividades da companhia aérea regional após uma sequência de medidas cautelares. Já no setor de energia, o Ibama concedeu a primeira licença prévia para um projeto eólico offshore no país, o que representa um marco para a diversificação da matriz energética brasileira. No cenário internacional, Donald Trump voltou a ser protagonista. Um deputado republicano o indicou ao Prêmio Nobel da Paz por sua atuação como mediador no conflito entre Israel e Irã. A tensão, porém, ainda não se dissipou completamente. Enquanto o Irã declarou oficialmente o fim das hostilidades, Israel afirmou que seu foco retorna para a Faixa de Gaza. Relatórios apontam que o recente ataque americano atrasou o programa nuclear iraniano em apenas alguns meses, levantando dúvidas sobre a eficácia da ação militar. Trump também comentou que a China deve continuar comprando petróleo do Irã, e afirmou não querer uma mudança de regime que possa gerar caos — uma fala que sinaliza pragmatismo geopolítico. No noticiário mais inusitado do dia, o casamento de Jeff Bezos em Veneza gerou protestos. Ativistas acusaram o bilionário de ostentação excessiva e exibiram faixas como “If you can rent Venice, you can pay more taxes”, questionando a responsabilidade fiscal das grandes fortunas. Também foi anunciada a ruptura entre a Krispy Kreme e o McDonald’s nos EUA, por questões de custo e distribuição, evidenciando as dificuldades logísticas mesmo em parcerias entre grandes marcas. Enquanto o futebol brasileiro bate recordes de faturamento, continua mergulhado em dívidas e má gestão, expondo a contradição estrutural de um setor que movimenta bilhões, mas patina em governança. O Brasil segue em sua típica dualidade: crescimento, inovação e destaque global — ao lado de cortes, instabilidade política e velhos desafios.

MCall | 24/06/2025: OTAN pressionada, BC atua no câmbio e tensões crescem no Oriente Médio

A semana avança com os Estados Unidos elevando o tom nas discussões militares. O Pentágono exigiu que os países membros da OTAN aumentem seus gastos com defesa para 5% do PIB — um salto significativo em relação à antiga exigência de 2%, que por anos sequer foi cumprida por boa parte da aliança. A nova pressão se dá em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, onde Donald Trump afirmou ter intermediado um cessar-fogo provisório entre Israel e Irã. A fala foi negada por autoridades iranianas, e, pouco depois, novos ataques israelenses foram confirmados. Trump, por sua vez, batizou o episódio de “Guerra dos 12 dias”, uma estratégia clara de capitalizar politicamente o conflito. Ainda no exterior, o Catar fechou temporariamente seu espaço aéreo após sofrer ataques a bases militares americanas. Enquanto isso, os EUA seguem tomando medidas internas de segurança: o uso do WhatsApp foi proibido em dispositivos da Câmara dos Deputados americana, sob alegações de proteção institucional. No front econômico, a China tem despertado cada vez menos interesse de Wall Street, uma tendência que reforça a rotação de capital global. Já na América Latina, a Argentina surpreendeu ao registrar um crescimento de 5,8% no PIB do primeiro trimestre, indicando um momento de recuperação mais robusta do que o esperado. O setor cripto também voltou ao noticiário com força: a Méliuz anunciou a compra de mais R$ 158 milhões em bitcoin, ampliando sua exposição ao ativo em meio à retomada da valorização. No campo da saúde, a ANS definiu em 6,06% o reajuste máximo para planos de saúde individuais, e o medicamento Ozempic — amplamente usado para controle de diabetes e perda de peso — passou a ser vendido apenas com receita médica, medida tomada para frear seu uso indiscriminado. No Brasil, o Banco Central anunciou uma intervenção no câmbio que pode chegar a US$ 1 bilhão nesta quarta-feira (25), com a intenção de reduzir o estoque de swaps cambiais. Embora a operação tenha efeito neutro no câmbio por envolver volumes equivalentes em operações à vista e derivativos, o movimento tem valor simbólico e reforça a postura vigilante da autoridade monetária. No setor agro, a gripe aviária impôs perdas ao Brasil, que deixou de exportar cerca de 123 mil toneladas de carne de frango. Apesar disso, autoridades já informaram que o surto foi contido. A JBS, por sua vez, realizou sua maior emissão de bonds, levantando US$ 3,5 bilhões com spreads de 10 anos que bateram recordes, demonstrando forte apetite por dívida corporativa brasileira no mercado internacional. Por fim, em uma frente menos comentada, mas estratégica, grandes empresas de carne têm apostado em iniciativas de economia circular para reduzir o descarte de resíduos — uma resposta tanto a exigências regulatórias quanto à pressão de consumidores por práticas mais sustentáveis. A agenda global segue intensa, com choques geopolíticos, novas exigências militares e mudanças relevantes no campo econômico e regulatório. O mercado deve seguir atento à reação dos países da OTAN, ao posicionamento do BC brasileiro, e às movimentações políticas que continuam a moldar o cenário internacional.

MCall | 23/06/2025: Juros em alta, vazamento recorde de dados e tensão no Oriente Médio

O Brasil voltou a ocupar posição de destaque no cenário global de política monetária. Com o novo ajuste na taxa Selic, o país passou a ter a segunda maior taxa de juro real do mundo, o que reacende discussões sobre o custo do crédito, os desafios da economia doméstica e o apetite por renda fixa. Enquanto isso, o consumo externo segue em ritmo acelerado: os brasileiros bateram recorde e gastaram R$ 15 bilhões em encomendas internacionais — reflexo da popularização das plataformas de e-commerce e do dólar ainda relativamente estável. No setor financeiro, o Santander Brasil sinalizou que não descarta a possibilidade de fechar o capital da operação local, em meio a movimentos estratégicos de reestruturação. Ao mesmo tempo, grandes gestoras demonstram um olhar cada vez mais otimista para o Brasil, citando fundamentos atrativos e perspectivas de crescimento. O México, por outro lado, inspira cautela, com investidores atentos a riscos políticos e econômicos do país. Em uma das maiores violações de dados da história, um vazamento expôs mais de 16 bilhões de senhas de plataformas como Apple, Google e Meta. O mais alarmante: a maior parte dos dados vazados está em português, o que levanta alertas sobre segurança digital no Brasil e a necessidade urgente de proteção cibernética por parte de empresas e usuários. Em meio à inovação, a Meta lançou seus novos óculos inteligentes em parceria com a Oakley, com inteligência artificial integrada e gravação de vídeos em 3K. O apetite por criptoativos também cresceu. Os ETFs de Bitcoin registraram mais de US$ 1 bilhão em entradas apenas nesta semana, refletindo a retomada do entusiasmo por ativos digitais após a estabilização de preços e uma onda de otimismo nos mercados internacionais. Na política brasileira, a semana foi marcada por derrotas do governo no Congresso. Em resposta, houve uma aceleração na liberação de emendas parlamentares. Só entre segunda-feira e o fim da semana, os valores empenhados saltaram de R$ 152 milhões para R$ 776 milhões, em uma tentativa de recuperar apoio e evitar novas obstruções nas votações. No setor automotivo, a chinesa Geely fechou um acordo para ter 26,4% de participação em uma joint venture com a Renault no Brasil, ampliando a presença asiática na indústria local. No agro, os bastidores da entrada do BTG no Grupo Virgolino de Oliveira indicam um movimento estratégico do banco para aumentar sua atuação no setor sucroalcooleiro. Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, as chuvas continuam causando impactos severos, com 127 municípios já afetados. No cenário internacional, a escalada das tensões no Oriente Médio voltou ao centro das atenções. Os Estados Unidos realizaram um ataque maciço contra o Irã, utilizando 125 aeronaves, 75 armas guiadas e 14 bombas antibunker — sendo esta a primeira vez que o país recorreu às MOPs (as maiores bombas não nucleares do mundo). Em resposta, o Parlamento iraniano aprovou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa 20% do petróleo consumido globalmente. A decisão ainda precisa passar pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional, mas já gerou pressão dos EUA sobre a China para tentar conter a escalada. Companhias aéreas como a British Airways decidiram suspender voos para Dubai e Doha por questões de segurança. Na Europa, a França propôs reforçar a emissão conjunta de dívida entre os países da zona do euro — uma medida que reacende o debate sobre integração fiscal no bloco diante dos riscos geopolíticos. O início da semana foi marcado por dados relevantes, tensão geopolítica crescente e uma reacomodação dos fluxos de capital. A combinação de juros altos, incertezas globais e inovação tecnológica seguirá no radar dos investidores nos próximos dias.

MCall | 20/06/2025: Congresso derruba vetos, conta de luz pode subir e mercado reage a novos acontecimentos

O Congresso derrubou vetos do presidente Lula, o que pode levar a um aumento na conta de luz. Enquanto isso, o Ministério da Fazenda sinaliza que reembolsos por fraudes no INSS podem ocorrer fora da meta fiscal, e os brasileiros terão que trabalhar mais para pagar impostos devido ao aumento do IOF. No setor energético, um leilão de petróleo arrecadou quase R$ 1 bilhão a mais que o previsto, com o ministro afirmando que os recursos ajudarão a reduzir cortes no orçamento. No mercado internacional, a Nippon Steel concluiu a compra da US Steel por US$ 14,9 bilhões, enquanto o Fed manteve os juros nos EUA, indicando possíveis cortes ainda em 2024. O Senado americano aprovou um projeto para acelerar o uso de stablecoins nos negócios. No Brasil, a Embraer fechou um acordo de US$ 3,6 bilhões para vender até 110 aviões à SkyWest, e a Log CP vendeu dois galpões para um fundo imobiliário do Banco Inter por R$ 261 milhões. Enquanto isso, o governo anunciou a contratação de um serviço de rastreamento de criptomoedas, e o grupo Vorcaro injetou R$ 2 bilhões no Master para viabilizar uma fusão com o BRB. No agronegócio, um acordo de recuperação extrajudicial de R$ 2,5 bilhões foi firmado com fornecedores, mas o corte repentino do seguro rural pelo governo aumentou a tensão com o setor. Internacionalmente, Trump estendeu o prazo do TikTok nos EUA até setembro, um bilionário está negociando a compra do Los Angeles Lakers por US$ 10 bilhões, e a Meta ofereceu bônus milionários para atrair funcionários da OpenAI. A Amazon também está realocando funcionários para cidades como Seattle.