MCall | 17/07/2025: Brasil mira dividendos, EUA questionam Pix e Trump amplia ofensiva tarifária

A agenda fiscal segue no centro dos holofotes: Arthur Lira, decidiu isentar a tributação de dividendos distribuídos até 31 de dezembro deste ano, uma medida que deve acalmar parte do mercado financeiro e investidores. Em paralelo, a concialiação sobre o IOF terminou sem acordo, e a decisão final ficará nas mãos de Alexandre de Moraes. A Receita Federal também apertará o cerco em 2025, com nova força-tarefa mirando ganhos com apostas, Airbnb e uso de prejuízos fiscais — evidência de que o governo buscará novas fontes de arrecadação em meio ao cenário fiscal delicado. Nos EUA, o Pix entrou oficialmente no radar da investigação que acusa o Brasil de práticas comerciais desleais. A ofensiva protecionista se intensifica: Trump promete enviar cartas tarifárias a 150 países, sinalizando que o embate global está apenas começando. Eduardo Bolsonaro também endossou a tensão: sugeriu boicote a negociações comerciais e maior rigor em análises econômicas sobre o país. Ainda no mercado financeiro, Peter Thiel comprou 9% da BitMine, indicando uma aposta robusta na expansão do ecossistema Ethereum. Na economia real, o Ibama suspendeu a análise de um projeto de R$ 196 bilhões no pré-sal, o que pressiona a agenda ambiental e energética. Lula assinou o decreto da BR do Mar, retomando o incentivo à navegação de cabotagem. A dívida bruta do Brasil preocupa o Tesouro, que vê impacto negativo do fiscal e da inflação. E a comissão da Câmara aprovou isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil, mas com risco futuro, já que o valor não é indexado e pode perder efetividade. No agro, o tarifaço pode custar até US$ 2 bilhões nas exportações de café, enquanto o governo vai adquirir 110 mil toneladas de arroz para reforçar estoques. Na Argentina, Milei apertou os controles monetários após enxurrada de pesos, mas o país celebrou seis meses seguidos de superávit fiscal. Na Europa, a França quer cortar feriados e congelar gastos, e a crise de moradia na Espanha atinge níveis históricos. Nos negócios, a Aura Minerals estreou na Nasdaq com captação de US$ 200 milhões, e no mundo dos VCs, Quartzo e Invisto anunciaram fusão. No segmento de private equity, a Blackstone fará aporte de US$ 25 bilhões em data centers e energia, e a argentina Puna Bio, focada em biodefensivos, recebeu investimento da fundação de Bill Gates — mostrando que o capital de risco segue firme, mesmo em tempos de incerteza. 📉 Resumo do dia: Brasil reage com isenções e reforço fiscal, EUA endurecem tom, Trump globaliza tarifaço e o mercado de tecnologia e clima segue sendo prioridade para os grandes investidores.
MCall | 16/07/2025: Lira abre caminho para carga tributária recorde — e tensão fiscal se soma à pressão global

A proposta de reforma tributária avançou com Lira eliminando o teto da alíquota agregada, que agora pode chegar a 41%. A mudança acende alerta em setores produtivos, em meio ao impacto ainda incerto do tarifaço de Trump. O clima político esquentou também no Judiciário: a Procuradoria listou crimes que podem somar até 43 anos de prisão para Bolsonaro, que segue sob pressão intensa. Apesar da turbulência, a aprovação de Lula subiu, segundo Atlas/Bloomberg, impulsionada por percepção positiva sobre sua reação à política tarifária de Trump — que é vista como injusta por grande parte dos brasileiros. Mais da metade, inclusive, defende retaliação. Alckmin afirmou que a proposta comercial enviada aos EUA em maio ainda não teve resposta, o que reforça o desgaste na relação bilateral. Enquanto isso, a Embraer estima impacto de R$ 20 bilhões até 2030 com o tarifaço — os EUA compram a maior parte dos jatos da empresa. A Philco já sentiu: demitiu 800 funcionários em Manaus após queda nas vendas. O lado fiscal trouxe um movimento relevante: a Previ decidiu aplicar R$ 2 bi em títulos públicos após sair da BRF. Já no agro, os pedidos de recuperação judicial dispararam 45% no 1º tri de 2025, e o governo autorizou a equalização de taxas para 25 instituições no Plano Safra 25/26. A SLC investirá R$ 900 milhões em irrigação no oeste baiano, apostando na retomada. No exterior, a economia chinesa cresceu 5,2% no segundo trimestre, desafiando as tarifas americanas. O comércio global acelerou, segundo a OMC, com destaque para a América do Norte, que antecipou importações. E a Opep prevê um desempenho melhor da economia global no segundo semestre. Nos negócios da nova economia: O Pentágono fechou um acordo de US$ 200 milhões com a IA de Musk. O Google assinou um contrato de US$ 3 bi por energia hidrelétrica para atender a demanda de IA. A Apple investiu US$ 500 milhões em terras raras com fornecedor apoiado pelos militares americanos. No setor financeiro, a Mastercard declarou que stablecoins ainda têm um longo caminho para se tornarem viáveis em pagamentos diários. E nos EUA, a inflação de junho acelerou, mas o núcleo veio abaixo do esperado — um dado misto que deve influenciar as próximas decisões do Fed. 📉 Resumo do dia: Carga tributária pode subir, Lula ganha fôlego, tensão com os EUA cresce e IA segue remodelando os negócios globais.
MCall | 15/07/2025: Lula tenta acalmar Trump, mas clima global segue tenso com tarifas e guerra

Na tentativa de evitar uma escalada comercial, Lula afirmou que vai “levar jabuticaba” a Trump e pediu uma relação sem brigas tarifárias. A estratégia de distensão se somou à assinatura do decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade Econômica, enquanto Alckmin ganhou mais protagonismo ao anunciar encontros com indústria e agro. A especulação cresce: será que ele se posiciona para 2026? O recuo de 0,7% no IBC-Br de maio acendeu o alerta na economia, apesar de a Caixa prever R$ 138 bilhões em crédito imobiliário no próximo ano, com base no ganho de renda real da população. No Congresso, o impasse sobre o IOF segue firme — com governo e parlamentares decididos a não ceder. Na política, a direita já admite pulverização de candidaturas para 2026, e a ala bolsonarista se divide: Eduardo Bolsonaro criticou Tarcísio por negociar tarifas com os EUA, chamando de “desrespeito”. No mundo, Trump endurece o tom e ameaça tarifas de 100% contra a Rússia se não houver cessar-fogo em 50 dias, e cogita sanções a países que compram petróleo russo. Já a União Europeia classificou como “inaceitável” a tarifa de 30% imposta pelos EUA, mas promete tentar negociar. Para brasileiros, uma má notícia: o visto americano passará a custar R$ 2.500 com nova taxa. A China segue expandindo sua presença no Brasil: hoje, 26% de tudo que o país importa vem de lá, puxado por carros, eletros e eletrônicos — sete vezes mais que em 2006. Nos negócios, a Previ zerou sua posição na BRF, e a Marfrig/Molina assumiram o controle com mais de 58% das ações. A BrasilAgro vendeu uma fazenda histórica na Bahia por R$ 141,4 milhões e a Alliança reforçou presença no Nordeste com a compra do Grupo Meddi por R$ 252 milhões. No agro, frigoríficos seguem com produção pausada para os EUA e o novo Plano Safra encurtou prazos de vencimento para várias operações. Enquanto isso, data centers brasileiros já se preparam para o pico de demanda por IA, com energia alocada superior à capacidade da usina de Angra 2 — uma corrida que está só começando.
EUA impõem tarifa de 50% sobre produtos brasileiros: entenda o impacto econômico e político

Na última quarta-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil. A medida entra em vigor a partir de 1º de agosto e, segundo o próprio governo americano, é uma resposta à postura comercial e política adotada pelo Brasil nos últimos meses. A decisão gerou reações imediatas do governo brasileiro e levantou preocupações no mercado, principalmente em setores que têm os EUA como destino prioritário de exportações. Mas quais são os reais impactos dessa tarifa? E o que está por trás dessa medida? O que será tarifado? A tarifa de 50% incide sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA, o que inclui: De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os EUA foram o segundo maior destino das exportações brasileiras em 2024, somando US$ 40,4 bilhões, o equivalente a 12% do total exportado pelo Brasil O que motivou a decisão dos EUA? Segundo a BBC Brasil, Trump acusa o Brasil de: Além disso, Trump enviou cartas oficiais a outros países com ameaças semelhantes, como Filipinas, Líbia e Moldávia, mas o Brasil foi o único a receber a tarifa de 50%. Os demais foram taxados com alíquotas entre 20% e 30%. O presidente norte-americano ainda declarou que a alíquota poderá subir além de 50% caso o Brasil responda com medidas semelhantes. Por outro lado, poderá ser reduzida se o Brasil facilitar o acesso das empresas norte-americanas ao seu mercado. Quais serão os impactos econômicos para o Brasil? Segundo especialistas, a nova tarifa pode ter efeitos significativos sobre o comércio exterior e a economia interna brasileira: 1. Redução na competitividade A tarifa de 50% tornará os produtos brasileiros muito mais caros no mercado americano. Isso pode levar à perda de contratos e queda nas exportações, principalmente nos setores de combustíveis, siderurgia e aeronáutica — os mais expostos ao mercado dos EUA. 2. Impacto na balança comercial Como os EUA representam 12% das exportações brasileiras, uma redução nas vendas ao país pode afetar o superávit comercial brasileiro, que já vinha em queda em 2024. Vale destacar que, ao contrário do argumento de Trump, os EUA têm mantido superávits na balança bilateral com o Brasil desde 2009. 3. Pressão inflacionária e no câmbio A possível queda nas exportações, combinada com insegurança institucional e aumento das tensões comerciais, pode gerar desvalorização do real, o que impactaria preços de insumos e aumentaria pressões inflacionárias internas. Segundo o economista Ecio Costa, ouvido pelo Poder360, o efeito mais imediato será sobre emprego e renda em setores industriais exportadores. Qual foi a resposta do governo brasileiro? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a medida como “hostil e injustificada” e afirmou que o Brasil não aceitará pressões políticas para interferir nas decisões de soberania nacional. O Ministério das Relações Exteriores convocou o encarregado de negócios dos EUA em Brasília para prestar esclarecimentos e anunciou que medidas de reciprocidade estão sendo avaliadas com base na nova Lei de Defesa Comercial e Reciprocidade Econômica, aprovada em abril de 2025. Conclusão: um conflito comercial com fundo político Embora a retórica de Trump esteja ancorada em supostas práticas comerciais desleais, o pano de fundo é claramente político, envolvendo críticas à política interna brasileira e à condução da Justiça. Para o Brasil, o desafio será proteger seus setores exportadores sem escalar o conflito, ao mesmo tempo em que mantém sua soberania institucional diante de pressões externas. O desdobramento desse impasse pode reconfigurar o comércio bilateral e impactar a economia nos próximos trimestres.
MCall | 14/07/2025: Lula corre para responder tarifaço; tensão entre Haddad e Tarcísio esquenta Brasília

O governo brasileiro promete medidas até terça-feira contra o tarifaço de Trump. Lula convocou Alckmin para coordenar as ações, após a paralisação de exportações do agro e queda nas projeções econômicas. Setores como pesca e frigoríficos já interromperam negócios com os EUA, e a Fazenda revisou a inflação de 2025 para 4,9%. A tensão política também cresceu: Fernando Haddad criticou declarações do governador Tarcísio de Freitas, que respondeu com ironia, pedindo que o ministro “fale menos e trabalhe mais”. Enquanto isso, o impacto dos ataques hackers continua a se ampliar: o prejuízo pode superar R$ 1 bilhão, e mais bancos estão buscando as autoridades. Outro destaque foi o parecer de Arthur Lira que manteve a alíquota de 10% para altas rendas — tema que vem mobilizando o Congresso desde o início do ano. No noticiário de comportamento, um dado curioso: jovens estão postergando a faculdade porque estão gastando o dinheiro em apostas esportivas. No agro, o estoque de crédito rural via LCA deve ultrapassar R$ 700 bilhões, mesmo com a tensão nas exportações. Já a MRV reavaliou para baixo os ativos nos EUA em US$ 144 milhões, após tentativas malsucedidas de expansão internacional. Lá fora, Trump elevou tarifas para a União Europeia e México (30%), enquanto a UE decidiu adiar qualquer retaliação para tentar manter negociações. A economia britânica encolheu pelo segundo mês seguido, e no setor corporativo, a Nvidia agora vale US$ 4 trilhões — elevando a fortuna de seu CEO ao patamar de Warren Buffett. Em contrapartida, a Kraft Heinz estuda dividir seus negócios após fusão frustrada. No Mar Vermelho, ataques do Iêmen elevaram o seguro de navios para até 1% do valor das embarcações.
MCall | 11/07/2025: Lula reage ao tarifaço com ameaça a patentes; saída de dólares e tensão no agro marcam o cenário

O governo Lula estuda uma medida ousada em resposta ao tarifaço imposto pelos EUA: suspender a validade de patentes de medicamentos americanos no Brasil. A proposta, parte de uma possível estratégia de reciprocidade, surge em meio à tentativa de negociação diplomática, mas já sinaliza um “plano B” se a via tradicional via OMC fracassar. A reação de Jair Bolsonaro veio em paralelo: o ex-presidente avalia acionar a Casa Branca contra a medida de Trump, enquanto seu filho Eduardo Bolsonaro agradeceu publicamente ao republicano e pediu apoio para uma ação contra o ministro Alexandre de Moraes. No Congresso, Arthur Lira articulou mudanças no Imposto de Renda: o IR para mais ricos segue em 10%, mas haverá isenção para quem ganha até R$ 7.350, além de um novo imposto sobre dividendos. O impacto das tarifas foi sentido de imediato: o Brasil registrou uma saída recorde de dólares no primeiro semestre, e o IPCA de junho (0,24%) rompeu, pela primeira vez, o teto da meta de inflação, obrigando o Banco Central a publicar carta explicativa. O suco de laranja e o café dispararam nos mercados internacionais, com o primeiro subindo mais de 6% em Nova York. Enquanto isso, a Previ voltou a questionar a fusão entre BRF e Marfrig. No campo da infraestrutura, a Vivo comprou 50% da FiBrasil por R$ 850 milhões para acelerar a consolidação de sua rede de fibra óptica. Lá fora, o governo americano endureceu ainda mais sua postura: Trump anunciou tarifa de 35% sobre o Canadá e segue enviando cartas a chefes de Estado com os novos termos comerciais. O Pentágono, por sua vez, se tornará o maior investidor de uma mineradora de metais raros, indicando a prioridade estratégica da autossuficiência. No setor privado, a Ferrero comprou a divisão de cereais da Kellogg por US$ 3,1 bilhões para reduzir sua dependência do chocolate, e a CEO do X renunciou após dois anos. Já na Argentina, Milei sofreu derrota no Congresso com a aprovação de reajuste nas aposentadorias.
MCall | 10/07/2025: Tarifas de Trump atingem Brasil, tensão no agro e carta com menção a Bolsonaro marca novo capítulo diplomático

O governo dos Estados Unidos oficializou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, citando o ex-presidente Jair Bolsonaro em carta endereçada a Lula. A medida, que ocorre em meio a uma escalada protecionista global, tem potencial para impactar duramente o agronegócio, com destaque negativo para o setor de suco de laranja. Lula reagiu prometendo reciprocidade tarifária. Internamente, a arrecadação federal bateu recorde em junho, puxada em parte pelo polêmico decreto do IOF — responsável por um incremento de R$ 2,1 bilhões. O Congresso, por sua vez, aprovou a criação de 160 cargos no STF e acelerou a tramitação de benefícios fiscais, ignorando alertas sobre contenção de gastos. No mercado interno, as gigantes Vibra, Raízen e Ipiranga vêm perdendo espaço para distribuidoras informais de combustíveis, especialmente em estados como Mato Grosso, Pará e Rio de Janeiro. O subemprego ainda atinge mais de 15% da população ativa, apesar da taxa oficial de desemprego marcar 7%. Ao mesmo tempo, a alocação de fundos de pensão em títulos públicos atingiu nível recorde, impulsionada pelos altos juros reais. Em carta aberta, superintendentes da CVM pediram reforço técnico para o Colegiado. O governo federal anunciou ainda que pretende realizar 35 novos leilões de rodovias até o final de 2026. No cenário global, a Merck anunciou a compra da Verona Pharma por US$ 10 bilhões, reforçando seu portfólio em doenças respiratórias. O Amazon Prime Day registrou queda de 41% nas vendas no primeiro dia, enquanto investidores disputam o controle da Starbucks na China, de olho na crescente adesão ao café no país. O Fed, dividido sobre os impactos inflacionários das tarifas, aguarda novos dados, enquanto o ataque cibernético se torna a maior preocupação das empresas, segundo a Allianz Commercial. Para completar, a Red Bull demitiu seus principais executivos da F1, alimentando rumores de crise interna.
MCall | 09/07/2025: IOF em negociação, nova escalada tarifária de Trump e Brasil-China avançam em megaprojeto ferroviário

O Congresso Nacional articula uma solução para substituir o aumento do IOF, após sua suspensão pelo STF. O cenário fiscal segue sob pressão, especialmente com a recente decisão judicial de que o IPCA poderá sofrer contestações legais. No mercado, a Gerdau paralisou seu fundo de US$ 80 milhões para startups, enquanto o Banco Central ainda sofre os desdobramentos do ataque hacker. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, aproveitou a crise para reforçar o pleito pela autonomia financeira da instituição. Enquanto isso, o escândalo contábil envolvendo a incorporadora Helbor chama a atenção de investidores após denúncia de uma discrepância bilionária em seu balanço. Nos Estados Unidos, Donald Trump voltou a atacar o bloco dos Brics, acusando-o de tentar minar a supremacia do dólar. Em nova ofensiva comercial, o governo americano anunciou tarifas entre 25% e 40% por meio de cartas diplomáticas a diversos chefes de Estado, incluindo uma tarifa específica de 50% para o cobre — um insumo estratégico. Trump também reiterou que o prazo para início das novas tarifas, 1º de agosto, não será prorrogado. O clima é de tensão global, com reações já se formando entre parceiros comerciais. No campo geopolítico, avança o projeto ferroviário entre Brasil e China que pretende ligar os oceanos Atlântico e Pacífico. A iniciativa é vista como estratégica para o escoamento da produção agrícola brasileira, especialmente do milho, cuja demanda cresce em estados como o Mato Grosso. Na Ásia, a Shein, diante de barreiras regulatórias em Londres, tenta viabilizar seu IPO em Hong Kong. Já a gigante Tether revelou que guarda US$ 8 bilhões em ouro em cofres secretos na Suíça, consolidando-se como uma potência silenciosa nos bastidores do sistema financeiro global.
MCall | 07/07/2025: STF suspende decretos de IOF, Petrobras e Braskem anunciam investimento bilionário no Rio e Gilmarpalooza vira escândalo político

O Supremo Tribunal Federal suspendeu os decretos sobre IOF tanto do governo quanto do Congresso. O ministro Alexandre de Moraes ainda questionou se o aumento da alíquota havia sido criado “tão somente para arrecadar”, colocando pressão sobre o governo federal e aumentando a tensão entre os poderes. Enquanto isso, o ministro Fernando Haddad prevê cortes de R$ 15 bilhões em gastos tributários para fechar as contas públicas, e já adiantou que a disputa deve seguir agora no campo jurídico. A crise cibernética também teve novos desdobramentos: a Polícia prendeu um suspeito de facilitar o ataque hacker que afetou uma empresa que presta serviço ao sistema bancário – um ataque que pode ter gerado prejuízo de até R$ 1 bilhão. O caso continua sendo investigado pelo Banco Central e autoridades de segurança digital. Ainda em Brasília, um novo escândalo político ganhou as manchetes com a revelação de que a Câmara dos Deputados custeará as despesas de 30 dos 44 parlamentares que participaram do evento apelidado de “Gilmarpalooza”, promovido pelo ministro Gilmar Mendes em Lisboa. O caso gerou críticas nas redes sociais e aumentou a pressão por mais austeridade no Legislativo. O presidente Lula também fez declarações de impacto ao afirmar que “toda vez que se fala em austeridade, pobre fica mais pobre e rico fica mais rico”, reafirmando seu posicionamento contra cortes nos investimentos sociais. Ao mesmo tempo, Lula defendeu que o Brasil não deve se envolver em “guerras comerciais alheias” dentro do Mercosul. Na economia, Petrobras e Braskem anunciaram projetos de investimentos da ordem de R$ 33 bilhões no estado do Rio de Janeiro, com foco em refino e petroquímica. Em outra frente, a Petrobras busca parceria com investidores chineses para revitalizar sua frota de navegação, com a previsão de 52 novas embarcações e cinco plataformas. No setor imobiliário, o aluguel residencial subiu 1,02% em junho, segundo a FGV. Já no campo corporativo, o ex-diretor de regulação do Banco Central Otávio Damaso foi anunciado como novo integrante do conselho do Nubank, reforçando o movimento de transição de ex-autoridades monetárias para o setor privado digital. No agro, o consumo de café no Brasil bateu recorde mesmo com o aumento de preços. Em infraestrutura, uma estatal chinesa formalizou o acordo para a construção de uma ferrovia transcontinental que ligará o Atlântico ao Pacífico, reforçando a presença asiática em obras logísticas estratégicas na América do Sul. No mundo, Trump voltou à carga com seu arsenal tarifário e anunciou que a Receita americana notificará países com tarifas de 10% a 70%, com vigência a partir de 1º de agosto. A medida deve acirrar ainda mais as tensões comerciais. Já na Ásia, a China limitou a importação de dispositivos médicos da União Europeia após o bloco excluir empresas chinesas de licitações públicas. O bilionário Elon Musk, por sua vez, anunciou a criação do “Partido da América” após um racha com Donald Trump, motivado pela nova legislação aprovada que afeta diretamente os interesses da Tesla nos EUA.
MCall | 04/07/2025: Bolsa em Alta, Protestos na Faria Lima e Nova Reação Internacional

A Bolsa brasileira registrou máxima histórica nesta quinta-feira, enquanto o dólar caiu ao menor nível em um ano, cotado a R$ 5,40. Apesar da boa notícia, o Ibovespa ainda está longe de níveis considerados expressivos por analistas. O movimento positivo do mercado ocorre em meio a uma série de acontecimentos políticos e econômicos no Brasil e no mundo. Na Avenida Faria Lima, em São Paulo, manifestantes ocuparam a sede de um banco em protesto contra a desigualdade tributária. A movimentação intensificou o debate sobre as distorções no sistema fiscal brasileiro. Em resposta indireta à guerra tarifária global, o presidente Lula afirmou que o Mercosul não pode ser usado como “escudo” por países em meio a conflitos comerciais. Ainda no campo político, o Partido dos Trabalhadores lançou um site para cadastrar influenciadores pró-governo Lula, em mais uma estratégia de fortalecimento da comunicação direta com a população. Já a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou o novo regime “Fácil”, voltado para facilitar o acesso de pequenas empresas ao mercado de capitais, reduzindo a burocracia. No setor de tecnologia, o Google concordou em pagar R$ 1,7 bilhão por coleta ilegal de dados de usuários do sistema Android. A decisão marca mais um capítulo na crescente fiscalização sobre big techs globalmente. Na esfera internacional, o presidente francês Emmanuel Macron classificou as tarifas de importação como “instrumento de chantagem”, enquanto o ex-presidente Donald Trump conseguiu aprovação do Congresso para um pacote trilionário de corte de impostos e gastos sociais — a mesma proposta que gerou recente embate público com Elon Musk. Negócios em destaque A Inpasa, gigante do setor de biocombustíveis, passou a deter 3% de participação na Vibra, dona dos postos BR. Segundo fontes, a companhia segue ampliando sua posição no capital da empresa. Economia brasileira A Petrobras atualizou suas estimativas de investimentos no setor de refino e petroquímica no estado do Rio de Janeiro, prevendo aportes de até R$ 33 bilhões. Em contrapartida, os dados da produção industrial do IBGE mostraram retração de 0,5% em maio, dentro das expectativas. No setor automotivo, as vendas de veículos caíram 0,6% em junho. A Caixa Econômica Federal anunciou que vai aumentar os preços das apostas em suas loterias. A Mega-Sena, por exemplo, terá bilhetes custando R$ 6,00 a partir de setembro. Agro O Itaú BBA apresentou uma projeção mais cautelosa para o ciclo agrícola 2025/26, apontando riscos de queda nas margens e uma “ressaca” pós-colheita a ser digerida pelo setor. Além disso, pequenos produtores de café passaram a despertar o interesse de grupos em busca de consolidações. Mundo O Brasil e a França fecharam um acordo de R$ 1 bilhão para fabricação de helicópteros da Helibras em Minas Gerais. Enquanto isso, a Argentina enfrenta dificuldades com a primeira revisão do acordo com o FMI, em meio a desafios fiscais e cambiais. No cenário global, o pacote de US$ 3 trilhões aprovado nos EUA poderá redefinir políticas fiscais e sociais durante o mandato de Trump