MCall | 29/07/2025: BTG compra HSBC Uruguai e Brasil deixa Mapa da Fome

O secretário dos EUA reafirmou que não haverá adiamento do prazo para aplicação de tarifas em 1º de agosto. A Venezuela voltou a isentar produtos exportados do Brasil, enquanto a tarifa de 50% afastou investidores estrangeiros da B3, que deve registrar o pior julho dos últimos quatro anos. Segundo relatório da ONU, o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome. O BTG comprou o HSBC Uruguai por quase R$ 1 bilhão, reforçando sua atuação em gestão de fortunas. Donald Trump anunciou tarifas de 15% a 20% para o “resto do mundo”. Empresas levantaram US$ 86 bilhões em 2024 para aquisição de criptomoedas. A São Carlos vendeu oito imóveis corporativos por R$ 837,2 milhões para a JiveMauá e a XP. O endividamento das famílias brasileiras subiu a 49% em maio. A Taurus estuda transferir operações para os EUA caso as tarifas de 50% sejam aplicadas. O fundo GGRC11 fez oferta por galpão locado para a Renault, e a Vinci negocia a compra da Verde, mantendo Stuhlberger e Lumina como sócios. Na agricultura, o sul de Minas registrou granizo que gerou apreensão no café, embora com efeitos limitados, e o déficit de armazenagem em Mato Grosso chegou a 52 milhões de toneladas. No cenário internacional, EUA e China discutem uma trégua tarifária antes da reunião entre Trump e Xi, enquanto o atual acordo expira em 12 de agosto. Trump suspendeu controles de exportação de tecnologia para a China. A Samsung fechou acordo de US$ 16,5 bilhões para fornecer chips de IA à Tesla, e o PayPal passará a aceitar pagamentos em mais de 100 criptomoedas.

Tarifaço de 50%: Semana decisiva para o Brasil negociar com os EUA

O Brasil enfrenta uma das maiores tensões comerciais de sua história recente. A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras gerou um impasse diplomático e econômico sem precedentes. Com o prazo para início da medida marcado para 1º de agosto, esta semana tornou-se crucial para evitar danos severos ao comércio bilateral. Um anúncio que surpreendeu o Brasil Em 9 de julho de 2025, Donald Trump enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva comunicando a tarifa. A medida pegou o governo e o setor produtivo de surpresa, especialmente porque os EUA mantêm um superávit comercial com o Brasil de US$ 7,4 bilhões. Entre os 22 países notificados, o Brasil recebeu a taxa mais alta — até superior à aplicada à China, de 30%. Motivações políticas e impactos econômicos Embora o governo norte-americano aponte desequilíbrios comerciais, analistas indicam que a decisão é predominantemente política, possivelmente ligada a questões internas e ao processo judicial contra Jair Bolsonaro. O efeito imediato recairia sobre setores-chave da economia brasileira, como agronegócio, siderurgia, indústria aeroespacial e de dispositivos médicos. A Confederação Nacional da Indústria alertou que a medida poderia inviabilizar contratos de longo prazo e comprometer cadeias de produção inteiras. Resposta do governo brasileiro O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou o tarifaço como “político e insustentável”. Lula foi ainda mais incisivo: “Se nos cobrarem 50%, cobriremos 50%. Ao Brasil, se respeita.” O governo acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) e aprovou medidas recíprocas com base na nova Lei de Reciprocidade Comercial, prevendo tarifas equivalentes para produtos norte-americanos. Força-tarefa diplomática Com a tarifa prevista para entrar em vigor em poucos dias, o governo brasileiro, empresários e parlamentares intensificaram esforços em Washington. A estratégia é buscar adiamento da medida, mobilização do setor privado dos EUA e pressão junto à U.S. Chamber of Commerce. Até agora, porém, não houve avanço concreto. A Casa Branca afirma que a decisão final será de Trump, e fontes próximas ao governo americano sinalizam pouca margem para recuo. Cenário global e riscos A disputa eleva o risco de uma guerra comercial com impactos além das fronteiras brasileiras. Investidores internacionais já avaliam possíveis perdas em setores de exportação, enquanto especialistas alertam para pressão inflacionária, queda nos investimentos externos e reestruturação de cadeias produtivas globais. Diplomatas e analistas defendem que apenas soluções negociadas e multilaterais podem evitar uma escalada que afete não só Brasil e EUA, mas também o comércio internacional. Conclusão Com o prazo se aproximando, o Brasil vive uma semana decisiva para proteger suas exportações e evitar consequências econômicas profundas. O desfecho das negociações testará a habilidade diplomática do governo, a força do setor produtivo e a capacidade de articulação internacional diante de um dos maiores desafios comerciais já enfrentados pelo país.

MCall | 28/07/2025: Diesel dos EUA domina importações, Intercement troca de mãos e Milei corta impostos no agro

Credores da Intercement compraram crédito do Banco do Brasil e assumirão o controle da empresa. Em outro movimento relevante, o Carrefour vendeu sua operação na Itália por US$ 1,17 bilhão, reforçando sua estratégia de reestruturação global. A B3 estuda ampliar o horário de negociação de criptomoedas, com o objetivo de, futuramente, operar 24 horas por dia, alinhando-se à dinâmica dos mercados internacionais. Nas importações brasileiras de diesel, os Estados Unidos ultrapassaram a Rússia em julho, respondendo por 45% do volume, contra 35% dos russos. O país registrou um déficit de US$ 5,1 bilhões nas contas externas em junho. Com o risco de tarifas adicionais nos Estados Unidos, a Weg já planeja alterar suas rotas de exportação. No setor imobiliário, a proibição de aluguel por temporada em imóveis populares em São Paulo deve afetar a demanda por estúdios. Ainda nesta semana, o Rio de Janeiro inaugurará a maior usina termelétrica do Brasil, localizada em São João da Barra. No cenário agrícola, o presidente argentino Javier Milei anunciou a redução do imposto de exportação sobre soja e carne, buscando aliviar a carga tributária dos produtores. Empresas de café dos Estados Unidos também pressionam por isenção tarifária sobre o produto. No ambiente internacional, Estados Unidos e União Europeia fecharam um acordo para impor tarifas de 15% sobre produtos do bloco europeu. A União Europeia, em contrapartida, se comprometeu a comprar US$ 750 bilhões em energia, investir US$ 600 bilhões em território americano e adquirir grandes volumes de equipamentos militares. A Justiça dos Estados Unidos aprovou um crédito de US$ 1,6 bilhão para a Azul, que segue em recuperação judicial. Paralelamente, senadores americanos acusaram Donald Trump de abuso de poder contra o Brasil, enquanto o próprio ex-presidente declarou que, embora goste do dólar forte, acredita que a moeda fraca permite “ganhar muito mais”.

MCall | 25/07/2025: FGTS bilionário, tarifas em alta e Brasil na mira

No Brasil, a sexta-feira foi marcada por embates políticos e movimentações econômicas expressivas. O presidente Lula endureceu o tom com os EUA sobre as tarifas de importação: “Se Trump estiver trucando, vai tomar um seis”, disse. Enquanto isso, o governo anunciou que o FGTS deve distribuir cerca de R$ 13 bilhões de lucro aos trabalhadores, reforçando o poder de compra de milhões de brasileiros. O Ministério da Fazenda pediu que aliados da antiga gestão Bolsonaro “saiam do caminho” para facilitar as negociações com os americanos, acusando-os de atrapalhar os diálogos diplomáticos. O país também bateu recorde de arrecadação federal em junho, com R$ 234,6 bilhões, alavancado por IOF e apostas esportivas. Em meio à tensão, empresas se movimentam: a Raízen vendeu 55 usinas de energia por R$ 600 milhões, enquanto Yellowstone, Jive e Queiroz Galvão criaram bloco de controle na Brava Energia. Nos Estados Unidos, Donald Trump confirmou tarifa de 50% a países com os quais, segundo ele, “a relação não tem sido boa” — o Brasil, embora não citado diretamente, está claramente na linha de fogo. Os impactos já aparecem: as exportações do agro brasileiro aos EUA caem antes mesmo da aplicação oficial da sobretaxa, que já pressiona os preços da carne no mercado interno. Em resposta, o governo brasileiro tenta acelerar um acordo comercial com o México como forma de mitigar os danos. Internamente, o Banco Central revelou que dados de 46,8 milhões de chaves PIX foram expostos em vazamento ligado ao CNJ, gerando preocupações com segurança digital e privacidade. No cenário global, a tensão geopolítica ganha novo capítulo: a França anunciou que reconhecerá o Estado Palestino em setembro, medida duramente criticada por Israel, mas que elevará o número de países apoiando a causa para mais de 140. A União Europeia também se move, aprovando a possibilidade de retaliar com tarifas produtos norte-americanos que somam até € 93 bilhões. Apesar do ambiente instável, o Banco Central Europeu manteve os juros estáveis em 2% ao ano, adotando cautela diante do cenário inflacionário e da desaceleração global.

MCall | 24/07/2025: Socorro ao agro, leilão bilionário e novas alianças comerciais

O Brasil dá sinais de reação à crise provocada pelo tarifaço dos EUA. O governo anunciou o descongelamento de R$ 20,6 bilhões para reforçar o Orçamento e aprovou na Câmara um projeto que viabiliza leilões de óleo e gás com potencial de arrecadar mais R$ 20 bi. Para conter os impactos no comércio exterior, São Paulo criou uma linha de crédito subsidiado de até R$ 20 milhões por exportador, com juros de 0,27% ao mês + IPCA. No setor privado, o iFood negocia a compra da Alelo por R$ 5 bilhões, o que pode consolidar seu domínio no mercado de delivery e vale-refeição/alimentação. Já no ensino, o alerta vem do MEC: quase 70% dos polos EAD correm risco de fechar. Nos Estados Unidos, Trump firmou um novo acordo com o Japão, que aceitará tarifa de 15% em produtos exportados, e ameaça impor tarifas mais altas a países que se recusarem a abrir seus mercados aos americanos. Um acordo semelhante está sendo negociado com a União Europeia, o que ampliaria o isolamento comercial do Brasil. A Casa Branca ainda avalia prorrogar a trégua nas tarifas com a China por mais 90 dias, enquanto o mercado americano segue aquecido: o Switch 2 bate recorde com 1,6 milhão de unidades vendidas, e o fenômeno de brinquedos “Labubu” triplicou a receita da Pop Mart, elevando a fortuna do CEO para US$ 20 bilhões. No mundo dos investimentos, o Brasil nadou contra a maré e retirou R$ 156 milhões de fundos de criptomoedas, enquanto no exterior o uso desses ativos continua em expansão. O setor agro vive dias de ajuste: o tarifaço pode provocar perdas de até US$ 5,8 bilhões no agronegócio brasileiro, que, por outro lado, comemora a reabertura dos mercados de frango na Albânia e Turquia. No hemisfério sul, a Argentina avança na indústria do arroz, ganhando espaço perdido pelo Brasil, e o Patria lidera financiamento de oleoduto de US$ 2 bilhões no país vizinho, em parceria com grandes bancos.

MCall | 23/07/2025: Exportações travadas, cortes na carne e tensão global sobre tarifas

No Brasil, as exportações correm contra o tempo — ou melhor, corriam: com o prazo logístico encerrado, as empresas não têm mais como enviar mercadorias aos EUA antes da entrada em vigor do tarifaço, encerrando a tentativa de driblar o novo imposto. O impacto já se reflete: a compra de carne brasileira pelos EUA despencou 80% em 3 meses. Enquanto isso, o governo comemora aumento de receitas e descongela R$ 20,6 bilhões para novos gastos, ainda que críticas internas cresçam quanto aos juros altos do consignado CLT. No front político, Brasília cogita novos nomes para a presidência da CVM e prepara a inauguração de um escritório de representação tributária em Pequim, para aprofundar os laços com a China. Nos Estados Unidos, a ala trumpista assume o protagonismo: Eduardo Bolsonaro revelou que o governo Trump já avaliava o tarifaço antes de anunciá-lo, o que levanta suspeitas e fortalece o pedido da AGU por investigação de insider trading. Em paralelo, grandes empresas começam a se reposicionar: a Coca-Cola vai lançar uma versão com açúcar de cana (supostamente sob pressão política), e o JP Morgan estuda aceitar criptoativos como garantia para empréstimos — um marco considerando que, há menos de um ano, seu CEO comparava o Bitcoin à bolha das tulipas. Ainda nos negócios, a Totvs comprou a Linx da Stone por R$ 3 bi, enquanto a Stone deve vender o Reclame Aqui. No cenário global, a União Europeia ameaça reagir ao tarifaço dos EUA com um pacote suspenso de €21 bilhões em tarifas, cujo prazo vence em 6 de agosto. A Argentina surpreendeu positivamente com um crescimento econômico de 5% em maio, completando sete meses consecutivos de alta, enquanto a tensão geopolítica voltou a subir com os EUA enviando armas nucleares ao Reino Unido pela primeira vez em 17 anos. Ainda no agro, o Brasil avisou que não aceitará reabrir o acordo com o Mercosul, e a produção interna de ureia promete atender 35% da demanda em dois anos. Para completar, a “guerra tarifária” se estende: as Filipinas pagarão 19% para acessar o mercado americano, enquanto os EUA seguem favorecendo seus próprios aliados.

MCall | 22/07/2025: Tarifaço avança, Brasil no foco e ativos digitais ganham novo impulso

No Brasil, as tensões institucionais seguem em alta. Após uma entrevista concedida por Jair Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes deu 24 horas para que sua defesa explique possíveis descumprimentos de medidas cautelares — com risco de prisão caso não se manifeste. Paralelamente, a AGU pediu investigação sobre suposto insider trading no mercado de câmbio, envolvendo a antecipação da medida tarifária imposta pelos EUA. Mesmo com o Congresso entrando em recesso, o ambiente político permanece turbulento. No setor privado, incorporadoras têm comprado antigas agências bancárias para driblar a escassez de terrenos, e o governo estuda um plano de apoio a empresas impactadas pelas tarifas. Enquanto isso, agências internacionais apontam que a taxa de 50% sobre exportações brasileiras pode ser mantida. Nos EUA, os reflexos do “Tarifa Brasil” continuam repercutindo em diferentes setores: importadores americanos de suco de laranja questionam a legalidade da medida na Justiça, enquanto pecuaristas comemoram e pressionam por proibição da carne brasileira. O mercado de criptoativos segue em alta: a Trump Media acumula US$ 2 bilhões em bitcoin e a Block (empresa de Jack Dorsey) foi incluída no índice S&P 500, um marco simbólico.

MCall | 21/07/2025: Bolsonaro alvo da PF, cripto ultrapassa US$ 4 tri e tensão comercial se agrava

O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao centro das atenções após ser alvo de uma nova operação da Polícia Federal, que determinou o uso de tornozeleira eletrônica. A ofensiva causou repercussão política imediata e acentuou a percepção de instabilidade, especialmente entre empresários que já se mostravam preocupados com as dificuldades em negociar exceções ao “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos. A proposta em avaliação por empresas americanas seria listar produtos brasileiros — como o café — que não possuem equivalente nos EUA, permitindo que escapem das novas alíquotas. Enquanto isso, o governo Lula segue pressionado por críticas ao aumento de impostos desde a posse, mesmo com algumas notícias positivas no fiscal, como a saída de quase 1 milhão de famílias do Bolsa Família, que deve gerar economia de R$ 470 milhões em um mês. No mundo dos negócios, o movimento corporativo segue intenso: a Rede D’Or prepara uma oferta pelo Grupo Fleury, avaliado em R$ 6,9 bilhões — com o Bradesco, dono de 24,9% da empresa, indicando apoio à possível fusão. Em outra frente, a Chevron venceu a disputa legal contra a Exxon e seguirá com a aquisição da Hess, avaliada em US$ 53 bilhões, enquanto a britânica Reckitt vendeu marcas de cuidados domésticos por US$ 4,8 bilhões à Advent. Já na esfera regulatória, o presidente da CVM anunciou sua renúncia após três anos no cargo, alegando motivos pessoais. Nos aeroportos, o fluxo de alta renda segue firme: novos investimentos em terminais têm ampliado as salas VIP — reforçando o contraste com o clima de incerteza política. Globalmente, o destaque é o avanço das criptomoedas: o valor de mercado dos ativos digitais ultrapassou a marca de US$ 4 trilhões, impulsionado por decisões estratégicas em grandes economias. Os EUA regulamentaram o uso de stablecoins, marco importante que promete consolidar a presença desses ativos no sistema financeiro. Ao mesmo tempo, Donald Trump anunciou planos para abrir o mercado de previdência americana a investimentos em cripto, o que pode gerar uma nova onda de adoção institucional. Ainda nos Estados Unidos, Trump entrou com um processo bilionário contra o Wall Street Journal e Rupert Murdoch, estimado em “pelo menos” US$ 10 bilhões. Na China, o Banco Central manteve as taxas de juros inalteradas em julho, como esperado. E, no front diplomático, o Canadá quer fechar um acordo com o Mercosul para reduzir sua dependência dos EUA, enquanto a União Europeia endurece novas medidas contra a Rússia. Já no setor agro, o Brasil voltou a exportar aves ao Kuwait — que, por sua vez, proibiu a compra dos EUA — e relembrou os 50 anos da geada negra que devastou a cafeicultura nacional.

Supremo restabelece aumento do IOF e suspende parte vetada pelo Congresso

Na última quarta-feira (16 de julho de 2025), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu revalidar o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que elevou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A medida havia sido barrada pelo Congresso — em uma votação expressiva de 383 a 98 — mas foi retomada unilateralmente pelo ministro Reddit. O que muda com a decisão Contexto político O que é o IOF O IOF é um tributo federal incidente sobre operações de crédito, câmbio, seguros e modalidades financeiras. Ele pode ser ajustado por decreto quando utilizado com finalidades econômicas específicas, como controle de capital e incentivos, conforme previsto na Constituição (art. 153, §1º) Reddit. Decisão controversa A decisão de Moraes gerou forte polêmica: Por que isso é relevante para você Resumo rápido Item Detalhes Aumento do IOF Validado pelo STF “Risco sacado” Suspenso Receita esperada Cai de R$ 31,2 bi para cerca de R$ 27,7 bi em 2026 Reação do Congresso Votou contra, criticou medida Justificativa do Executivo Defesa dos mecanismos de governo Conclusão A decisão de Alexandre de Moraes restabelece o poder do Executivo para ajustar tributos via decreto, ainda que com restrições pontuais. É um episódio emblemático para a dinâmica entre os três Poderes da República e terá impacto direto no custo das operações financeiras no Brasil. Para os consumidores, é hora de atenção redobrada em empréstimos e financiamentos.

MCall | 18/07/2025: IOF, agro, techs e tarifas — Brasil entra em rota de colisão com os EUA

O novo IOF finalmente foi detalhado: deve render R$ 11,5 bilhões em receitas, aliviando a pressão fiscal do governo — ao menos no curto prazo. A novela, no entanto, ainda não acabou: a Receita informou que a cobrança retroativa não é obrigatória, deixando brechas e incertezas jurídicas no caminho. E apesar da alta na alíquota do câmbio, o Bitcoin ficou fora do escopo, o que deve favorecer o uso de stablecoins atreladas ao dólar nas operações internacionais — um movimento que pode enfraquecer ainda mais o real no longo prazo. No Congresso, uma sequência de decisões com forte impacto: o Senado aprovou, em votação simbólica, o reajuste para militares, enquanto a Câmara passou uma pauta bomba liberando R$ 30 bilhões ao agro — com uso do Fundo Social para quitar dívidas. Já entre a população, 85% rejeitam aumento no número de deputados, segundo nova pesquisa. No mundo dos negócios, o “trade eleitoral” já começou, segundo o Bank of America, com gestores antecipando posições baseadas em cenários políticos. No Brasil, Lula elevou o tom e prometeu taxar as big techs americanas, enquanto Trump divulgou nova carta em defesa de Bolsonaro. O clima entre os países segue tenso. E, para completar, o ex-presidente americano agora promete que a Coca-Cola usará açúcar de cana dos EUA, adicionando mais lenha ao protecionismo eleitoral. A Uber investiu US$ 300 milhões na Lucid Motors, mirando o futuro dos táxis-robôs — enquanto aqui, a Petrobras avalia voltar ao varejo de combustíveis, em tentativa de conter os preços e aliviar o custo político. A dúvida é se isso inclui alguma reaproximação com a Vibra Energia, ex-BR Distribuidora, cujo contrato de uso da marca Petrobras vence em 2029. E falando em negócios, a própria Vibra está negociando com a Cosan a compra da Moove, o que poderia ampliar sua atuação em lubrificantes. Ainda no Brasil, Lula também abriu crédito extraordinário de R$ 3,3 bi para ressarcir aposentados vítimas de fraudes no INSS — uma conta que, no fim, cai direto no colo do contribuinte. E o FMI manteve a projeção de crescimento em 2,3%, mas alerta: a dívida pública brasileira pode atingir o pico só em 2029. No agro, a escalada tarifária dos EUA segue derrubando previsões: o setor pecuário pode perder até US$ 1,3 bi, e Trump mira o etanol brasileiro. Em contrapartida, a Câmara aprovou o uso do Fundo Social para ajudar os produtores rurais, e um dado chama atenção: os polinizadores respondem por até 25% do valor da produção agrícola brasileira — um lembrete do peso ambiental e estratégico da biodiversidade. 🌎 No mundo: a China restringe exportações de tecnologias para carros elétricos, uma resposta direta ao cerco tecnológico liderado por EUA e UE. Alemanha vetou o aumento do orçamento europeu para € 2 trilhões. A tensão chegou até o Canal do Panamá, onde a China ameaça bloquear um acordo portuário se sua gigante de transporte não for incluída. E, em uma nota curiosa, Trump foi diagnosticado com insuficiência venosa crônica — uma notícia médica que não deve interferir na sua movimentação eleitoral, mas certamente entrará no noticiário. 📉 Resumo do dia: Brasília avança com IOF e libera verbas bilionárias para o agro. O Brasil desafia as big techs dos EUA, enquanto Trump segue inflamando o comércio global. Negócios e eleições caminham juntos — e o clima geopolítico só esquenta.