MCall | 11/08/2025: Guerra comercial avança: tarifas, exportações e rearranjos na indústria marcam o cenário global

No Brasil, os impactos das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump já começam a reconfigurar setores inteiros. A Taurus, fabricante de armamentos, decidiu transferir parte de sua linha de montagem para os Estados Unidos para contornar barreiras comerciais. No agronegócio, gigantes como Bunge e Mosaic sentem o peso das novas taxações, enquanto a carne bovina brasileira alcança recorde de exportações, impulsionada pela valorização do produto nos mercados concorrentes. No setor industrial, a chilena Arauco anunciou investimento de US$ 1 bilhão para escoar a produção de celulose do Mato Grosso até o Porto de Santos, quase toda voltada à exportação, evidenciando a estratégia de manter presença global mesmo em ambiente de incerteza comercial. Nos Estados Unidos, o destaque foi o acordo que permitirá à Nvidia e à AMD retomar a venda de chips para a China, mediante pagamento de 15% das receitas ao governo norte-americano. A medida, que afeta inclusive o chip H20 — desenvolvido para driblar restrições anteriores —, reacende o debate entre segurança nacional e competitividade industrial. Paralelamente, Washington aplicou tarifas sobre barras de ouro, provocando reações no mercado financeiro. A política comercial mais dura de Trump continua a gerar ajustes em cadeias de fornecimento, forçando empresas de diversos setores a reconsiderar seus fluxos de produção e distribuição. Na China, Pequim limitou a promoção de stablecoins, em tentativa de reduzir a volatilidade e controlar o apetite dos investidores locais por ativos digitais. As restrições ocorrem enquanto o país lida com os efeitos indiretos das tarifas norte-americanas e busca acelerar sua capacidade tecnológica doméstica, em especial no setor de semicondutores. Em meio a esse ambiente, o comércio global de commodities também se adapta: o setor cafeeiro brasileiro estuda triangular exportações por meio da União Europeia para acessar o mercado americano, contornando a tarifa de 50% imposta aos grãos nacionais. O quadro reforça que, entre tarifas, negociações estratégicas e reposicionamentos industriais, a geopolítica comercial segue redesenhando o mapa da economia mundial.

Trump taxará chips em 100%, SP pune postos que compram de sonegadores.

No Brasil, a tensão comercial ganha força com a decisão do governo de acionar os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC), após o aumento das tarifas norte-americanas sobre chips semicondutores brasileiros. As novas taxas, que chegaram a até 50%, impactam diretamente as exportações do setor de tecnologia e alimentam preocupações sobre uma escalada protecionista. Em paralelo, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o Brasil está em diálogo com parceiros estratégicos para garantir a continuidade do fornecimento de combustíveis, após novas sinalizações de instabilidade nos fluxos internacionais. A medida é preventiva, visando proteger o abastecimento interno diante de riscos logísticos e geopolíticos. Nos Estados Unidos, a política comercial externa voltou ao centro das atenções com as medidas protecionistas adotadas pelo ex-presidente Donald Trump, que pretende aplicar tarifas de até 60% sobre produtos chineses e de 50% para o Brasil, como parte de sua plataforma de campanha para 2024. A movimentação sinaliza um endurecimento das relações comerciais e levanta temores sobre uma possível fragmentação das cadeias globais de suprimento. O Federal Reserve, por sua vez, segue monitorando o mercado de trabalho e a inflação, com os dados mais recentes indicando resiliência no emprego, mas mantendo cautela quanto ao cronograma de possíveis cortes de juros. Na China, o foco recai sobre a desaceleração da demanda industrial e a fragilidade do setor imobiliário, fatores que continuam pesando sobre a recuperação econômica do país. A decisão de Pequim de restringir ainda mais a exportação de terras raras, insumos fundamentais para a indústria de tecnologia global, foi interpretada como uma resposta estratégica às barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos e seus aliados. A medida reforça o clima de incerteza no comércio internacional e intensifica a disputa por controle de cadeias críticas de produção em meio à crescente rivalidade geopolítica.

Tarifaço de Trump: tarifas de 50 % sobre produtos brasileiros entram em vigor em 6 de agosto

Contexto e fundamentos da ordem Em 30 de julho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que eleva as tarifas de importação sobre produtos brasileiros de 10 % para 50 %. A justificativa oficial citou uma “emergência nacional” motivada por políticas brasileiras consideradas “incomuns e extraordinárias”, incluindo supostas violações de liberdade de expressão nos EUA, além da judicialização do ex-presidente Jair Bolsonaro. A nova tarifa entra em vigor às 00h01 (horário de Brasília) do dia 6 de agosto de 2025, considerando diferenças entre fusos horários. Impactos imediatos A sobretaxa afeta mais de 3,8 mil produtos brasileiros, incluindo setores-chave como carne bovina, café e frutas. Entretanto, quase 700 itens estão isentos da nova tarifa e continuam com a alíquota original de 10 %. Setores como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, fertilizantes, energia e minérios não serão impactados pela alta de 50 %. Segundo dados do governo brasileiro e fontes especializadas, os produtos atingidos representam cerca de 35 % do valor total das exportações brasileiras para os EUA. Reação do Brasil e próximos passos O governo de Luiz Inácio Lula da Silva respondeu através da Organização Mundial do Comércio (OMC), formalizando uma reclamação contra a medida. Internamente, a Casa Civil e o Ministério da Economia trabalham em eventuais retaliações e negociações setoriais, com proposta de reduzir tarifas para setores como minerais críticos e terras raras. O Ministro da Fazenda Fernando Haddad anunciou que Fará uma ligação com o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na próxima semana, com possibilidade de reunião presencial dependendo dos resultados. Projeções econômicas Ainda que seja uma das tarifas mais severas já impostas, economistas vêm projetando impacto modesto no PIB brasileiro, de aproximadamente 0,15 ponto percentual em 2025, com previsão de manutenção do crescimento da economia em nível global, segundo estimativas da XP e Goldman Sachs. A resiliência brasileira se apoia na diversificação comercial: atualmente, apenas 12 % das exportações vão aos EUA, enquanto a China já absorve cerca de 28 %. Como resposta imediata, a China aprovou 183 exportadores brasileiros de café, oferecendo uma rota alternativa ao mercado americano. Cenário diplomático O anúncio marca um agravamento das tensões entre Brasil e Estados Unidos, em função de sanções anteriores contra membros do Supremo Tribunal brasileiro e acusações cruzadas sobre interferência política. O Brasil busca soluções multilaterais e fortalecimento de parcerias com outras potências emergentes. Resumo-prático Item Detalhe Data em vigor 6 de agosto de 2025 Alíquota vigente 50 % (10 % original + 40 %) Produtos afetados Cerca de 35 % das exportações brasileiras para os EUA (carne, café, frutas, etc.) Isenções Suco de laranja, aeronaves, energia, fertilizantes e cerca de 700 itens Reação brasileira Ação na OMC, negociações e medidas de mitigação Perspectiva econômica Impacto limitado, com redirecionamento de exportações para outros mercados O Tarifaço de Trump tornou-se oficial na data prevista, e enquanto seus efeitos serão sentidos em setores estratégicos, os analistas acreditam que o Brasil poderá contornar o pior impacto por meio de alternativas comerciais e resiliência econômica.

MCall | 06/08/2025: NFL compra parte da ESPN e Brasil registra maior contrato global de IoT, impulsionando investimentos e comércio exterior

O mercado brasileiro registrou alta de 0,29% no Ibovespa, impulsionado por negócios bilionários e movimentações relevantes no setor de tecnologia e esportes. A NFL adquiriu 10% da ESPN em troca de ativos de mídia, enquanto Sabesp e Vivo fecharam o maior contrato de Internet das Coisas do mundo, prevendo a instalação de 4,4 milhões de hidrômetros inteligentes em São Paulo, com investimento de R$ 3,8 bilhões. No cenário doméstico, a importação de pequeno valor caiu ao menor nível desde 2021 após a chamada “taxa das blusinhas”, e o governo brasileiro estuda reduzir o custo para obtenção da CNH de R$ 4 mil para até R$ 750. Lula afirmou que não ligará para Donald Trump para tratar das tarifas, mas pretende convidá-lo para a COP30. Além disso, o Brasil ficou de fora da lista de países que precisarão pagar caução para obtenção de vistos americanos, e os portos nacionais bateram recordes de embarques devido à corrida de exportações para os EUA. A Embraer sinalizou aporte de US$ 500 milhões em linha de defesa nos EUA para zerar tarifas. No setor agropecuário, a Mantiqueira negocia a aquisição de uma granja de aves poedeiras nos EUA, e o governo de Goiás criou um fundo para impulsionar investimentos no agro. No cenário internacional, Donald Trump anunciou que aumentará substancialmente as tarifas sobre a Índia devido à compra de petróleo russo, elevando o clima de tensão comercial. O déficit comercial dos EUA diminuiu para US$ 60,2 bilhões em junho, resultado de queda tanto nas exportações quanto nas importações, em especial de bens de consumo, sinalizando os efeitos do tarifaço. O Brasil, por sua vez, tem ajudado a Argentina a conter a inflação com o aumento das exportações de carne bovina. Além disso, Trump deve assinar um projeto que protege criptomoedas de possíveis restrições pelos bancos. No setor de tecnologia, a Reflection AI, fundada por ex-pesquisadores da Google DeepMind, levantou US$ 1 bilhão para o desenvolvimento de um modelo de linguagem de código aberto, marcando mais um avanço na corrida da inteligência artificial.

MCall | 05/08/2025: ETF cai com prisão de Bolsonaro e China limita terras raras para o Ocidente.

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de volatilidade, marcado por tensões políticas e externas. O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,40%, enquanto o ETF brasileiro EWZ recuou após a decisão do STF de determinar prisão domiciliar a Jair Bolsonaro, elevando preocupações sobre possíveis reações de Donald Trump. No campo econômico, o ministro Fernando Haddad deve levar aos EUA um acordo de cooperação envolvendo terras raras, recurso estratégico para a indústria tecnológica. Paralelamente, o investimento chinês no Brasil atingiu recorde no primeiro semestre, superando US$ 379 milhões, com forte diversificação. No entanto, o tarifaço imposto pelos EUA começa a suspender operações de fusões e aquisições no país, prejudicando o interesse internacional. No cenário corporativo, a BP anunciou a maior descoberta de petróleo e gás no Brasil em 25 anos, enquanto o governo brasileiro vai priorizar a indústria nacional na compra de R$ 2,4 bilhões em equipamentos para o SUS. O Spotify comunicou aumento de preços do serviço Premium a partir de setembro, e o país registrou a criação de 166,6 mil vagas de emprego em junho, segundo dados do Caged. No setor agrícola, fusões e aquisições caíram 28% no primeiro semestre, e produtores de café avaliam estocar parte da produção para exportação somente em 2026. No cenário global, a China iniciou medidas para limitar o fornecimento de terras raras destinadas à indústria bélica ocidental, afetando diretamente a cadeia produtiva global. Donald Trump afirmou que pode repassar parte da arrecadação das tarifas aos cidadãos americanos de média e baixa renda, e a União Europeia decidiu suspender por seis meses as medidas de retaliação aos EUA. Além disso, o ChatGPT deve alcançar 700 milhões de usuários semanais ativos, um aumento de 200 milhões desde março.

Inflação em queda… com cautela

Na última segunda-feira, 4 de agosto de 2025, o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, registrou a décima revisão seguida para baixo na projeção da inflação em 2025. A estimativa do IPCA caiu de 5,09% para 5,07%  . Essa continuidade na queda sinaliza um movimento gradual de desaceleração nos preços, ainda que o índice permaneça acima do teto da meta estabelecida pelo CMN. Perspectivas para os próximos anos Para 2026, a previsão também teve recuo, passando de 4,44% para 4,43%  . Já as expectativas para 2027 e 2028 permanecem estáveis, em 4,00% e 3,80%, respectivamente  . PIB e câmbio em estabilidade O crescimento do PIB para 2025 segue inalterado em 2,23% pela quarta semana consecutiva  . Já o câmbio deve fechar 2025 em R$ 5,60 por dólar, sem alterações desde a última leitura  . Juros sem alívio A previsão para a taxa Selic segue firme em 15% ao ano para o fim de 2025, sem sinal de corte no curto prazo  . O que esses números dizem? 1. Inflação recua, mas ainda é alta:O fato de a inflação estar em queda por dez semanas consecutivas indica uma tendência de controle dos preços. No entanto, o patamar de 5,07% continua acima da meta máxima, sugerindo que o Banco Central enfrentará desafios até alcançar a zona de conforto inflacionária. 2. Crescimento econômico lento e constante:O PIB de 2,23% representa um ritmo moderado de expansão. Esse desempenho sugere que, embora haja uma recuperação, ela permanece contida e sujeita a choques externos ou internos. 3. Juros em patamar elevado:A Selic em 15% mantém o crédito caro, impactando empresas e consumidores. Apesar disso, a persistência da taxa sugere que o Banco Central aposta em disciplina fiscal e estabilidade cambial para reduzir a inflação. Impactos para diferentes públicos – Consumidores: poder de compra ainda limitado; reajustes e preços sob pressão.– Empresas: custo de financiamento elevado dificulta investimentos e expansão. – Investidores: renda fixa segue atraente; ações e crédito sofrem com juros altos.Políticos e gestores Cautela nos gastos públicos para evitar impactos inflacionários. O que esperar adiante? A continuidade da queda gradual da inflação sugere um cenário de controle, mas ainda distante da meta do CMN. Em contrapartida, juros elevados e câmbio estável indicam que o mercado está apostando na cautela como política monetária e fiscal. Apesar da trajetória positiva no Índice de Preços, a economia brasileira segue sob pressão — seja pelo câmbio firme, taxas de juros restritivas ou crescimento econômico moderado. O mercado segue atento às próximas decisões do Copom e às variáveis que envolvem o contexto externo. Conclusão O boletim de hoje, 4 de agosto de 2025, reforça um movimento consistente de desaceleração da inflação, mas sem trégua nos juros. O crescimento modesto do PIB e a estabilidade cambial revelam um cenário de transição — ainda desalinhado com as metas ideais, mas bem direcionado. Fique de olho nas próximas edições do Focus para acompanhar se essa trajetória se mantém ou se o ritmo desacelera.

MCall | 04/08/2025: China habilita exportadoras de café e Trump move submarinos para perto da Rússia.

O mercado financeiro brasileiro encerrou em queda de 0,48%, refletindo a instabilidade internacional provocada por novos desdobramentos políticos e econômicos. Marcopolo teve a maior alta do dia, enquanto o Banco do Brasil liderou as perdas. Entre as ações com volumes atípicos, BRFS3, BBAS3 e CSAN3 se destacaram. O cenário político e econômico trouxe várias movimentações relevantes. Países solicitaram a mudança da COP30 de Belém, alegando preços abusivos e infraestrutura insuficiente. No campo jurídico, o PT acionou o STF para impedir que bancos apliquem sanções contra Alexandre de Moraes, enquanto as instituições financeiras definiram quais operações serão liberadas ou bloqueadas após as punições impostas pelos EUA. Além disso, Donald Trump anunciou tarifas globais com o Brasil recebendo a taxa mais alta. A B3 também enfrentou problemas técnicos que impediram a atualização dos índices. No ambiente corporativo, a Prosus, controladora do iFood, iniciou a venda de sua participação na Meituan, após a chinesa decidir entrar no mercado brasileiro. A fusão entre BRF e Marfrig foi aprovada pelos acionistas minoritários, consolidando a união das empresas, enquanto a norueguesa Visma adquiriu a Conta Azul em uma transação estimada em R$ 1,7 bilhão. No setor brasileiro, a China habilitou 183 exportadoras de café, um movimento que coincide com o início do tarifaço de Trump, mas que tem pouco impacto imediato no câmbio, já que o volume exportado para os EUA é pequeno e parte dele foi isento. Setores produtivos devem solicitar ao governo a suspensão da alta do IOF para compensar os efeitos das tarifas. O Conselho Monetário Nacional aprovou novas regras para o FGC, portos projetam retomada das exportações após as isenções anunciadas, Haddad garantiu que o plano de contingência fiscal respeitará as metas estabelecidas e a Gerdau informou que reduzirá investimentos no país. No agronegócio, a carne bovina pode ainda escapar das tarifas de Trump, segundo o CEO da JBS, enquanto ex-funcionários do Grupo Safras criticaram a recomendação de buscar “um plano B” para enfrentar o cenário. No panorama internacional, Donald Trump ordenou o deslocamento de submarinos nucleares para áreas próximas da Rússia, elevando tensões militares antes do prazo dado para um cessar-fogo na Ucrânia. Nos EUA, o mercado de trabalho apresentou desaceleração, com a criação de 73 mil vagas em julho, abaixo da expectativa, e a taxa de desemprego subiu para 4,2%. A Opep+ anunciou aumento na produção de petróleo para expandir sua participação no mercado, e a Apple revelou planos de investir pesadamente em inteligência artificial para recuperar terreno no setor.

MCall | 01/08/2025: EUA Intensificam Tarifas, Brasil se Torna Alvo no Agronegócio e Mercado de Bitcoin Dispara

O mês de agosto começou com queda no Ibovespa, que recuou 0,69% na sessão, acumulando perda de 4,17% no mês. A Usiminas liderou as altas, avançando 5,80%, enquanto a Marfrig registrou a maior baixa, com queda de 10,20%. Entre os papéis com movimentação incomum, destacaram-se ABEV3, com volume 5,06 vezes acima da média, MRFG3, com 2,64 vezes, e TIMS3, também com 2,64 vezes a média diária. O dia foi marcado por novas tensões envolvendo a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. O Goldman Sachs projetou que a tarifa efetiva imposta pelos EUA ao Brasil será de 30,8%, impactando diretamente o agronegócio brasileiro. Segundo dados divulgados pelo governo, 35,9% das exportações brasileiras serão atingidas pelas novas tarifas, enquanto 45% dos produtos terão isenção e outros 20% não sofrerão alterações. A situação tem preocupado a população: pesquisa Datafolha revelou que 89% dos brasileiros acreditam que a medida prejudicará a economia. O Congresso norte-americano também encomendou um relatório de inteligência para investigar o interesse chinês pelo setor agrícola brasileiro, colocando o país no centro da atenção estratégica dos EUA pela primeira vez. Em resposta, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que os gastos destinados ao apoio dos trabalhadores afetados poderão ser retirados da meta fiscal para aliviar o impacto. No cenário político e corporativo, Alexandre de Moraes voltou a ser destaque após gesto polêmico durante uma partida do Corinthians. A Unifique atribuiu a um vídeo no YouTube a oscilação atípica em suas ações, enquanto Mark Zuckerberg revelou em carta aberta sua nova obsessão pela chamada Superinteligência Artificial. Em outra frente geopolítica, a Índia bloqueou uma parceria econômica no Brics. No mercado de criptomoedas, “baleias” que não movimentavam ativos há 14 anos transferiram R$ 10 bilhões em Bitcoin, reforçando o interesse institucional. No setor empresarial, a CSN vendeu R$ 263,3 milhões em ações da Usiminas para a Globe Investimentos, ligada à família Batista. Após cinco décadas à frente da Bridgewater, Ray Dalio encerrou definitivamente sua participação na gestora. No segmento de private equity, a QI Tech levantou mais US$ 63 milhões com a General Atlantic para impulsionar fusões e aquisições, enquanto a HR tech mineira Yapp captou R$ 6 milhões com investidores-anjo para escalar processos seletivos por meio de inteligência artificial. No agronegócio, exportadores de carne bovina descartaram a possibilidade de retaliação imediata e enxergam espaço para negociação com os Estados Unidos. Já o café brasileiro, essencial para o mercado americano, não foi poupado das tarifas, reforçando a dependência dos EUA do produto nacional. No cenário internacional, Donald Trump prorrogou por 90 dias o acordo comercial com o México, firmou um novo tratado com o Paquistão e elevou de 25% para 35% a tarifa sobre produtos canadenses. Os Estados Unidos também anunciaram uma lista de tarifas que variam entre 15% e 41% para diversos países, com entrada em vigor marcada para 7 de agosto. Paralelamente, a Suprema Corte americana avalia se Trump possui autoridade legal para impor unilateralmente uma guerra comercial global. A Argentina, por sua vez, anunciou que concederá cidadania a estrangeiros que realizarem investimentos relevantes no país, buscando atrair capital e acelerar o crescimento econômico.

MCall | 31/07/2025: Selic parada em 15%, Moraes proibido de transacionar em dólar enquanto bancos aguardam detalhes da punição.

Nesta quinta-feira, 31 de julho, o mercado financeiro encerrou o dia com alta, mas ainda acumulando perdas no mês. O Ibovespa avançou 0,95% na sessão, enquanto no acumulado mensal registra queda de 3,5%. A Embraer foi o destaque positivo, com valorização de 10,93%, enquanto a Engie Brasil teve a maior baixa, recuando 2,39%. Entre os papéis com volumes atípicos, chamaram atenção EMBR3, com 2,57 vezes a média, RAIZ4, com 2,40 vezes, e SUZB3, com 2,28 vezes a média diária. Nos destaques do dia, Alexandre de Moraes foi punido pelos Estados Unidos com a Lei Magnitsky, norma geralmente aplicada contra ditadores e terroristas. Senadores brasileiros que estiveram em Washington alertam que a crise pode se intensificar nos próximos 90 dias. Apesar da medida, Moraes não possui bens nem investimentos no país. O setor automotivo também movimentou o noticiário, com a BYD respondendo a uma carta enviada ao presidente Lula por quatro grandes montadoras. No cenário internacional, Donald Trump anunciou tarifa de 25% sobre a Índia e novas multas por comércio com a Rússia. No esporte, jornais espanhóis afirmam que Vinícius Júnior tornou-se oficialmente um problema para o Real Madrid. Já no setor financeiro, o JPMorgan anunciou que permitirá investimentos em criptomoedas para clientes. O ambiente de negócios foi marcado pela aquisição de participação da XP na Inove, um escritório de assessoria com R$ 7 bilhões sob gestão. Além disso, a Home24 vendeu sua fatia de 42,7% na Toky – união de Mobly e Tok&Stok – para um grupo de gestoras liderado pela GTF Capital, de Rafael Ferri. No Brasil, bancos acionaram seus departamentos jurídicos e determinaram que todas as transações em dólar envolvendo Moraes estão suspensas até que haja clareza sobre a extensão das punições. O governo avalia recorrer a crédito extraordinário para enfrentar os impactos do tarifaço e evitar descumprir a meta fiscal de 2025. Algumas mercadorias, como petróleo, suco de laranja e aviões, ficaram de fora da nova taxação, e produtos embarcados antes da medida poderão ser desembarcados até 5 de outubro sem incidência da tarifa. O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano. No campo corporativo, a Opera abriu processo no CADE contra a Microsoft, alegando práticas anticompetitivas, enquanto a Petrobras reportou aumento de 8% na produção de petróleo e gás no segundo trimestre. No setor agropecuário, o bloqueio orçamentário compromete o desempenho do seguro rural no país, e o Brasil pode perder até US$ 1 bilhão em exportações de carne bovina para os Estados Unidos no próximo ano em razão do tarifaço. No cenário internacional, o PIB dos Estados Unidos cresceu 3% no segundo trimestre, acima das expectativas. O avanço foi impulsionado pelo aumento nas importações, reflexo da corrida de empresas para antecipar estoques antes da entrada em vigor das tarifas. A Índia ultrapassou a China e tornou-se a maior exportadora de smartphones para os EUA, movimento apoiado pela Apple em meio às tensões comerciais com Pequim. O Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas pela quinta vez consecutiva, enquanto a OpenAI atingiu receita anualizada de US$ 12 bilhões, embora com aumento de custos. Um acordo firmado entre Estados Unidos e Coreia do Sul definiu tarifas de 15% para produtos exportados de Seul.

MCall | 30/07/2025: iFood faz aquisição bilionária, Zambelli é presa em Roma e tensão tarifária entre EUA e China aumenta

O Ibovespa encerrou o dia com alta de 0,45%, embora acumule queda de 6,94% no mês. Embraer liderou as altas (+3,76%), enquanto Magazine Luiza teve a maior queda (-2,79%). Entre as ações com volume atípico destacaram-se BBSE3, STBP3 e SMTO3. O Governo Federal estuda o fim da obrigatoriedade de autoescola para obtenção da CNH. A arrecadação de cartórios atingiu R$ 3,5 bilhões em 2024, e o ranking de emissão de COEs foi divulgado. Gleisi Hoffmann afirmou que Lula pode negociar diretamente com Donald Trump, embora o presidente americano não demonstre interesse. O governo dos EUA ofereceu R$ 140 milhões por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro. No setor corporativo internacional, a Novo Nordisk reduziu suas projeções de vendas e lucros para 2025, derrubando suas ações, enquanto o BCE alertou que stablecoins em dólar podem ameaçar a autonomia monetária europeia. O iFood adquiriu 20% da CRMBonus, com possibilidade de compra total da empresa em até três anos por R$ 10 bilhões. A Berkshire Hathaway vendeu parte de suas ações na VeriSign por US$ 1,2 bilhão, e o fundo de Omã comprou o controle da trading Agribrasil, assumindo também operações no Terminal Portuário de Santa Catarina. No Brasil, o ministro Fernando Haddad comentou que as tarifas americanas podem surpreender positivamente a inflação, já que o fechamento do mercado dos EUA pode gerar excedentes e pressionar preços para baixo. As Forças Armadas demonstraram preocupação com sanções americanas que podem afetar projetos estratégicos, incluindo cargueiros militares da Embraer, que têm 50% de suas peças importadas dos EUA. Lula sancionou a inclusão de motoristas e entregadores de aplicativos no consignado, medida que será operacionalizada por bancos em convênio com empresas como iFood, Uber e 99. A ONU atribuiu a saída do Brasil do Mapa da Fome ao Bolsa Família e a programas de auxílio. Carla Zambelli, foragida há quase dois meses, foi presa em Roma. A Cosan planeja vender R$ 15 bilhões em ativos até o fim do ano, enquanto o mercado de galpões logísticos bateu recorde de novos contratos de locação. No setor agro, tarifas dos EUA estão dificultando o avanço de um novo polo de suco de laranja no Nordeste. O agronegócio terá participação ampliada no Conselhão de Lula, e o secretário do governo Trump afirmou que café, cacau e recursos naturais brasileiros podem ser isentos das tarifas planejadas. No cenário global, negociações entre China e EUA terminaram sem acordo, e ambos os países devem restabelecer tarifas históricas a partir de 12 de agosto. Donald Trump deu um prazo de 10 dias para Vladimir Putin encerrar a guerra na Ucrânia, ameaçando impor tarifas de até 100% sobre produtos russos e de seus parceiros comerciais, o que pode impactar o preço do petróleo.