Estatais no vermelho, China avança no alumínio brasileiro e IA pressiona ações de tecnologia

O primeiro pregão de fevereiro começou sob pressão no mercado acionário: o Ibovespa encerrou a sessão em queda de 0,97%, mesmo com o índice acumulando alta sólida no acumulado do mês até aqui, impulsionado por fluxo estrangeiro e expectativas de juros mais baixos no Brasil. O movimento refletiu uma combinação de dados corporativos domésticos preocupantes e desdobramentos no cenário internacional. No noticiário corporativo e macroeconômico brasileiro, um dos pontos centrais foi o resultado financeiro das empresas estatais: estatais fecharam 2025 com um déficit de R$ 5,9 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O resultado evidencia os desafios de eficiência e sustentabilidade fiscal enfrentados por empresas ligadas ao setor público, em um ambiente de contas públicas ainda fragilizado. Surge também uma potencial alavanca fiscal no horizonte: bancos brasileiros demonstraram interesse em redirecionar recursos de compulsório — o dinheiro que os bancos são obrigados a manter retido no Banco Central — para ajudar a recompor o caixa do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), reduzindo ou adiando a necessidade de um aporte extra estimado em cerca de R$ 55 bilhões, em um movimento que poderia aliviar a pressão sobre as contas públicas. Na esfera industrial e de recursos naturais, um megadeal chamou a atenção: o grupo chinês Aluminium Corporation of China (Chinalco), em conjunto com a mineradora anglo-australiana Rio Tinto, tornou-se um dos principais produtores de alumínio no Brasil ao adquirir cerca de 67% da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) por quase R$ 5 bilhões, aproximando-se também de uma possível retirada da empresa da listagem na B3. O movimento reforça a estratégia chinesa de expandir sua presença global em commodities diante da limitação de crescimento interno e destaca a relevância estratégica do setor de metais para a transição energética global. No front político e econômico, a taxa de desemprego de 2025 encerrou o ano em 5,6%, o menor patamar da série histórica, um indicador positivo para o mercado de trabalho e para a economia doméstica. Entretanto, a capacidade de consumo e investimento das famílias brasileiras continua sob escrutínio em meio a um cenário de juros elevados e inflação ainda acima de alguns parâmetros de conforto. A tensão regulatória também permeou o noticiário institucional: o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a retirada de sigilo de depoimentos de figuras centrais do caso Master — incluindo o ex-presidente do BRB e um ex-diretor do Banco Central — reforçando o foco da Justiça em esclarecer os desdobramentos daquela crise bancária e suas repercussões para o sistema financeiro nacional. No plano internacional, houve movimentações importantes na política monetária dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump escolheu Kevin Warsh, ex-governador do Federal Reserve, como seu indicado para a presidência do banco central americano, substituindo Jerome Powell, com uma decisão que ainda depende da confirmação pelo Senado. A escolha de Warsh — visto como alguém que pode equilibrar prioridades entre inflação e crescimento — provocou movimento de queda nos mercados globais e fortalecimento do dólar americano nos mercados de balcão. Ainda no cenário global, os preços de metais preciosos sofreram volatilidade significativa. O ouro e a prata, que chegaram a registrar quedas pronunciadas após a indicação de Warsh e dados de inflação nos EUA, refletem a sensibilidade dos mercados a mudanças nas expectativas de política monetária e ao clima de risco geopolítico e econômico que ainda prevalece. No setor de tecnologia, o mercado também reagiu de forma negativa a perspectivas sobre o impacto da inteligência artificial (IA) nos modelos de negócios tradicionais de software como serviço (SaaS). Empresas do setor viram revisões de expectativas de lucro, com movimentos que pressionaram ações como a da SAP, que chegou a recuar cerca de 15% na Bolsa de Nova York à medida que investidores questionam o futuro das receitas em um ambiente onde a IA redefine padrões de produtividade e competição. No agronegócio brasileiro, um mix de fatores marcou o dia: enquanto o consumo de café registrou queda em 2025, a receita do setor ainda se beneficiou de preços mais altos, e a Indonésia habilitou novos frigoríficos brasileiros para exportar carne bovina, ampliando o alcance do produto nacional em mercados importantes. No plano geopolítico, a relação entre os EUA, a Índia e a Venezuela também ganhou destaque: Trump afirmou que a Índia comprará petróleo da Venezuela em vez do Irã, em um movimento que pode alterar fluxos de energia e alianças estratégicas na Ásia e no Oriente Médio.
Mercado perde fôlego após recorde, déficit comercial dos EUA escancara fragilidades e crédito bancário segue no foco

O último pregão de janeiro refletiu um ajuste técnico após uma sequência de recordes históricos no mercado acionário. O Ibovespa fechou em queda de 0,84%, apesar de ainda acumular forte alta no mês de janeiro, após bater máximas acima dos 186 mil pontos em momentos da sessão, sustentado por fluxo estrangeiro e expectativas de política monetária global mais estável. No front doméstico, os números de fluxo externo ficaram em destaque: a entrada de estrangeiros em ações na B3 atingiu R$ 21,7 bilhões ao longo de janeiro, um movimento que ajudou a sustentar o rali no principal índice brasileiro e que reforça o apetite por ativos de mercados emergentes diante de juros ainda altos no Brasil. O diferencial de juros real favorável segue atraindo capital externo, mesmo com volatilidade global. No campo político e institucional, o mercado repercutiu a confirmação de que Fernando Haddad deixará o Ministério da Fazenda em fevereiro, abrindo espaço para uma transição na equipe econômica em um momento crítico de debate fiscal e monetário. A expectativa de mudança de comando na Fazenda é observada com cautela pelos investidores, que já contam com uma agenda econômica apertada em 2026. O Sistema Financeiro também foi notícia: a Polícia Federal abriu inquérito autorizado pelo ministro Toffoli para apurar ataques de influenciadores contra o Banco Central, intensificando o foco regulatório após o caso Master e mostrando que autoridades estão aumentando a vigilância sobre comunicações que possam afetar a estabilidade financeira. Ainda no front bancário, o diretor do Banco Central indicou que as perdas do BRB no encalço do caso Master podem chegar a R$ 5 bilhões — um sinal de que a resolução de eventos de crédito pode continuar cobrando seu preço para instituições e garantidores. Do lado fiscal, o governo segue ajustando sua estratégia de captação no mercado internacional. O Tesouro Nacional sinalizou retorno ao mercado europeu, emissão em yuan e recompra de títulos da dívida externa, em uma tentativa de diversificar os pilares de financiamento público diante de pressões orçamentárias e do cenário global de juros ainda elevados. O Relatório do mercado de trabalho trouxe uma leitura preocupante: o Brasil criou 1,28 milhão de empregos em 2025, mas foi o pior ano desde 2020, em um contexto de desaceleração econômica mais ampla. Ainda assim, indicadores de preços refletiram alguma pressão por custo: o IGP-M subiu 0,41% em janeiro, revertendo a queda observada em dezembro e mantendo observadores atentos à inflação de mercado. No agronegócio, surgiram sinais curiosos de inovação: um case local mostrou galinhas se alimentando com farelo rastreado por blockchain — um passo simbólico para a digitalização de cadeias produtivas — ao lado de um cenário tradicional de preços pressionados, com safra recorde nos EUA que deve continuar pressionando preços de milho no curto prazo. No cenário internacional, diversas notícias econômicas marcaram o dia. Os Estados Unidos aprovaram a abertura de banco pelo Nubank em até 18 meses, um desdobramento importante para a expansão de bancos digitais brasileiros no exterior. Paralelamente, os preços de anúncios do Super Bowl chegaram a impressionantes US$ 10 milhões por espaço de 30 segundos, um indicador curioso do quanto a economia americana ainda está disposta a pagar por visibilidade em eventos de grande audiência. O déficit comercial dos EUA em novembro registrou a maior alta percentual em quase 34 anos, impulsionado por importações recordes enquanto exportações recuaram, mostrando que os desequilíbrios externos americanos continuam a desafiar expectativas sobre crescimento e balanço de comércio. Finalmente, na geopolítica, o presidente americano Donald Trump anunciou que os EUA vão reabrir o espaço aéreo da Venezuela, um movimento com potenciais reverberações na dinâmica de petróleo e segurança regional, reforçando a interrelação entre economia, política externa e energia.
PicPay estreia no topo, Copom sinaliza corte e Big Tech dobra a aposta em IA

O mercado brasileiro manteve o forte ritmo nesta quinta-feira, com o Ibovespa avançando 1,52% e acumulando uma alta expressiva de 14,63% no mês. O movimento reflete uma combinação de fluxo comprador, reprecificação de ativos domésticos e expectativa crescente de mudança no ciclo de juros. A Raízen foi o grande destaque do pregão, disparando 20%, enquanto a Embraer figurou entre as principais quedas após realização de lucros. No centro das atenções esteve o mercado de capitais. O IPO do PicPay saiu no topo da faixa indicativa, atribuindo à fintech um valuation de US$ 2,6 bilhões. A precificação mostra que, mesmo em um ambiente ainda restritivo de juros, o mercado segue disposto a pagar prêmio por empresas de tecnologia com base robusta de clientes e potencial de monetização. No mesmo dia, outras movimentações reforçaram o dinamismo corporativo: a Unifique adquiriu radiofrequências da Ligga Telecom, enquanto a Privalia vendeu sua operação brasileira para um fundo local e o atual time executivo. Na política monetária, o Copom manteve a taxa Selic em 15% ao ano, mas deixou claro no comunicado que prepara o terreno para um possível início do ciclo de cortes já em março. Embora o juro real brasileiro siga entre os mais altos do mundo, a sinalização foi suficiente para alimentar expectativas mais construtivas sobre atividade econômica e crédito nos próximos trimestres. Em paralelo, a dívida pública federal subiu 1,82% em dezembro e encerrou 2025 em R$ 8,6 trilhões, mantendo o debate fiscal como pano de fundo permanente. O governo também promoveu mudanças relevantes no setor de energia. A alteração nas regras do leilão de capacidade reduziu custos fixos para projetos ligados a gasodutos, favorecendo empresas como Petrobras e a Âmbar, da J&F, ao mesmo tempo em que aumenta a competição para players como a Eneva. No horizonte estratégico, a Petrobras anunciou planos de perfurar 22 novos poços na Amazônia a partir de 2026, reacendendo discussões sobre licenciamento ambiental, segurança jurídica e política energética de longo prazo. No cenário internacional, os bancos centrais reforçaram a leitura de cautela. O Federal Reserve manteve os juros nos Estados Unidos na faixa de 3,50% a 3,75%, marcando a primeira pausa após três cortes consecutivos. Ao mesmo tempo, a reorganização do setor de tecnologia segue acelerada: a Amazon anunciou a demissão de 16 mil funcionários para redirecionar recursos a IA e data centers, enquanto o SoftBank negocia um novo investimento de até US$ 30 bilhões na OpenAI, reforçando a concentração de capital nas plataformas consideradas vencedoras da corrida tecnológica. O pano de fundo geopolítico continua tenso. Donald Trump voltou a afirmar que ordenou o envio de mais navios de guerra para perto do Irã, mantendo o Oriente Médio como foco de risco sistêmico. Em paralelo, a crescente relevância das stablecoins ganhou novo capítulo após a revelação de que a empresa emissora da maior stablecoin do mundo adquiriu 140 toneladas de ouro, sinalizando uma estratégia clara de reforço de lastro e credibilidade em meio ao aumento da fiscalização por bancos centrais e autoridades fiscais.
Vale reassume liderança global, inflação no radar e tensão geopolítica volta a subir

O mercado brasileiro teve um pregão forte nesta quarta-feira, com o Ibovespa avançando 1,79%, em um movimento mais amplo de apetite ao risco. O destaque positivo ficou com a Raízen, que disparou mais de 8%, enquanto a Eneva figurou entre as maiores quedas do dia. O humor do mercado foi sustentado por dados corporativos relevantes, fluxo comprador e sinais de reorganização em setores-chave da economia. No front doméstico, o principal destaque veio da mineração. A Vale voltou a ocupar o posto de maior produtora de minério de ferro do mundo, com produção de 336 milhões de toneladas em 2025. O número consolida a recuperação operacional da companhia após anos de ajustes, desinvestimentos e foco em eficiência, além de reforçar sua relevância estratégica em um cenário global ainda altamente dependente de commodities minerais. Em paralelo, o Banco Pleno, ligado a um ex-sócio do Banco Master, colocou-se oficialmente à venda, mostrando que os efeitos colaterais do caso Master seguem se espalhando pelo sistema financeiro. Os dados macroeconômicos trouxeram sinais mistos. A prévia da inflação acumula alta de 4,5% em 12 meses, mantendo o debate sobre o espaço — ou a falta dele — para cortes mais agressivos de juros à frente. Ao mesmo tempo, o Tesouro Direto bateu recorde histórico, alcançando R$ 89,3 bilhões investidos em 2025, o que indica uma busca crescente por previsibilidade e proteção por parte do investidor pessoa física, especialmente em um ambiente de incerteza fiscal e volatilidade global. No ambiente regulatório, decisões aparentemente periféricas ajudam a redesenhar mercados. A Corregedoria de São Paulo proibiu o registro de tokens imobiliários em cartório, freando a institucionalização de ativos digitais ligados ao setor imobiliário. Já no trânsito, Detran de São Paulo e outros estados eliminaram o teste de baliza na prova prática da CNH, uma mudança simbólica, mas que mostra como regulações históricas vêm sendo revistas sob pressão de eficiência e custo. O noticiário internacional segue carregado. Índia e União Europeia anunciaram o que chamaram de “a mãe de todos os acordos”, sinalizando um avanço significativo em integração comercial entre os dois blocos, com potencial impacto relevante sobre fluxos globais de comércio e investimentos. Em contraste, o tom geopolítico voltou a escalar: Donald Trump afirmou ter ordenado o envio de mais navios de guerra para perto do Irã, reacendendo preocupações com o Oriente Médio. Nos Estados Unidos, uma forte nevasca gerou prejuízos de cerca de US$ 200 milhões à American Airlines, lembrando que riscos climáticos também seguem no radar das grandes companhias. No campo de negócios, a chinesa Anta Sports adquiriu a participação de 29% da Puma que estava com a família Pinault por US$ 1,8 bilhão, enquanto a Embraer fechou um acordo estratégico com o grupo indiano Adani para a montagem de jatos comerciais na Índia, ampliando sua presença em um dos mercados que mais crescem no mundo.
Gasolina mais barata, déficit externo recorde e novas tarifas de Trump

O mercado brasileiro iniciou a semana em compasso de espera, com o Ibovespa praticamente estável, encerrando o pregão em leve queda de 0,08%. Apesar do tom neutro do índice, o pano de fundo econômico trouxe sinais importantes — e preocupantes — tanto no cenário doméstico quanto no internacional. Localiza liderou os ganhos do dia, enquanto Marfrig figurou entre as maiores quedas, refletindo movimentos pontuais mais do que uma tendência clara de mercado. No Brasil, o principal destaque veio da Petrobras, que anunciou uma redução de 5,2% no preço da gasolina para as distribuidoras. A decisão ajuda a aliviar pressões inflacionárias na margem, mas a grande dúvida segue sendo o repasse efetivo ao consumidor final. Em paralelo, os dados do setor externo acenderam um alerta relevante: o país fechou 2025 com déficit de US$ 68,8 bilhões nas contas externas, o maior desde 2014. A principal explicação está na forte redução do superávit comercial, resultado de exportações mais fracas e importações ainda resilientes — uma combinação que drena dólares do país e aumenta a sensibilidade do câmbio a choques externos. Ainda no ambiente corporativo, surgiram sinais de reestruturação e ajustes estratégicos. A CSN avalia a venda de até 100% de seu negócio de siderurgia, movimento que pode redesenhar o setor e reduzir alavancagem. O Nubank anunciou investimentos de R$ 2,5 bilhões em novos escritórios, marcando uma inflexão relevante com o fim do trabalho remoto integral. Já a Azul propôs um grupamento de ações de 75 para 1, numa tentativa de reorganizar sua estrutura de capital e melhorar a percepção do papel no mercado. No agronegócio, o governo anunciou um pacote de R$ 2,7 bilhões voltado à reforma agrária, enquanto o BNDES selecionou fundos para investir até R$ 4,3 bilhões em projetos ambientais, reforçando a agenda verde como eixo de financiamento público. O BTG também avançou no setor ao adquirir fazendas do empresário Washington Cinel, ampliando sua exposição a ativos reais ligados ao agro. O cenário internacional segue sendo uma fonte constante de volatilidade. Nos Estados Unidos, Donald Trump elevou tarifas sobre produtos da Coreia do Sul de 15% para 25%, atingindo setores sensíveis como automóveis, farmacêuticos e madeira. A medida foi interpretada como resposta à demora do Parlamento sul-coreano em aprovar um tratado firmado com Washington em 2025, reforçando a estratégia americana de pressão comercial direta sobre parceiros estratégicos. Esse movimento adiciona mais uma camada de incerteza ao comércio global e reforça a tendência de fragmentação das cadeias internacionais. Como pano de fundo macro, o aumento da aversão a risco global segue impulsionando ativos de proteção. O ouro superou a marca histórica de US$ 5.000 por onça, refletindo temores crescentes com o cenário geopolítico, déficits externos e políticas comerciais mais agressivas. Ao mesmo tempo, o mercado de criptoativos ainda sente os efeitos de um crash recente de US$ 150 bilhões, levando traders a migrarem para mercados preditivos e alternativas menos expostas à volatilidade extrema.
Mercado avança, FGC acelera pagamentos e tensões comerciais voltam ao radar global

A semana começou com um tom mais construtivo nos mercados domésticos. O Ibovespa fechou a última sessão em alta de 1,86%, acumulando valorização expressiva no mês e refletindo um ambiente de maior apetite a risco, impulsionado sobretudo por ações ligadas a commodities e reprecificação de ativos que haviam ficado para trás. Braskem liderou os ganhos do dia, enquanto papéis de consumo discricionário sofreram ajustes após uma sequência recente de altas. No sistema financeiro, o foco segue no desdobramento do caso Master. O Fundo Garantidor de Créditos já realizou repasses de R$ 26 bilhões aos credores, o que representa cerca de dois terços do total devido. O ritmo dos pagamentos ajuda a reduzir o risco sistêmico, mas mantém aceso o debate sobre a sustentabilidade do modelo do FGC e possíveis mudanças futuras em sua estrutura de financiamento. Ainda no Brasil, dados sociais e estruturais chamaram atenção. Um levantamento mostrou que a maioria dos estudantes de medicina pertence a famílias com renda superior a R$ 9 mil e é composta majoritariamente por alunos brancos, reacendendo a discussão sobre o desenho do ensino superior público e seus critérios de acesso. No campo corporativo e regulatório, a Vale enfrentou um transbordamento em área de escavação em Ouro Preto, afetando operações da CSN Mineração, enquanto o Cade rejeitou o recurso da Petlove contra a fusão entre Petz e Cobasi, consolidando o novo desenho do setor pet no país. No consumo, mesmo com algum alívio nos preços de alimentos, as vendas em supermercados decepcionaram em dezembro, indicando que o orçamento das famílias segue pressionado por juros elevados e perda de fôlego da renda real. Já no agro, apesar do ambiente externo mais hostil, as exportações de frutas bateram recorde em 2025, com destaque para a manga, enquanto o crédito ao setor seguiu ativo, com novas captações via Fiagro. No cenário internacional, a geopolítica voltou a pesar sobre o humor dos mercados. A Colômbia anunciou tarifas de 30% contra o Equador e suspendeu o fornecimento de energia, em retaliação a medidas semelhantes adotadas pelo país vizinho dias antes. Ao mesmo tempo, Donald Trump elevou o tom ao ameaçar impor tarifas de até 100% ao Canadá caso o país avance em acordos estratégicos com a China, reforçando a lógica de blocos e disputas comerciais que tem marcado o início do ano. Na Ásia, a Índia sinalizou redução de tarifas sobre automóveis em negociações com a União Europeia, movimento que pode redesenhar fluxos comerciais no setor automotivo. Além das manchetes, o Radar Financeiro acompanha os movimentos estruturais que estão moldando o mercado: mudanças regulatórias, decisões de política econômica, fluxo de capital e riscos geopolíticos que ainda não se refletem totalmente nos preços. É uma leitura contínua para quem precisa entender o contexto antes que ele vire consenso. Acesse o Radar e aprofunde a análise.
Capital estrangeiro dita o ritmo, crédito entra em modo defensivo e o mundo acelera

O Ibovespa encerrou a sexta-feira em forte alta de 2,20%, acumulando valorização de 8,98% no mês, impulsionado principalmente pela entrada robusta de capital estrangeiro. O movimento confirma uma mudança relevante de humor: o investidor global voltou a olhar para o Brasil como destino tático, especialmente em commodities e ativos ligados a crescimento, enquanto o cenário doméstico passa por um ajuste silencioso, porém profundo, no sistema de crédito. A principal evidência desse fluxo foi a injeção de R$ 8,7 bilhões por investidores estrangeiros na B3, com quase metade desse volume direcionado à Vale. A combinação de preços internacionais mais firmes, perspectiva de crescimento global acima do esperado e reposicionamento de carteiras em mercados emergentes criou um ambiente favorável para o rali, mesmo em meio a ruídos institucionais locais. No plano corporativo, o destaque do dia veio do exterior, mas com DNA brasileiro. A Capital One anunciou a compra da Brex por US$ 5,15 bilhões, encerrando um dos ciclos mais emblemáticos do ecossistema de fintechs fundadas por brasileiros no Vale do Silício. A operação reforça a tese de consolidação no setor financeiro global: crescimento acelerado sem escala de funding próprio se torna cada vez menos sustentável em um mundo de juros estruturalmente mais altos. Mais do que o movimento diário da bolsa, o Radar Financeiro acompanha os vetores que ainda não estão totalmente refletidos nos preços: mudanças na arquitetura do crédito, reprecificação de risco sistêmico, comportamento do capital estrangeiro e impactos geopolíticos sobre ativos reais. É nesse espaço que surgem os sinais antes do consenso. Acesse o Radar e acompanhe a leitura completa. Enquanto a bolsa celebra, o sistema financeiro entra em modo defensivo. Após os desdobramentos do caso Master e do Will Bank, o debate em Davos passou a girar em torno da criação de um modelo de FGC proporcional, ideia defendida pelos grandes bancos para limitar riscos futuros e redistribuir custos de resgates. Em paralelo, o Banco Central solicitou provisões adicionais de R$ 2,6 bilhões ao BRB, reforçando a postura mais dura do regulador frente a instituições com fragilidade patrimonial.O recado é claro: a era da tolerância com estruturas alavancadas e governança frouxa ficou para trás. O crédito seguirá disponível, mas com critérios mais rigorosos, spreads maiores e menor margem para improviso. Esse novo regime afeta diretamente empresas altamente dependentes de financiamento, como ficou evidente no pedido de recuperação judicial do Grupo Elétron, com dívida de R$ 1 bilhão no setor de comercialização de energia. No setor produtivo, a Vale sinalizou ambição ao projetar produção de 1 milhão de toneladas de cobre por ano com ativos no Brasil, movimento alinhado à crescente demanda global por minerais críticos ligados à transição energética e à infraestrutura de tecnologia. Ao mesmo tempo, o Banco Central anunciou novas regras de segurança para o Pix a partir de março, indicando que o sistema financeiro digital também entra em uma fase de maior controle e sofisticação regulatória. No agro, a JBS inaugurou uma fábrica na Arábia Saudita e anunciou novos planos de expansão, intensificando a disputa global com a Sadia em mercados estratégicos do Oriente Médio. Já no campo regulatório, o governo brasileiro sinalizou intenção de retirar do mercado defensivos classificados como ultraperigosos, o que pode alterar custos e produtividade em algumas cadeias agrícolas nos próximos ciclos. O pano de fundo internacional segue decisivo. A economia americana cresceu a uma taxa anualizada de 4,4% no terceiro trimestre de 2025, confirmando uma resiliência que sustenta o apetite por risco global. Ao mesmo tempo, o governo dos EUA intensifica movimentos geopolíticos: negocia novas bases militares na Groenlândia, avança em disputas judiciais contra grandes bancos e sinaliza atuação direta para redesenhar o equilíbrio político em Cuba. Em paralelo, o Irã ampliou o uso de stablecoins para contornar sanções e proteger sua moeda, um sinal claro de como finanças digitais passaram a integrar estratégias de sobrevivência econômica. O dia termina com um contraste marcante. De um lado, mercados em alta, liquidez internacional fluindo e ativos brasileiros se beneficiando do ciclo global. Do outro, um ajuste estrutural no crédito, maior rigor regulatório e um mundo em que economia, tecnologia e geopolítica se entrelaçam de forma cada vez mais explícita. Para quem investe, entender esse contexto deixou de ser diferencial — passou a ser condição básica de sobrevivência no mercado.
Crédito em xeque, apostas sob escrutínio e o mercado reagindo ao fim das ilusões

O mercado brasileiro viveu um dia de euforia nos preços, mas de profunda digestão nos fundamentos. O Ibovespa avançou 3,33%, acumulando alta de 6,64% no mês, puxado por papéis ligados a educação e consumo, enquanto o noticiário reforçou um ponto desconfortável: parte relevante do crescimento recente foi construída sobre alavancagem excessiva, governança frágil e assimetrias regulatórias que agora começam a ser corrigidas. O fato mais emblemático do dia veio do sistema financeiro. O Banco Central liquidou o Will Bank, instituição ligada ao grupo Master, encerrando de forma definitiva qualquer dúvida sobre a extensão real do problema. A decisão veio após a execução de garantias pela Mastercard, movimento que comprovou, na prática, a ligação societária e operacional do Will com o conglomerado que já havia sido liquidado em novembro. O efeito imediato recai sobre o Fundo Garantidor de Créditos, que estima reembolsos de R$ 6,3 bilhões apenas nessa frente e já discute um aporte extraordinário de até R$ 30 bilhões para recompor seu caixa. O episódio escancara uma mudança importante de postura do regulador: menos tolerância, mais ação direta. O mercado entendeu o recado. Não se trata mais de administrar crises com comunicação, mas de cortar riscos sistêmicos antes que eles contaminem o todo. A consequência é clara: o crédito ficará mais caro, mais seletivo e menos disposto a financiar estruturas opacas. Radar FinanceiroEnquanto as manchetes capturam o impacto imediato, o Radar Financeiro acompanha os movimentos que realmente importam: decisões regulatórias, riscos de crédito ainda não precificados, mudanças no comportamento do investidor e efeitos de segunda ordem que levam tempo para aparecer nos preços. É ali que o mercado começa antes do consenso. Acesse o Radar e acompanhe de perto. Outro eixo relevante do dia foi o avanço da regulação sobre o setor de apostas. O Ministério da Fazenda registrou mais de 217 mil pedidos de autoexclusão em plataformas de bets, uma ferramenta que bloqueia o usuário de todas as casas reguladas e interrompe o recebimento de publicidade. O dado chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo timing: ocorre justamente quando o setor divulga uma receita bruta de R$ 37 bilhões em 2025. O crescimento do faturamento, combinado com sinais claros de impacto social, tende a acelerar a pressão política por regras mais duras, tributação efetiva e restrições de publicidade. No mercado de capitais, a Comissão de Valores Mobiliários apontou o ex-CEO da Americanas como mentor da maior fraude já registrada no mercado brasileiro. A afirmação consolida uma narrativa que vinha sendo construída desde o escândalo contábil e reforça uma virada institucional: a responsabilização pessoal passa a ocupar o centro do debate, reduzindo o espaço para acordos genéricos e punições diluídas. Em paralelo, instituições seguem ajustando suas posições. O BRB negocia a venda de uma carteira de quase R$ 1 bilhão em empréstimos garantidos pela União, em movimento típico de quem busca reforçar liquidez e reduzir exposição após o efeito dominó do caso Master. No setor corporativo, o Nubank desbancou Itaú BBA e XP ao conquistar os naming rights do Ironman no Brasil, sinalizando a disputa crescente por marca e posicionamento em segmentos de alta renda e estilo de vida. No agro, o cenário permanece desafiador. A Mosaic estendeu a redução na produção de fertilizantes fosfatados no Brasil devido à alta do preço do enxofre, pressionando custos em um momento em que margens já estão comprimidas. Ainda assim, o setor segue atraindo capital: a gestora JiveMauá anunciou entrada no agro com R$ 300 milhões, reforçando a tese de que ativos reais continuam sendo vistos como proteção em ciclos de maior instabilidade financeira. No ambiente internacional, Donald Trump adotou um tom mais conciliador com a Europa, recuando de tarifas imediatas, ao mesmo tempo em que voltou a manifestar interesse estratégico pela Groenlândia, descartando, por ora, o uso da força. O gesto revela uma diplomacia mais transacional do que ideológica, em que ativos estratégicos e influência geopolítica pesam mais do que alianças tradicionais. O pregão termina com o mercado comemorando a alta, mas o pano de fundo é outro: menos tolerância ao risco mal precificado, mais intervenção regulatória e um ambiente em que crescimento fácil começa a dar lugar à disciplina. Para quem investe, a mensagem é direta: entender o contexto deixou de ser opcional.
Crédito sob tensão, regulação em atrito e capital global redesenhando rotas

O mercado financeiro brasileiro teve um pregão positivo nos números, mas carregado de sinais de alerta na leitura estrutural. O Ibovespa avançou 0,87%, acumulando alta de 3,20% no mês, impulsionado principalmente por empresas ligadas a telecomunicações, enquanto setores mais cíclicos e expostos a commodities devolveram parte dos ganhos recentes. Ainda assim, o dia foi menos sobre preço e mais sobre risco — especialmente risco de crédito, de governança e de coordenação institucional. O principal episódio doméstico veio do sistema financeiro. A Mastercard deixou de aceitar compras realizadas com cartões do Will Bank, instituição ligada ao Banco Master. Embora o Will não tenha sido incluído formalmente na liquidação do Master em novembro, o movimento da bandeira sinaliza perda de confiança operacional e financeira. A decisão é ainda mais sensível porque a Mastercard figura entre as principais credoras do grupo. Na prática, trata-se de um alerta claro sobre como choques de crédito se propagam rapidamente por toda a cadeia financeira, mesmo quando estruturas jurídicas tentam separar riscos. Esse episódio ocorre em meio a um ambiente já tensionado entre reguladores. Após a proposta do ministro da Fazenda de transferir a supervisão dos fundos de investimento da CVM para o Banco Central, a autarquia respondeu de forma direta: a regulação do setor é definida por lei, não por ato do Executivo. A troca pública de posicionamentos evidencia um conflito institucional em formação, com potencial de gerar insegurança jurídica justamente em um momento em que o mercado demanda previsibilidade regulatória após o caso Master. Além das manchetes, nosso Radar Financeiro acompanha os movimentos estruturais que estão moldando o mercado: mudanças regulatórias, decisões de política econômica, fluxo de capital e riscos que ainda não se refletiram totalmente nos preços. É uma leitura contínua para quem precisa entender o contexto antes que ele vire consenso. Acesse o Radar e aprofunde a análise. No campo corporativo, os movimentos de capital seguiram revelando um redesenho silencioso de portfólios. A Mastercard executou garantias e assumiu 32% das ações da Westwing, reforçando como credores estão cada vez mais dispostos a trocar dívida por participação acionária em cenários de estresse financeiro. Em paralelo, o Cade aprovou a aquisição da Emae pela Sabesp, marcando uma derrota relevante para Nelson Tanure e reforçando a consolidação do setor de infraestrutura sob controle estatal paulista. O setor aéreo trouxe uma leitura mais positiva da economia real. Dados da Anac mostraram que a Latam respondeu por 42% do crescimento da aviação brasileira em 2025, evidenciando ganho de eficiência operacional e consolidação de mercado após anos de ajustes, recuperações judiciais e redução de capacidade ociosa. No agro, o Brasil recebeu sinais mistos do exterior. A China anunciou a retomada das importações de frango do Rio Grande do Sul após embargo, aliviando pressões sobre produtores locais. Em contrapartida, as tarifas impostas pelo governo Trump ao café brasileiro geraram impacto estimado de R$ 2,4 bilhões em 2025, reforçando como decisões geopolíticas continuam afetando diretamente o saldo comercial de cadeias específicas do agronegócio. No cenário internacional, o fluxo de capital global segue buscando oportunidades fora dos centros tradicionais. O Grupo Carso, do bilionário Carlos Slim, anunciou a compra de participações da russa Lukoil em campos de petróleo no México por US$ 600 milhões, operação que ainda depende do aval dos Estados Unidos. O negócio ilustra como ativos russos continuam sendo redistribuídos globalmente desde o início das sanções, com empresários latino-americanos assumindo protagonismo nesse rearranjo energético. Enquanto isso, rumores de que a Berkshire Hathaway pode reduzir sua posição na Kraft Heinz indicam que até investidores conhecidos por estratégias de longo prazo estão revendo apostas em setores pressionados por mudanças no consumo. No setor de mídia, a Netflix voltou ao centro das atenções ao apresentar uma nova proposta integralmente em dinheiro pela Warner Bros. Discovery, avaliada em US$ 82,7 bilhões, sinalizando que a consolidação no streaming ainda está longe de terminar. O dia termina com o mercado em alta, mas com uma mensagem clara: por trás do otimismo pontual dos índices, há um ambiente de crédito mais seletivo, instituições em atrito e capital global cada vez mais pragmático. Entender esses vetores deixou de ser diferencial — virou condição básica para navegar 2026.
Regulação em xeque, consumo importado em alta e um mercado que testa seus próprios limites

O mercado começou a semana em compasso de espera. O Ibovespa encerrou o pregão praticamente estável, com leve alta de 0,03%, refletindo um ambiente de incerteza mais qualitativa do que numérica. Não foi um dia de grandes movimentos de índice, mas de sinais importantes sobre o rumo da economia brasileira, da regulação financeira e das tensões geopolíticas que seguem moldando decisões de investimento. O principal ponto de atenção doméstico foi a tentativa do governo de redesenhar o mapa regulatório do sistema financeiro. Após o escândalo envolvendo o Banco Master, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, propôs retirar da CVM a supervisão dos fundos de investimento e transferi-la para o Banco Central. A justificativa é concentrar poderes em um único regulador mais robusto, mas o movimento acende alertas sobre enfraquecimento institucional, perda de autonomia e sobrecarga do BC, que já opera sob pressão crescente. Não por acaso, Haddad afirmou que o atual presidente do Banco Central herdou um “abacaxi” da gestão anterior, numa tentativa clara de deslocar responsabilidades políticas. O caso Master, aliás, continua se desdobrando. O Banco Central notificou o BRB por insuficiência patrimonial, enquanto avança o processo de ressarcimento aos credores do Master: cerca de 600 mil pedidos já foram registrados, com aproximadamente 400 mil investidores na fase efetiva de pagamento. O episódio reforça um ponto sensível do sistema financeiro brasileiro: a fragilidade de instituições médias em ambientes de juros elevados e fiscalização tardia. Além das manchetes, nosso Radar Financeiro acompanha os movimentos estruturais que estão moldando o mercado: mudanças regulatórias, decisões de política econômica, fluxo de capital e riscos que ainda não se refletiram totalmente nos preços. É uma leitura contínua para quem precisa entender o contexto antes que ele vire consenso. Acesse o Radar e aprofunde a análise. Enquanto o setor financeiro lida com rearranjos institucionais, o consumo brasileiro segue dando sinais de distorção. Mesmo após a implementação de tarifas, as importações de produtos de baixo valor — as chamadas “blusinhas” — continuam avançando em ritmo acelerado. Em dezembro de 2025, as compras somaram R$ 1,5 bilhão, alta de 49% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O dado evidencia um desafio estrutural para o varejo nacional: o preço segue sendo o principal determinante de consumo, mesmo em um cenário de tentativa de proteção da indústria local. No campo corporativo, movimentos relevantes também marcaram o dia. A Cambuhy, veículo de investimentos da família Moreira Salles, zerou sua participação na Eneva, enquanto a família Paulus ampliou sua fatia na CVC, reforçando apostas seletivas em empresas ligadas ao consumo e turismo. Ao mesmo tempo, a Justiça prorrogou por mais 90 dias a suspensão de obrigações da Oi, prolongando um dos processos de reestruturação mais longos da história corporativa brasileira. No agro, o destaque veio do café. Embora o volume exportado tenha recuado 21% em 2025, a receita atingiu recorde histórico, refletindo preços internacionais mais elevados e reforçando o papel do setor como amortecedor externo da economia brasileira.No cenário internacional, a China anunciou crescimento de 5% em 2025, exatamente dentro da meta estipulada pelo governo. A precisão quase matemática do número reforça o controle estatal sobre a comunicação econômica, mas não dissipa dúvidas sobre a qualidade desse crescimento. Em paralelo, a OpenAI revelou que sua receita anualizada saltou para US$ 20 bilhões no último ano, sinalizando não apenas a consolidação da inteligência artificial como setor econômico relevante, mas também explicando a decisão da empresa de começar a testar anúncios no ChatGPT — um marco simbólico do fim do “almoço grátis” na tecnologia. O pano de fundo geopolítico segue carregado. Donald Trump anunciou tarifas de 10% contra países da OTAN que enviaram tropas à Groenlândia, ampliando tensões comerciais com aliados históricos e adicionando mais um vetor de incerteza ao comércio global. O recado é claro: política externa e política econômica continuam profundamente entrelaçadas, com impactos diretos sobre cadeias produtivas, inflação e fluxo de capitais. O dia terminou sem grandes oscilações nos preços, mas com sinais claros de que o mercado está menos interessado em euforia e mais atento a riscos estruturais. Regulação, consumo, geopolítica e tecnologia seguem disputando protagonismo em um ambiente que exige leitura fina — não apenas dos números, mas das intenções por trás deles.