Ir para o conteúdo
  • SOBRE NÓS
  • CONTATO
  • BLOG
Menu
  • SOBRE NÓS
  • CONTATO
  • BLOG

Ford fica atrás da BYD, crédito corporativo volta ao centro do risco e o IOF encosta nos ativos virtuais

  • fevereiro, 11


O pregão terminou com leve realização no Ibovespa (-0,17%), em um dia em que o debate econômico ficou menos sobre “direção de bolsa” e mais sobre “qual risco está sendo reprecificado”. O pano de fundo foi claro: inflação ainda sensível a combustíveis, tensão renovada no crédito corporativo e avanço do governo na ideia de tributar cripto como câmbio, uma combinação que mexe com expectativas, spreads e alocação.


No Brasil, o dado de inflação de janeiro (+0,33%) trouxe um alerta importante. A alta foi puxada pela gasolina, o que é sempre relevante porque combustíveis têm efeito direto e indireto: primeiro no bolso, depois na cadeia de preços (frete, serviços, alimentos). O número não é um choque, mas funciona como “ponto de atenção” para quem esperava uma trajetória mais confortável de desinflação logo no início do ano. Em termos de mercado, isso se traduz em juros futuros mais sensíveis e, por consequência, em maior exigência de prêmio para empresas alavancadas.


Esse segundo ponto apareceu com força: a fuga de títulos de crédito de nomes como Raízen e CSN reacendeu o tema “dívida corporativa brasileira”. A lógica é simples: quando o investidor passa a duvidar de capacidade de rolagem em custo razoável, o risco deixa de ser micro (da empresa) e vira macro (do mercado de crédito). E quando isso acontece, o contágio vem via spreads, custo de captação e aperto das condições financeiras, especialmente para setores cíclicos e intensivos em capital.


Ainda no eixo financeiro, o FGC aprovou um plano de recomposição de caixa de R$ 55 bilhões após indenizações ligadas ao caso Master. O desenho, pelo que foi reportado, envolve antecipação de contribuições por um período longo (84 meses) concentradas nos próximos três anos, e agora a expectativa é de compensações regulatórias via redução de compulsório (BC/CMN). Para o investidor, o tema é menos “contábil” e mais estrutural: mudanças no arranjo de funding e garantias podem alterar o preço do risco bancário e, no limite, a atratividade relativa de produtos que se apoiam no guarda-chuva do FGC.


No campo fiscal-financeiro, o Tesouro anunciou emissão de novos títulos de 30 anos em dólares. A dívida externa do Brasil é pequena no agregado, mas a operação é relevante como sinal e referência: cria curva, estabelece “baliza” para captações corporativas lá fora e ajuda a compor o custo Brasil em moeda forte. Em paralelo, decisões judiciais e discussões sobre previdência voltaram ao noticiário, reforçando a percepção de que o debate estrutural (sustentabilidade de longo prazo) continua aberto, e isso importa para juros longos.


O tema mais “operacional” do dia, mas com potencial de grande impacto, foi o avanço do governo na proposta de IOF de 3,5% sobre ativos virtuais em consulta pública, dentro da lógica de tratar cripto como operação de câmbio. Isso muda a economia do investimento e, principalmente, a dinâmica de uso de stablecoins e remessas. Quando o Estado “classifica”, ele normalmente cria o trilho para “cobrar”, e o mercado tende a antecipar esse tipo de mudança, ajustando comportamento e liquidez antes do fato consumado.


No setor elétrico, o governo estabeleceu um preço-teto abaixo do previsto para o leilão de termelétricas, e o mercado reagiu com força: Eneva caiu de forma expressiva. O ponto aqui é de previsibilidade regulatória e de retorno esperado. Quando parâmetros mudam (ou ficam aquém da viabilidade econômica), o preço do ativo ajusta rápido porque o valor presente dos projetos depende diretamente das regras do jogo.


Lá fora, o destaque econômico-industrial foi simbólico: a Ford vendeu menos carros do que a BYD no mundo pela primeira vez. É mais do que um “ranking”: é um sinal de deslocamento estrutural do eixo automotivo global, com a China ganhando escala e competitividade fora do seu mercado doméstico, enquanto montadoras tradicionais lidam com transição tecnológica, margem pressionada e mudança de demanda. No mesmo bloco de risco geopolítico-energético, os EUA emitiram licença para exploração de petróleo e gás na Venezuela, reforçando a leitura de que energia continua sendo peça de negociação internacional, e não apenas um mercado.

Fale conosco!

Fale com a assistente da Meg, e fique por dentro das melhores atualizações do mercado financeiro.

Fale com a Meg!

Features

Categorias

  • Blog (371)
  • Brasil (11)
  • Finanças pessoais (3)
  • Internacional (7)
  • Macroeconomia (3)

Tags

  • planejamento sucessório

Postagens relacionadas

Incerteza política externa e mudanças demográficas começam a entrar no preço dos ativos

Ler mais +

O mercado começa a cobrar disciplina enquanto o ciclo de aperto mostra seus efeitos

Ler mais +

Inscreva-se na nossa Newsletter

Contato

  • 11 98844-6854
  • meg.coutinho@mcfinancas.com.br

Mapa do site

  • Início
  • Sobre nós

Mapa do site

  • Metodologia
  • Contato
Whatsapp Instagram