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Fluxo estrangeiro acelera, ciclo de cortes se aproxima e Amazon aposta no físico

  • fevereiro, 04


O mercado brasileiro teve mais um pregão de forte apetite ao risco nesta quarta-feira. O Ibovespa avançou 1,58%, sustentado

principalmente pelo fluxo estrangeiro, que segue intenso neste início de ano, e pela expectativa crescente de início do ciclo de cortes da Selic já em março. O movimento reforça a leitura de que parte relevante do mercado começa a antecipar uma inflexão monetária, mesmo em um cenário ainda desafiador para a atividade econômica doméstica.


A ata do Copom divulgada hoje foi decisiva para esse movimento. O documento confirmou, de forma mais explícita, que o Banco Central prepara o terreno para iniciar o ciclo de flexibilização monetária na próxima reunião. Ainda que a autoridade monetária tenha reforçado a necessidade de cautela e dependência de dados, a sinalização foi suficiente para destravar uma rodada adicional de tomada de risco, especialmente em ações sensíveis a juros.


Esse ambiente mais construtivo para ativos brasileiros tem sido amplificado por um fator externo relevante: a entrada de capital estrangeiro em janeiro já superou todo o volume registrado ao longo de 2025. Foram cerca de R$ 26,3 bilhões líquidos direcionados ao mercado secundário de ações, um número que evidencia não apenas fluxo tático, mas também uma reavaliação estrutural do Brasil dentro do portfólio global, especialmente em um contexto de commodities firmes e diferencial de juros ainda elevado.


No setor financeiro, os resultados também ajudaram a reforçar o humor positivo. O C6 Bank reportou lucro líquido de R$ 2,4 bilhões em 2025, com crescimento consistente da carteira de crédito. O desempenho reforça a tese de que parte dos bancos digitais, antes dependentes de capital barato, conseguiu adaptar seu modelo de negócios ao novo regime de juros mais altos, transformando escala em rentabilidade.


Em contraste com o otimismo financeiro, os dados da economia real mostraram sinais de fragilidade. A produção industrial brasileira recuou 1,2% em dezembro, segundo o IBGE, confirmando um fechamento de ano mais fraco para a indústria de transformação. O dado ajuda a explicar por que o Banco Central se sente mais confortável em discutir cortes de juros, mesmo com inflação ainda acima da meta.


No campo institucional, o noticiário seguiu sendo influenciado pelos desdobramentos do caso Master. A Polícia Federal prendeu o ex-presidente de um fundo de previdência de servidores do Rio de Janeiro, aprofundando o impacto político e jurídico do episódio. O caso continua produzindo efeitos colaterais relevantes sobre governança, fiscalização e confiança no sistema financeiro, com reflexos diretos sobre decisões regulatórias e de política pública.


No setor de infraestrutura, o governo de São Paulo avançou nos preparativos para novos leilões de saneamento, com investimentos estimados em cerca de R$ 40 bilhões entre capex e opex. O movimento reforça a tendência de ampliação da participação privada em serviços essenciais, especialmente em um momento de restrição fiscal e necessidade de aumento de eficiência operacional.


O agronegócio também trouxe sinais mistos. Enquanto a Inpasa realizou o primeiro embarque de DDGS para a China, abrindo uma nova frente relevante de exportação, o setor logístico se prepara para um aumento de até 20% no frete de grãos em fevereiro. Ainda assim, o custo permanece abaixo dos picos observados em 2025, indicando um ajuste mais ordenado da cadeia.


No cenário internacional, o destaque do dia veio do varejo e da logística. A Amazon anunciou a abertura de uma mega loja física de 21 mil metros quadrados no subúrbio de Chicago, em um movimento que simboliza a convergência definitiva entre o mundo físico e o digital. Metade do espaço será dedicada à venda direta de alimentos e mercadorias, enquanto a outra metade funcionará como um centro de abastecimento para pedidos online, reduzindo prazos e custos de entrega. A decisão reforça a tese de que o varejo do futuro não é “online ou físico”, mas híbrido e integrado.


Os mercados globais também reagiram à forte valorização dos metais preciosos. Ouro subiu cerca de 6% e a prata avançou quase 8%, refletindo uma combinação de busca por proteção, ajustes de portfólio e incertezas geopolíticas ainda latentes, especialmente em um ambiente de transição de política monetária nas principais economias.

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