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Bolsa em máxima histórica, capital estrangeiro de volta e um mundo em reacomodação

  • janeiro, 15


A quinta-feira foi marcada por um daqueles dias que entram para o radar dos investidores como pontos de inflexão. O Ibovespa renovou seu recorde histórico ao ultrapassar os 165 mil pontos, encerrando o pregão em alta de 1,96% e acumulando ganho de 2,50% no mês.

O movimento foi impulsionado principalmente por Vale e Petrobras, que subiram 4,74% e 3,63% respectivamente, em um claro sinal de que o capital estrangeiro voltou a fluir para ativos brasileiros ligados a commodities.


O pano de fundo desse rali passa menos pelo Brasil e mais pelo mundo. A China anunciou um superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão em 2025, mesmo sob o peso das tarifas impostas por Donald Trump.

Ao encontrar novos mercados e rotas indiretas de exportação, os chineses conseguiram driblar parte das restrições americanas, reforçando a demanda global por matérias-primas — exatamente o que explica o apetite recente por ações como Vale e Petrobras.


Antes de avançar nas manchetes, vale olhar para onde o dinheiro realmente está indo. O nosso Radar Financeiro reúne os ativos, setores e movimentos que entraram no foco do mercado hoje, seja por fluxo, notícias ou mudança de cenário. É uma leitura rápida que ajuda a entender onde está o sinal antes do ruído. Acesse aqui!


No Brasil, o cenário político e corporativo adiciona camadas interessantes a esse movimento de mercado. A nova pesquisa Genial/Quaest mostrou Lula liderando em todos os cenários de primeiro e segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro se consolida como principal nome da oposição, com 23%. A menor diferença do atual presidente aparece contra Tarcísio de Freitas, indicando que o ciclo eleitoral de 2026 começa a entrar, ainda que lentamente, no cálculo dos investidores.


No campo empresarial, a fintech Agibank deu um passo ambicioso ao registrar seu pedido de IPO nos Estados Unidos, buscando levantar até US$ 1 bilhão. O movimento simboliza uma tendência mais ampla de empresas brasileiras tentando acessar capital fora do país em busca de valuations mais generosos e maior profundidade de mercado.

Ao mesmo tempo, nem todas as histórias são de crescimento: a Fictor, que havia tentado comprar o Banco Master, passou a atrasar pagamentos a cotistas, reforçando a cautela em torno de estruturas financeiras mais alavancadas.


O setor de energia também foi protagonista. A Petrobras voltou a produzir 1 milhão de barris por dia no campo de Tupi, reforçando sua relevância na balança energética brasileira. No exterior, a BP anunciou um impairment entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões em ativos de energia verde, um reflexo direto da volatilidade política que cerca as agendas ESG.

Mudanças de governo e de prioridades regulatórias têm reprecificado projetos que, até pouco tempo atrás, eram tratados como apostas quase certas.


No agronegócio, o ambiente segue desafiador. A AgroGalaxy decidiu suspender as operações da Sementes Campeã em meio à crise das sementeiras, enquanto produtores já renegociaram R$ 5,8 bilhões em dívidas desde outubro. A soja continua em trajetória de queda nos portos brasileiros, e nem mesmo o acordo Mercosul–União Europeia deve aliviar os preços do azeite, segundo executivos do setor.


No plano global, além da força comercial chinesa, os Estados Unidos seguem enfrentando dilemas próprios. Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, alertou que atacar a independência do Federal Reserve pode resultar em juros elevados por mais tempo, um recado direto à Casa Branca. Ao mesmo tempo, Trump afirmou estar trabalhando com empresas de tecnologia para evitar que os americanos paguem contas de luz mais altas por causa da explosão dos data centers de IA, mostrando como a infraestrutura energética passou a ser parte central do debate econômico.


O dia termina com uma fotografia clara: o mercado brasileiro voltou ao centro do radar global, impulsionado por commodities e fluxo estrangeiro, enquanto o mundo atravessa um período de rearranjo comercial, energético e político. Em ambientes assim, recordes não surgem do nada — eles refletem expectativas de que, ao menos por enquanto, o Brasil voltou a jogar em um tabuleiro maior.

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