O Brasil lidera a fuga de milionários na América Latina, segundo dados divulgados nesta semana, refletindo um ambiente econômico e político de crescente incerteza.
Entre as medidas econômicas anunciadas pelo governo, está o aumento da mistura de etanol na gasolina de 27% para 30%, o que deve gerar uma redução estimada de R$ 0,11 no preço por litro do combustível. Para ressarcir investidores locados por conta de medidas emergenciais no mercado financeiro, o governo anunciou um crédito extraordinário de R$ 2,1 bilhões.
No cenário internacional, a tensão geopolítica se intensificou. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, informou que não comparecerá à Cúpula dos Brics no Rio de Janeiro por receio de ser preso. Xi Jinping também cancelou sua presença, sendo representado pelo primeiro-ministro chinês.
Enquanto isso, o ministro do Irã confirmou que instalações nucleares do país foram “gravemente danificadas” por ataques dos Estados Unidos.
Ainda na política brasileira, o Senado confirmou a decisão da Câmara e derrubou o decreto que aumentava o IOF.
O placar foi simbólico: 383 votos a 98, com apoio expressivo de partidos que integram a base governista — um recado claro à condução da política econômica.
No setor energético, a Rede D’Or fechou com a chinesa CGN o maior contrato de autoprodução de energia solar do setor de saúde no Brasil, com até 165 MW no Ceará.
E Uber e Loggi anunciaram uma parceria estratégica para entregas em todo o território nacional.
A crise no setor de energia renovável também ganhou destaque. Com excesso de oferta, as fontes eólica e solar enfrentam sua pior crise no país, pressionadas por gargalos na transmissão e baixa demanda.
Na frente agro, a “mãe de todas as safrinhas” traz um desafio logístico: escoar e comercializar um volume recorde de milho. A JBS, por sua vez, segue sua expansão e caminha para uma receita histórica de US$ 100 bilhões após sucesso em Nova York.
Lá fora, a Shell iniciou tratativas para comprar a British Petroleum (BP), em uma movimentação de consolidação no setor de energia, aproveitando o atual ciclo de baixa.
Em Nova York, a vitória de um candidato socialista nas primárias causou forte reação em Wall Street, preocupada com propostas como congelamento de aluguéis, transporte gratuito e tarifas sobre o setor financeiro.
Por fim, o “efeito Trump” continua a sacudir os mercados: a instabilidade gerada pelas novas políticas comerciais dos EUA levou o mercado global de fusões e aquisições ao seu menor nível em 20 anos.