Bom dia.
A última semana de abril começa intensa: no Brasil, o ex-presidente Collor foi preso por ordem de Alexandre de Moraes, o escândalo no INSS segue reverberando e o Banco Central reforça que não vê espaço para cortes agressivos na Selic. No mundo, Apple acelera sua transição da China para a Índia, e a guerra tarifária continua afetando empresas e consumidores.
Vamos aos destaques desta segunda-feira:
Collor preso e mais turbulência no cenário político
O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão do ex-presidente Fernando Collor, no âmbito de investigações de corrupção e lavagem de dinheiro. O caso marca mais um episódio de endurecimento do Judiciário em processos envolvendo figuras históricas da política brasileira.
Fundador do Nubank defende mais dias de presencial
David Vélez, fundador do Nubank, afirmou que deseja aumentar o número de dias presenciais no trabalho. A tendência reflete um movimento mais amplo em grandes empresas, que começam a ajustar a política de home office para equilibrar produtividade e colaboração.
Banco Central reafirma tom contracionista
O diretor do Banco Central declarou que a política monetária brasileira segue contracionista, apesar dos sinais de desaceleração da inflação. A fala reforça a ideia de que não haverá pressa em cortar juros de forma agressiva, frustrando parte das expectativas de mercado.
Fraude no INSS e denúncias de omissão
Documentos revelam que o ministro Carlos Lupi foi alertado sobre descontos irregulares no INSS já em 2023, mas medidas efetivas não foram tomadas. O caso amplia a crise política e aumenta a pressão sobre a gestão da Previdência.
Outros destaques no Brasil
- PM de São Paulo comprou coletes à prova de balas que falharam em testes de segurança.
- O MEC estima que metade dos polos de EAD deve ser fechada com as novas exigências de infraestrutura mínima. Hoje, existem cerca de 50 mil polos no país.
- Banco Central deve revisar as regras e o tamanho do FGC, após os riscos aumentados no setor bancário, puxados pelo episódio do Banco Master.
- O IPCA-15 de abril desacelerou para 0,43%, em linha com o esperado.
Movimentações corporativas
- Totvs volta à mesa para negociar a compra da Linx, depois de meses de idas e vindas.
- Conselho da Eletrobras vira palco de desavenças, com brigas sendo expostas até no LinkedIn.
Do Agro
- A disparada do preço do café pode reposicionar o grão entre as três lavouras mais valiosas do Brasil.
- O ministro Silveira anunciou que pretende elevar a mistura de etanol na gasolina para 30% ainda em 2025, como parte da estratégia de transição energética.
Mundo: guerra comercial e ajustes estratégicos
- A Apple está acelerando a transferência da produção de iPhones para a Índia, diante da crescente tensão com a China.
- A China estuda isentar algumas tarifas sobre produtos dos EUA, em tentativa de aliviar setores internos mais afetados.
- Nos EUA, a Shein aumentou preços médios entre 30% e 50% antes do início efetivo das novas tarifas — mostrando como, na prática, o custo recai sobre o consumidor.
- Aprovação dos 100 dias de Trump é a menor registrada desde a década de 1950, em meio a tensões comerciais e internas.
Bitcoin e reservas
- A Orange BTC anunciou que comprará US$ 210 milhões em Bitcoin para reserva de valor, buscando se tornar a “MicroStrategy brasileira”.
Private Equity & Investimentos
- A Vórtx, plataforma de infraestrutura para o mercado de capitais, atraiu as gestoras Hix e Treecorp como novas sócias.