Cristiano Ronaldo entra na mídia esportiva, Nubank acende alerta no crédito e Burger King troca Pepsi por Coca-Cola

A sexta-feira começa com uma combinação curiosa de consumo, crédito e mídia esportiva. De um lado, Cristiano Ronaldo decidiu entrar no capital da LiveModeTV, empresa por trás da CazéTV, reforçando o movimento global de atletas migrando para negócios de mídia e distribuição digital. Do outro, os números do Nubank mostram um avanço agressivo no crédito justamente em um momento em que a inadimplência começa a pressionar famílias e instituições financeiras. No consumo, o Burger King encerrou uma parceria de mais de duas décadas com a Pepsi no Brasil e passa a operar com Coca-Cola, em uma troca relevante dentro da disputa entre gigantes globais de bebidas. Enquanto isso, no agronegócio, Banco do Brasil elevou provisões para perdas ligadas ao setor rural, enquanto a Conab projeta exportações recordes de soja em 2026. O mercado também acompanha a CSN, que confirmou ter recebido sete propostas firmes pela divisão de cimentos, e a possível saída gradual de Rubens Ometto da Raízen após discussões sobre um novo aporte de capital. O Ibovespa encerrou o último pregão em alta de 0,72%, com Usiminas liderando os ganhos e Bradespar registrando a principal queda do índice. Entre os principais temas desta manhã: Cristiano Ronaldo compra participação relevante na LiveModeTV, ampliando a conexão entre esporte, entretenimento e plataformas digitais. As provisões do Nubank cresceram 33% com a expansão da carteira de crédito, aumentando a atenção do mercado sobre a qualidade desses ativos em um cenário de deterioração financeira das famílias. Burger King abandona a Pepsi e fecha acordo com a Coca-Cola no Brasil após mais de 20 anos. A Unilever foi responsável por denunciar à Anvisa a contaminação bacteriana em produtos da Ypê, elevando a tensão concorrencial no setor de bens de consumo. A CSN confirmou sete propostas pela divisão de cimento, em um processo que pode destravar valor relevante para o grupo. No agro, o Banco do Brasil reforçou reservas contra inadimplência no setor rural, enquanto a Conab projeta exportações recordes de soja no próximo ano. No exterior, os investidores seguem monitorando a desaceleração econômica chinesa, tensões energéticas e os efeitos acumulados dos juros elevados sobre crédito e consumo global.