PCC na Faria Lima, Receita aperta fintechs e Tesla tropeça na Europa

O Ibovespa fechou a sexta-feira em alta de 1,32%, consolidando ganhos de 6% no mês. O destaque ficou por conta da Magazine Luiza, que disparou mais de 9% após forte volume negociado. No radar corporativo, ações ligadas ao setor de combustíveis — como Ultrapar, Vibra e Raízen — também subiram com a operação da Polícia Federal que desarticulou esquemas de abastecimento clandestino. No noticiário doméstico, o dia foi dominado pela ofensiva contra o crime organizado na Faria Lima. Segundo o Ministério Público, a estrutura financeira do PCC controlava mais de 40 fundos de investimento, com R$ 30 bilhões em ativos. A investigação revelou patrimônio que ia de usina a terminal portuário, além de mansão em Trancoso. No campo regulatório, a Receita apertou o cerco e passou a exigir que fintechs cumpram as mesmas regras de transparência aplicadas a grandes bancos. Já no plano político, Lula autorizou a abertura de processo de retaliação contra os EUA, usando a Lei de Reciprocidade Econômica após o tarifaço. No agro, o Brasil expandiu exportações de carne bovina para o México, aproveitando espaço aberto pelas tarifas impostas por Trump. Já nos EUA, agricultores sofrem com a escalada dos preços de fertilizantes, um contraste com a vantagem competitiva brasileira em insumos. A JBS, no entanto, entrou em rota de colisão com o Ministério Público e foi multada por compra de gado irregular na Amazônia. Lá fora, a Tesla continua enfrentando problemas na Europa: as vendas caíram 40% no ano, pressionadas pela concorrência da chinesa BYD. Na macroeconomia, o PIB americano foi revisado para cima, marcando alta de 3,3% no segundo trimestre, sinal de resiliência apesar das tensões comerciais. Em paralelo, União Europeia e Estados Unidos discutem medidas para reduzir tarifas e avançar em um acordo bilateral. Entre boas notícias, Brasil e México assinaram parceria para biocombustíveis, reforçando o papel regional da transição energética.