Nubank mira Digimais, Dr Pepper compra Café Pilão e Trump sacode o Fed

O mercado brasileiro viveu um dia de relativa estabilidade, com o Ibovespa encerrando em leve alta de 0,08%. O destaque ficou para o GPA, que disparou quase 10%, impulsionado pelo aumento da fatia da família Coelho Diniz e pela pressão por mudanças no conselho. Do lado macro, o vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou R$ 12 bilhões em crédito para a modernização da indústria, com foco em máquinas e equipamentos, em uma tentativa de reverter os efeitos do tarifaço sobre a competitividade. No setor financeiro, o Digimais, antigo Banco Renner de Edir Macedo, entrou em negociações para venda de controle, com o Nubank entre os interessados — movimento que reforça a consolidação no setor. Já a Petrobras sinalizou aumento da produção de petróleo mesmo diante do excesso de oferta global, enquanto no radar orçamentário o governo avalia R$ 5 bilhões para um novo vale-gás em 2026. No agro, o impacto das tarifas segue alterando os fluxos de comércio. O governo decidiu ampliar as compras públicas de produtos regionais como açaí, pescados e castanhas, mas deixou carne e café de fora das medidas de estímulo. Já a importação de fertilizantes pelo Brasil bateu recorde em julho, com alta acumulada de 8,8% no ano, reflexo da necessidade de manter a produção agrícola competitiva diante do encarecimento de insumos e da instabilidade logística global. No cenário internacional, a Dr Pepper anunciou a compra da JDE Peet’s — dona do Café Pilão — por US$ 18 bilhões, criando a maior empresa de café do mundo e acirrando a disputa global no setor. Nos EUA, Donald Trump voltou a surpreender ao demitir a diretora do Federal Reserve, Lisa Cook, em um gesto sem precedentes que aumentou a incerteza sobre a independência do banco central. Além disso, o ex-presidente ameaçou impor tarifas de 200% sobre a China caso o país não garanta fornecimento de ímãs, escalando as tensões comerciais. Na Europa, a presidente do BCE afirmou que as tarifas terão impacto limitado sobre o PIB, mas no entorno regional, a crise política na Argentina, após escândalo envolvendo Karina Milei, trouxe nova pressão sobre juros e câmbio.