Bolsa Família e mercado de trabalho, café em disparada e Petrobras em recorde histórico

No Brasil, a discussão sobre os impactos do Bolsa Família voltou ao centro da agenda após um estudo da FGV apontar que uma em cada duas famílias beneficiadas teria deixado a força de trabalho. O governo, por sua vez, anunciou o envio ao Congresso de um projeto que prevê gás de cozinha gratuito para 15,5 milhões de famílias. Na economia, a indústria aparece como o setor mais vulnerável ao tarifaço iniciado há três semanas, sobretudo em áreas como têxteis, calçados e autopeças, enquanto o BNDES liberou R$ 10 bilhões extras em crédito para empresas afetadas indiretamente. Entre os destaques corporativos, a Petrobras bateu recorde histórico ao ultrapassar a marca de 50 milhões de m³/dia de gás natural processado, reforçando seu papel estratégico no fornecimento de energia. No agronegócio, o café subiu mais de 30% apenas em agosto, reflexo da oferta global apertada combinada aos efeitos das tarifas que desorganizam cadeias de produção e comércio. A demanda por biodiesel também deve avançar com a elevação da mistura obrigatória, criando novas oportunidades para produtores nacionais. Em Minas Gerais, o setor agropecuário já supera a mineração como motor de crescimento, segundo avaliação do governador Romeu Zema, consolidando a força do campo no desenvolvimento regional. No cenário externo, as tarifas seguem moldando negociações. O Canadá decidiu retirar retaliações sobre produtos dos EUA para se alinhar às isenções previstas no acordo trilateral com México e Estados Unidos, antecipando a revisão marcada para 2026. Já em Washington, Donald Trump afirmou que novas tarifas contra países exportadores de móveis devem ser anunciadas nos próximos 50 dias, elevando a tensão comercial. Em paralelo, documentos da OpenAI revelaram que Elon Musk tentou recrutar Mark Zuckerberg para financiar a aquisição da empresa, em uma disputa que coloca os maiores nomes da tecnologia no centro da corrida pela inteligência artificial.