Mercado reage a tensões políticas, Brasil busca novos parceiros comerciais e Zelensky abre espaço para negociações de paz

No Brasil, o clima político voltou a pesar após os Estados Unidos cancelarem o visto da esposa e da filha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, integrante da cúpula do PT. No campo econômico, o agro brasileiro continua ampliando presença internacional, com destaque para o México, que nos últimos quatro anos abriu mercado para 22 novos produtos nacionais, movimento que ganha força em meio às barreiras impostas por Donald Trump. Paralelamente, o governo Lula tenta blindar no Congresso seu plano contra o tarifaço norte-americano, enquanto negocia a retomada de um acordo comercial com o Canadá, suspenso desde 2021. No mercado doméstico, o setor imobiliário de luxo em São Paulo segue em alta, movimentando mais de R$ 7 bilhões, e a família Maggi, referência no agronegócio, diversifica seus investimentos ao apostar em mineração de ouro no Mato Grosso. Nos Estados Unidos, Donald Trump voltou a atacar a credibilidade da previdência social, alegando que o sistema mantém registros de 135 mil pessoas com mais de 160 anos. Ele afirmou que sua gestão eliminou milhões de registros fraudulentos e milhares de imigrantes ilegais da base previdenciária. No cenário financeiro, os investidores mantêm a aposta em um corte de 25 pontos-base na taxa de juros pelo Federal Reserve em setembro, reforçando expectativas de alívio monetário no curto prazo. Na Europa, o destaque foi a fala inédita do presidente Volodymyr Zelensky, que admitiu a possibilidade de negociar cessões territoriais como caminho para encerrar o conflito com a Rússia, sinalizando mudança de postura após anos de resistência. Já na Alemanha, uma transformação cultural preocupa o setor cervejeiro: a Geração Z tem rejeitado o consumo de álcool, colocando em risco uma tradição centenária que sustenta 1.500 cervejarias locais.