Brasil enfrenta pressão fiscal, empresas buscam fôlego e China avalia resgatar setor imobiliário

No Brasil, o destaque econômico foi a crise da Raízen, que viu suas ações despencarem 12,5% após confirmar que está em negociações para receber aporte de capital. A empresa, que acumula dívida de R$ 49 bilhões e projetos de alto risco, pode ver a Cosan diluída na entrada de um novo sócio. O Banco do Brasil também decepcionou ao registrar queda de 60% no lucro, revisando projeções e reduzindo dividendos, o que acendeu alerta no mercado bancário. No cenário político-comercial, Donald Trump classificou o Brasil como “péssimo parceiro” e criticou tarifas, reacendendo tensões com Washington. Nos Estados Unidos, os olhos estão voltados para a aguardada reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin, marcada para o Alasca, embora o Kremlin tenha sinalizado que não haverá assinatura de acordos. No setor agroalimentar, a Granja Faria suspendeu exportações de ovos aos EUA por conta de tarifas, compensando com aumento de preços no mercado americano. A região também acompanha a crescente relevância das stablecoins de dólar, que lideram as compras de criptomoedas na América Latina, sinalizando demanda por alternativas de proteção cambial. Na China, o governo estuda usar empresas estatais para intervir no combalido setor imobiliário, que acumula 408 milhões de metros quadrados de imóveis vagos — uma área superior à de Belo Horizonte. A medida busca conter a sobreoferta e evitar impacto sistêmico na economia, que já sofre com a desaceleração do consumo e tensões comerciais com os EUA. No cenário geopolítico, a Ucrânia garantiu US$ 1,5 bilhão da Europa para aquisição de armamentos norte-americanos, reforçando sua capacidade militar em meio à guerra. Enquanto isso, Cuba registrou um marco econômico: pela primeira vez desde a abertura, o setor privado ultrapassou o Estado nas vendas internas.