Mercado financeiro e tensões globais: crédito contra tarifaço, petróleo em excesso e Bitcoin recordista

No Brasil, o governo anunciou oficialmente o plano de resposta ao tarifaço imposto pelos EUA, que inclui uma linha de crédito de R$ 30 bilhões, compras governamentais e suspensão temporária de impostos para determinados setores. No comércio, as vendas caíram 0,1% em junho, marcando o terceiro recuo consecutivo e aumentando a pressão sobre varejistas listadas na Bolsa. A Petrobras avançou na exploração da Margem Equatorial ao obter permissão para testes de emergência, passo considerado decisivo antes da licença final. No cenário corporativo, a Raízen anunciou a venda de R$ 15 bilhões em ativos para reduzir endividamento, enquanto dados do governo revelaram que o Brasil acumula déficit de mais de US$ 28 bilhões no comércio e serviços com os EUA em 2024. Nos Estados Unidos, a política externa ganhou destaque com a revogação dos vistos de dois ex-integrantes do Mais Médicos, sob alegação de envolvimento direto na implementação do programa. No setor de energia, a Agência Internacional de Energia (IEA) projetou que o mundo enfrentará, em 2026, uma sobreoferta de petróleo ainda maior que a registrada na pandemia, o que pressiona países produtores a acelerar novos projetos de exploração. Já o Bitcoin quebrou um novo recorde histórico ao superar US$ 123 mil, refletindo o apetite global por ativos digitais diante de um ambiente de juros ainda elevados e incertezas geopolíticas. Na China, a fusão de US$ 16 bilhões que criou o maior estaleiro do mundo reforça a estratégia de ampliar competitividade industrial frente aos EUA, tanto no setor comercial quanto militar. A China State Shipbuilding, responsável inclusive pelo primeiro porta-aviões do país, amplia sua capacidade de atender à crescente demanda naval global. No setor de investimento, a Eve, subsidiária da Embraer dedicada a eVTOLs, captou US$ 230 milhões com apoio do BNDES, enquanto o fundo de pensão canadense CDPQ anunciou planos de investir ao menos US$ 1 bilhão por ano no Brasil em áreas como energia, transporte e infraestrutura digital. Esses movimentos mostram que, apesar das tensões comerciais e estratégicas, capital e inovação continuam fluindo em ritmo acelerado.