Trump taxará chips em 100%, SP pune postos que compram de sonegadores.

No Brasil, a tensão comercial ganha força com a decisão do governo de acionar os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC), após o aumento das tarifas norte-americanas sobre chips semicondutores brasileiros. As novas taxas, que chegaram a até 50%, impactam diretamente as exportações do setor de tecnologia e alimentam preocupações sobre uma escalada protecionista. Em paralelo, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o Brasil está em diálogo com parceiros estratégicos para garantir a continuidade do fornecimento de combustíveis, após novas sinalizações de instabilidade nos fluxos internacionais. A medida é preventiva, visando proteger o abastecimento interno diante de riscos logísticos e geopolíticos. Nos Estados Unidos, a política comercial externa voltou ao centro das atenções com as medidas protecionistas adotadas pelo ex-presidente Donald Trump, que pretende aplicar tarifas de até 60% sobre produtos chineses e de 50% para o Brasil, como parte de sua plataforma de campanha para 2024. A movimentação sinaliza um endurecimento das relações comerciais e levanta temores sobre uma possível fragmentação das cadeias globais de suprimento. O Federal Reserve, por sua vez, segue monitorando o mercado de trabalho e a inflação, com os dados mais recentes indicando resiliência no emprego, mas mantendo cautela quanto ao cronograma de possíveis cortes de juros. Na China, o foco recai sobre a desaceleração da demanda industrial e a fragilidade do setor imobiliário, fatores que continuam pesando sobre a recuperação econômica do país. A decisão de Pequim de restringir ainda mais a exportação de terras raras, insumos fundamentais para a indústria de tecnologia global, foi interpretada como uma resposta estratégica às barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos e seus aliados. A medida reforça o clima de incerteza no comércio internacional e intensifica a disputa por controle de cadeias críticas de produção em meio à crescente rivalidade geopolítica.