MCall | 25/07/2025: FGTS bilionário, tarifas em alta e Brasil na mira

No Brasil, a sexta-feira foi marcada por embates políticos e movimentações econômicas expressivas. O presidente Lula endureceu o tom com os EUA sobre as tarifas de importação: “Se Trump estiver trucando, vai tomar um seis”, disse. Enquanto isso, o governo anunciou que o FGTS deve distribuir cerca de R$ 13 bilhões de lucro aos trabalhadores, reforçando o poder de compra de milhões de brasileiros. O Ministério da Fazenda pediu que aliados da antiga gestão Bolsonaro “saiam do caminho” para facilitar as negociações com os americanos, acusando-os de atrapalhar os diálogos diplomáticos. O país também bateu recorde de arrecadação federal em junho, com R$ 234,6 bilhões, alavancado por IOF e apostas esportivas. Em meio à tensão, empresas se movimentam: a Raízen vendeu 55 usinas de energia por R$ 600 milhões, enquanto Yellowstone, Jive e Queiroz Galvão criaram bloco de controle na Brava Energia. Nos Estados Unidos, Donald Trump confirmou tarifa de 50% a países com os quais, segundo ele, “a relação não tem sido boa” — o Brasil, embora não citado diretamente, está claramente na linha de fogo. Os impactos já aparecem: as exportações do agro brasileiro aos EUA caem antes mesmo da aplicação oficial da sobretaxa, que já pressiona os preços da carne no mercado interno. Em resposta, o governo brasileiro tenta acelerar um acordo comercial com o México como forma de mitigar os danos. Internamente, o Banco Central revelou que dados de 46,8 milhões de chaves PIX foram expostos em vazamento ligado ao CNJ, gerando preocupações com segurança digital e privacidade. No cenário global, a tensão geopolítica ganha novo capítulo: a França anunciou que reconhecerá o Estado Palestino em setembro, medida duramente criticada por Israel, mas que elevará o número de países apoiando a causa para mais de 140. A União Europeia também se move, aprovando a possibilidade de retaliar com tarifas produtos norte-americanos que somam até € 93 bilhões. Apesar do ambiente instável, o Banco Central Europeu manteve os juros estáveis em 2% ao ano, adotando cautela diante do cenário inflacionário e da desaceleração global.