MCall | 30/08/2024 – Gabriel Galípolo é indicado à presidência do BC

O mercado financeiro foi pego de surpresa com a indicação de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central pelo presidente Lula. Com 42 anos, Galípolo já atuou como professor na PUC-SP, presidente do Banco Fator e secretário-executivo da Fazenda. Atualmente, ele é diretor de Política Monetária do BC. Se for aprovado pelo Senado, Galípolo assumirá o cargo em janeiro de 2025, substituindo Roberto Campos Neto. A reação do mercado foi positiva, levantando especulações sobre uma possível política monetária mais alinhada com o governo. Galípolo declarou estar honrado com a indicação e se comprometeu a respeitar a institucionalidade do Banco Central. É um nome a ser acompanhado de perto. Nos Estados Unidos, a corrida eleitoral ganhou um novo capítulo inesperado. Robert F. Kennedy Jr. surpreendeu a todos ao suspender sua campanha presidencial independente para apoiar Donald Trump. A decisão foi recebida com forte desaprovação pela família Kennedy, tradicionalmente ligada ao Partido Democrata, que a classificou como uma “traição”. Em resposta, Trump já convidou Kennedy Jr. para integrar sua equipe de transição, caso vença as eleições. Com essa reviravolta, a disputa entre Trump e Kamala Harris promete ser ainda mais acirrada. O desfecho nas urnas será emocionante. Enquanto isso, a Amazônia enfrenta uma grave crise ambiental com incêndios que criaram um corredor tóxico de fumaça se espalhando pelo Brasil. Uma densa nuvem de monóxido de carbono cobre o sul da Amazônia e deve chegar ao Sudeste e Sul do país nos próximos dias. A qualidade do ar despencou, com Manaus registrando níveis considerados “péssimos”. As autoridades acreditam que os incêndios possam ser criminosos e já iniciaram investigações. O combate às chamas continua intenso, com o governo destinando milhões de reais em aviões particulares para controlar a situação. A crise ambiental se agrava e afeta milhões de brasileiros, com temperaturas em elevação devido às cinzas. No setor de mineração, Gustavo Pimenta foi eleito por unanimidade como o próximo presidente da Vale, assumindo o cargo em janeiro de 2025. Com mais de 20 anos de experiência em finanças e mineração, Pimenta se compromete a intensificar o diálogo com stakeholders e a priorizar a segurança. Atualmente vice-presidente de Finanças, ele substituirá Eduardo Bartolomeo após um longo processo de sucessão, que envolveu até tentativas do governo Lula de influenciar a escolha. Com essa escolha interna, a Vale busca atingir novos patamares em mineração sustentável. O Ministério da Fazenda está preparando uma proposta para taxar as big techs ainda este ano. De acordo com Dario Durigan, secretário-executivo da pasta, a medida pode gerar até R$ 5 bilhões em arrecadação adicional se aprovada em 2024, mas não está prevista no Orçamento de 2025. A taxação, possivelmente por meio da CIDE, está em linha com as discussões da OCDE e mira empresas como Meta, Google e Amazon, que, segundo o governo, contornam a tributação atual, especialmente em contratos internacionais. Enquanto as big techs afirmam já pagar impostos no Brasil, a Fazenda busca uma tributação mais justa sobre suas operações no país. A proposta certamente trará debates acalorados sobre regulação fiscal na era digital. Por fim, a Berkshire Hathaway, sob a liderança de Warren Buffett, alcançou a histórica marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado, tornando-se a primeira empresa fora do setor de tecnologia a atingir esse patamar. Agora parte do seleto “Clube do Trilhão” ao lado de gigantes como Apple e Microsoft, a Berkshire demonstra que o value investing ainda é uma estratégia poderosa. As ações da empresa subiram 27% em 2024, superando o S&P 500. Com Buffett prestes a completar 94 anos, ele continua a seguir sua estratégia conservadora, acumulando US$ 277 bilhões em caixa, e mantém Wall Street sob seu domínio.